China anuncia represálias contra Taiwan e Estados Unidos

Exercícios militares e sanções comerciais contra Taipé serão algumas das reações de Pequim após visita de Nancy Pelosi à ilha

Foto: Agência Xinhua

O Ministério das Relações Exteriores da China comunicou suas duas primeiras medidas como represálias à visita da presidenta da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, à ilha de Taiwan. Tanto a iniciativa da política estadunidense quanto a reação chinesa ocorreram nesta terça-feira (2/8).

Através dos seus diferentes porta-vozes, o governo chinês afirmou que realizará exercícios militares em zonas marítimas e espaços aéreos nas proximidades de Taiwan, e também anunciou um pacote de medidas econômicas que tendem a prejudicar as exportações agrícolas da ilha.

As medidas adotadas por Pequim poderiam ser interpretadas como os primeiros exemplos do “alto preço” que prometeu cobrar do governo de Taipé e dos Estados Unidos devido ao encontro de Pelosi com líderes políticos taiwaneses, ato que a China considerou como “uma violação grave do princípio de uma só China”.

Exercícios militares

Junto com autoridades do Exército Popular de Libertação da China, a diplomacia do país asiático revelou que serão realizados “importantes exercícios com fogo real em seis zonas marítimas nas proximidades de Taiwan, e em seus respectivos espaços aéreos”.

Também se especificou que os exercícios devem acontecer entre os dias 4 a 7 de agosto. Durante esse período, navios e aviões serão proibidos de ingressar nas áreas em questão, por razões de segurança.

Suspensão da importação de alimentos

A outra medida anunciada pela China suspende importações de vários produtos agrícolas taiwaneses. Na lista de produtos afetados pela sanção estão: chá, nozes, mel e diversos outros vegetais.

Além dos produtos agrícolas, também haverá suspensão de peixes e frutos do mar de Taiwan, setor que tem a China como seu principal comprador.

3 Comentários

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Vladimir

- 2022-08-03 09:34:13

Os falcões do norte já estão abrindo mais um stand de vendas de armas. Acontece que,diferentemente do que ocorre na Ucrânia,seus brinquedinhos somente poderão chegar via maritíma ou aérea onde o controle será total dos dragões e o porta aviões dos falcões,se por acaso se meter a besta,servirá de teste para o míssil hipersonico xing ling.

Fábio de Oliveira Ribeiro

- 2022-08-03 07:13:08

O sistema político norte-americano foi totalmente abduzido pelo sonho imperial e pela econonia de guerra que impulsiona a produção de armamentos sofisticados com elevadas taxas de lucro. A estetica dominante na indústria cultural de massas garante a glorificação do militarismo e da suposta superioridade moral dos militares dos EUA, bem como sua sagrada missão civilizadora em defesa da liberdade (o que quer que isso signifique). A catastrofe é inevitavel e será saboreada com um gosto amargo inclusive no território americano.

Vladimir

- 2022-08-02 19:49:36

Os falcões do norte continuam sua saga de provocar a divisão do mundo para vender armas. Boa parte do mundo já parece ter despertado por essas ações e,mais que isso,o abandono de parte crescente de sua população também já faz os falcõezinhos perceberem de que lado está seu governo. É eles começam a perceber que não é seu lado.

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