O IPCA-15 de março de 2025 foi significativamente inferior a fevereiro: 0,64% contra 1.23%, queda de 0,59 pontos. Mas é importante analisar por grupos de despesa.
Os grupos que mais subiram foram Alimentação e Bebidas (+0,48), Vestuário (+0,36), Transporte (+0,48) e Despesas Pessoais (+0,80). As maiores quedas foram em Habitação (-3,97) e Educação (-4,71).
Em Educação se entende, já que o índice anterior registrou os reajustes de mensalidades.
Quando se analisa o peso de cada grupo no resultado final do mês, o maior fator de alta foi Alimentação e Bebidas (respondendo por 0,24 do IPCA-15 de 0,64) e Transportes (0,19).
No caso de Alimentação e Bebidas, as grandes altas são do Café Moído (+72%). Outro item de grande peso sobre a cesta é Óleo de Soja, (que aumentou 26,75%) e carne em geral, com altas acima de 20%.
Sem Alimentação e Bebidas. o IPCA-15 teria sido de 0,52%.
Por outro lado, sem Habitação (o grupo que registrou maior queda), o índice teria ficado em 0,69%, quase igual a fevereiro. A maior pressão foi de Gás de Botijão (+7,3%) e – atenção – de Mão de Obra (+6,89%)
Em 12 meses, houve uma alta no IPCA-15, passando de 4,96% para 5,28%.
Em um prazo mais amplo, percebe-se uma queda na variação anual de Cereais, Leguminosas e Oleaginosas, uma estabilização em Açúcares e Derivados e a alta, ainda, de Carnes.
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Rui Ribeiro
27 de março de 2025 1:31 pmO Brasil tá exportando ovos para os EUA. Casa de ferreiro, espeto de pau.