No programa “The Lang and O’Leary Exchange“ da TV CBC canadense, de 20 de janeiro, ao ser discutido o relatório da ONG britânica Oxfam onde diz que o patrimônio das 85 pessoas mais ricas do mundo equivale às posses de metade da população mundial (Ver aqui na BBC Brasil), o coapresentador, Kevin O’Leary, um globalista declarado e empresário bem sucedido, respondeu à apresentadora Amanda Lang: “É uma grande coisa, porque isso inspira todo mundo. Faz com que as pessoas olhem para o 1% e diga – quero fazer parte dessa turma – e passe a trabalhar duro para chegar ao topo. É uma notícia fantástica, é claro que eu aplaudo… o que poderia estar errado com isso?”
A apresentadora respondeu com um momento de silêncio e perguntou: “Verdade?”. E continuou: “Então, uma pessoa que vive na África com 1 dolar por dia, ao acordar de manhã, deva ela pensar “eu serei Bill Gates”?
http://www.youtube.com/watch?v=AuqemytQ5QA width:640 height:480 align:center
morallis
23 de janeiro de 2014 6:27 pmEles são iguais, no mundo
Eles são iguais, no mundo tudo.
Dê
23 de janeiro de 2014 6:59 pmbabaca……
babaca……
Cláudio José
23 de janeiro de 2014 7:00 pmQue Deuss tenha piedade dessa
Que Deuss tenha piedade dessa alma tão pequena!
Klaus BF
23 de janeiro de 2014 8:27 pmAlma?
Isso o boçal nunca teve! Já nasceu com ela vendida para o capeta!
Julião
23 de janeiro de 2014 7:07 pmEsta é a cabeça destes merdas
Este merda somente deixou escapar o que a quase totalidade destes canalhas pensam do assunto! São todos iguais!
RVeiga
23 de janeiro de 2014 7:09 pmO careca perdeu a chance de
O careca perdeu a chance de ficar calado. Podia ter respondido muita coisa. A primeira, que não é porque existe um Bill Gates que há 3.5 bilhões de pobres no mundo, aquela velha falácia de que só há muitas pessoas muito pobres porque há pouquíssimas pessoas muito ricas. Mas optou por falar uma asneira e servir de espantalho.
Jorge Moraes
23 de janeiro de 2014 7:44 pmE fez escola …
Pelo que vi em seu comentário, o entrevistado não está sozinho sequer aqui, neste espaço consagrado ao debate.
Ao qualificar como falaciosa a vinculação causa-efeito entre a extrema riqueza de poucos e a pobreza de muitos, você, salvo melhor juízo, repudiou a fala apenas em seu sentido formal, ou talvez de intensidade.
O que dá o que pensar, ao menos para mim.
Se a relação entre o fausto financeiro de “meia dúzia” e a miséria de “meio mundo” não pode ser estabelecida – o argumento seria falacioso – o que, em sua avaliação explicaria melhor o fenômeno?
E considerando a (infelizmente) razoabilidade que nos informa sobre a tendência de crescimento dessa assimetria apropriatória (para usar um desses termos tão caros aos adeptos do livre mercado), será possível chegarmos, no limite, à conclusão de que são poucos, muito poucos mesmo, os “vitoriosos” por serem poucos, muito poucos mesmo, os “inteligentes”?
Não estou aqui a espezinhar os triliardários por razões morais, prezado comentarista. Embora não negue ser grande a tentação de fazê-lo. O que mais me anima, bem mais, é tentar refletir sobre a entropia do processo de acumulação do capital, essência e fim último dessa espécie de nova realeza global, que, a julgar por sua dicção, nada teriam a ver com as vicissitudes materiais desse mundo, diminutamente vasto mundo.
RVeiga
23 de janeiro de 2014 9:05 pm> Se a relação entre o fausto
> Se a relação entre o fausto financeiro de “meia dúzia” e a miséria de “meio mundo” não pode ser estabelecida – o argumento seria falacioso – o que, em sua avaliação explicaria melhor o fenômeno?
