A Organização Mundial da Saúde (OMS) verificou mais de 20 ataques a instalações de saúde no Irã desde 1º de março, em meio a operações militares dos EUA e de Israel que atingem infraestrutura civil médica em várias regiões do país.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que a campanha em escalada compromete gravemente os serviços de saúde, colocando em risco pacientes, profissionais médicos e civis.
Instituto Pasteur
Entre os alvos mais destacados está o Instituto Pasteur de Teerã, fundado em 1920 como um dos mais antigos centros de pesquisa em saúde pública e vacinas no Oriente Médio, criado por acordo entre o Instituto Pasteur de Paris e o governo iraniano.
O instituto sofreu danos extensos em ataques nos dias 1º e 2 de abril, ficando inoperante para serviços de saúde, após já ter sido atingido em 7 de março e 25 de março, segundo autoridades iranianas.
Outros locais incluem o Hospital Psiquiátrico Delaram Sina, em Teerã, bombardeado em 29 de março e com restauração prevista para cinco a seis meses, além do complexo farmacêutico Tofigh Daru, produtor de remédios para câncer e esclerose múltipla.
Balanço
Os ataques confirmados pela OMS causaram pelo menos nove mortes, entre elas um profissional de doenças infecciosas e um membro da Cruz Vermelha Iraniana.
A Cruz Vermelha Iraniana relatou danos a 307 instalações de saúde, médicas e de emergência desde 28 de fevereiro, enquanto o Ministério da Saúde iraniano registrou 25 hospitais danificados, nove inoperantes, além de 18 bases de emergência pré-hospitalar e 14 ambulâncias destruídas.
Condenação
Mais de 100 especialistas em direito internacional dos EUA, incluindo ex-conselheiros governamentais e acadêmicos de Harvard, Yale e Stanford, publicaram uma carta aberta alertando que os ataques podem violar a Carta da ONU e configurar crimes de guerra, citando danos a escolas, hospitais e residências com milhares de civis mortos.
Tedros enfatizou. “O conflito no Irã e na região afeta a prestação de serviços de saúde e a segurança de profissionais, pacientes e civis em instalações médicas. A paz é o melhor remédio.”
*Com informações da CNN.
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