O primeiro mês de Javier Milei na presidência da Argentina começa a mostrar seus primeiros resultados, em meio às promessas de desregulamentação dos preços e a desvalorização cambial, com impacto direto no peso argentino.
Segundo o site argentino pagina12, os prognósticos para a inflação de dezembro se aproximam dos 30%, e um novo ajuste cambial poderia colocar a economia do país à beira da hiperinflação.
Itens como remédios, alimentação, aluguel, combustível, contas pré-pagas, transporte público e telecomunicações foram os mais afetados pela inflação no período.
De acordo com o periódico, o valor nominal da economia argentina mudou de forma abrupta em dezembro, o que levou a duas fases de reajustes nos preços: no início do mês anterior à posse de Milei (antes do término dos acordos de preços e em meio aos rumores de desvalorização), e na segunda quinzena do mês, após a desvalorização cambial de 118%.
Enquanto isso, a inflação entre os trabalhadores chegou a 24,3% em dezembro, segundo dados da Universidade Metropolitana de Educação e Trabalho (UMET), muito acima dos 12,1% vistos em novembro.
A entidade destaca que o salário real dos trabalhadores no setor privado está nos níveis mais baixos dos últimos 18 anos, o que pode trazer fortes consequências caso uma recomposição salarial não seja feita o quanto antes.
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