Não é que não haja uma relação. O “fausto financeiro” de elites políticas corruptas — no mais das vezes, ditatoriais — em países miseráveis como a maioria dos africanos tem direta relação com a pobreza daqueles povos. A imensa fortuna do Bill Gates (a maior parte dela é valor de mercado da Microsoft, mas vamos fingir que ele tem uma caixa forte cheia de moedinhas, como o Tio Patinhas), citada pela apresentadora, não tem nenhuma.
Douglas Pereira
23 de janeiro de 2014 9:09 pmOs dois disseram asneiras, e
Os dois disseram asneiras, e os comentaristas aqui também. Os Bill Gates têm as histórias deles e o sujeito na Etiópia tem a dele. Um não tem culpa da situação do outro. É bem provável que alguns Bill Gates do mundo sejam responsáveis pela melhora de vida de muitos milhões de pessoas pelo mundo, coisa que o sujeito da Etiópia seria incapaz. Uma outra constatação, se os 85 mais ricos dividissem a fortuna deles com a metade dos habitantes da terra, alguns dias depois o resultado é que teríamos mais 85 pobres no mundo. Esta pesquisa não serve pra nada.
M. Marlene
23 de janeiro de 2014 7:12 pmQue sujeito mais boçal.
Que sujeito mais boçal.
Luis S
23 de janeiro de 2014 7:17 pmE’ um provocador
O’Leary e’ um provocador, nem deve ter pensado no que estava falando. Essa mentalidade de que “eu ganho dinheiro por ser mais esperto” e’ ridicula, mas o pior e’ que a gente fica dando midia para essas asneiras.
O cara provoca e a gente repercute e o resultado e’ apenas aumentar a audiencia (e a fortuna) dele.
Ricardo JC
24 de janeiro de 2014 5:19 pmNão creio que a ideia de
Não creio que a ideia de Nassif, ao publicar este post, seja espezinhar o tal do O’ Leary. Acredito que a ideia seja colocar em discussão a (triste) realidade do mundo em que vivemos. Vale mais o fato do que a pessoa…
Ricardo JC
24 de janeiro de 2014 5:41 pmNão creio que a ideia de
Não creio que a ideia de Nassif, ao publicar este post, seja espezinhar o tal do O’ Leary. Acredito que a ideia seja colocar em discussão a (triste) realidade do mundo em que vivemos. Vale mais o fato do que a pessoa…
BRAGA-BH
23 de janeiro de 2014 7:21 pmVou fazer diferente dele
Vou fazer diferente dele. Nem vou comentar nada sobre esta asneira. Não merece nem a perda de tempo!
Pisicótico
23 de janeiro de 2014 7:23 pmPerfil psiquiátrico
Vi recentemente em algum lugar que há um estudo que sugere que este tipo de empresário, executivo, financista, político e assemelhados têm alta probabilidade de serem psicopatas.
Mas, como toda a certeza, lucropatas!
MarFig
23 de janeiro de 2014 7:28 pmE o pior é que se acha
E o pior é que se acha engraçado.
NALDO
23 de janeiro de 2014 7:33 pmDá para entender por que uns
Dá para entender por que uns puquissimos com quase tudo e quase todos com pouquissimo.
João Sabóia Jr.
23 de janeiro de 2014 7:48 pmA melhor piada!
“É uma grande coisa, porque isso inspira todo mundo. Faz com que as pessoas olhem para o 1% e diga – quero fazer parte dessa turma – e passe a trabalhar duro para chegar ao topo. É uma notícia fantástica, é claro que eu aplaudo… o que poderia estar errado com isso?”
Sensacional, o cara seria o maior humorista do mundo se não fosse o maior fdp!
