11 de junho de 2026

Ajuda a Gaza chega ao menor nível em 11 meses

Nem mesmo ameaça de sanções americanas a Israel impediu queda no fluxo; não se sabe quais medidas serão desencadeadas em resposta
Foto: IRNA

A quantidade de ajuda humanitária encaminhada aos palestinos em Gaza atingiu seu menor patamar em 11 meses, e nem mesmo o ultimato feito pelos Estados Unidos a Israel ajudou a melhorar o quadro.

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Dados oficiais israelenses divulgados pelo jornal britânico The Guardian mostram que apenas 8.805 toneladas de ajuda alimentar passaram pelos postos de controle israelenses para a Palestina até o momento em novembro.

O auge das entregas foi registrado em maio, quando 117.000 toneladas de alimentos entraram em Gaza em mais de 6.000 caminhões. Na ocasião também foram entregues tendas, remédios e outros suprimentos.

Segundo os dados da Cogat, autoridade militar israelense responsável por coordenar a ajuda humanitária para Gaza, apenas 25.155 toneladas de ajuda alimentar entraram em Gaza em outubro, menos do que em qualquer mês inteiro desde dezembro de 2023.

Ao longo de outubro, apenas 57 caminhões por dia foram autorizados a cruzar para Gaza em média — muito abaixo dos 350 caminhões por dia exigidos pelos EUA e dos 600 por dia que as agências de ajuda dizem ser necessários para atender às necessidades básicas.

As estatísticas destacam que, ao longo de novembro, apenas 624 caminhões entraram no território em novembro.

Autoridades responsáveis pela ajuda humanitária em Gaza afirmam que a situação em grande parte do território é “apocalíptica” – além da falta de socorro, mais de 80% da população de 2,3 milhões de palestinos foi deslocada e mais de dois terços dos edifícios foram destruídos ou danificados desde o início dos ataques israelenses em outubro de 2023.

Em uma operação de última hora, os israelenses ampliaram a designada “zona humanitária” ao adicionar áreas no interior que poderiam aliviar a superlotação e permitir que refugiados se afastem da costa conforme o inverno se aproxima.

Contudo, tudo indica que o governo israelense ignorou o ultimato conjunto feito por Antony Blinken, o secretário de Estado dos EUA, e Lloyd Austin, o secretário de defesa, em 13 de outubro.

Não se sabe ao certo as consequências que a falta de empenho israelense em atender às demandas norte-americanas irá acarretar, mas o jornal inglês indica que a resposta norte-americana pode vir via interrupção temporária no fornecimento de algumas munições ou outra assistência militar.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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