A.Araujo
23 de janeiro de 2014 7:50 pmEsse relatorio da OXFAN não
Esse relatorio da OXFAN não tem logica. Estatisticas de renda sãoconhecidas para cada pais, estatisticas de riqueza não existem , a não ser rankings tipo FORBES e Bloomberg para bilionarios., Renda é fluxo, riqueza é estoque, são quantificativos diferentes. Como a OXFAN sabe o patrimonio de 3,5 bilhão de pesssoas? Não há essa estatistica em nenhum Pais.
Riqueza de uns não quer dizer por antagonismo pobreza de outros.
Em Cuba não tem bilionarios e todo mundo é pobre.
Stanilaw Calandreli
23 de janeiro de 2014 8:41 pmTrocando as bolas
AA, eu tenho a impressão, que é mais fácil saber a riqueza dos bilhões de habitantes mais pobres, do que saber qual é a riqueza do 1% mais rico.
lenita
23 de janeiro de 2014 10:16 pmAi AA,! quero entender vc ,
Ai AA,! quero entender vc , mas é duro ! Juro que faço todo esforço. Mencionar Cuba numa hora destas é de uma pequenez insuportável. Espero que um dia vc chegue ao rsrsrs , seu Fulk particular.
Sérgio T.
23 de janeiro de 2014 9:16 pmChoque de realidade!
Nada como um “choque de realidade” para acordar a cabecinha das pessoas que se iludem sobre a “superioridade” de saber ganhar dinheiro (na maioria das vezes à partir de muito dinheiro herdado).
Um abraço.
Julou
23 de janeiro de 2014 11:38 pmEle fala isso todo dia, das
Ele fala isso todo dia, das mais diferentes formas.
No programa ele eh “o capitalista” e ela eh…. posso dizer que eh uma especie de “social-democrata”, no sentido literal do termo.
Ele acredita que a lei do mercado resolve tudo, enquanto que ela acredita na importancia de se ter sindicatos, entidades representativas de classe, na necessidade de se diminuir os lucros, no bem estar social e por ai vai.
Eh um programa interessante, mas frequentemente eh dificil aguentar o O’Leary por muito tempo. E olha que ele ainda participa de um outro programa “Dragon’s Den”, mas esta eh uma outra historia…
hugo1
24 de janeiro de 2014 1:29 amRebolla, Leonidas e AA
Rebolla, Leonidas e AA curtiram isso.
Fabio (o outro)
24 de janeiro de 2014 11:36 amMe fez lembrar os juízes
Me fez lembrar os juízes brasileiros : imersos em seu mundo de fantasia , perderam completamente o contato com a realidade .
wendel
24 de janeiro de 2014 4:54 pmPensei muito antes de
Pensei muito antes de comentar, mas…, aqui vai uma provocação.
– A eliminaçãoos dos ricos, não ajudará os pobres, ao contrário!
– O controle da natalidade, é uma necessidade urgente, tendo em vista que hoje, estamos com um contigente de desempregados, na ordem de 200 milhões de pessoas, segundo a OIT, e que jamais voltarão ao mercado de trabalho.
– A igualdade, é uma quimera, pois se considerarmos distribuir a riqueza do mundo e tornar todos iguais, dentro de pouco tempo haverá novamente a desiguladade de renda, em virtude de alguns possuirem maiores iniciativas, determinação, empenho, inteligências e oportunidades.
– Os que tiveram a oportunidade de enriquecer, frente a este contigente de menos favorecidos, não devem ser culpados, desde que tenham sido por méritos e/ou competência, excluindo os casos de exploração, ilicitudes, corrupção e desfalques.
– Sem entrar no mérito das ideologias, o capital sempre existirá, bem como o trabalho, e os que o possuem sempre estarão interligados, pois ambos necessitarão se entrelaçarem.
– Finalizando possso afirmar que, só seremos bem sucedidos nestas questões se mudarmos o sistema econômico atual, e voltarmos ao sistema de trocas, mas mesmo assim, ainda terei dúvidas de que seremos bem sucedidos.
– É o animal humano com toda suas contradições!