22 de junho de 2026

China e EUA elevam tensão comercial com novas tarifas e restrições

China impôs tarifas de 34% sobre produtos importados dos EUA, entre outras medidas de retaliação contra Trump, que já reagiu; entenda
Foto de Kaboompics.com via pexels.com

A escalada da disputa comercial entre China e Estados Unidos atingiu um novo patamar nesta sexta-feira (4), com o anúncio de medidas retaliatórias. Pequim respondeu à imposição de tarifas americanas com a elevação de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA. A medida acompanha a divulgação, na véspera, de um amplo pacote tarifário de Washington sobre diversos países, desencadeando preocupações nos mercados globais.

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O foco das tarifas americanas recaiu sobre a Ásia, com a China sendo particularmente atingida. As exportações chinesas para os EUA chegaram ser taxadas em 54%, um aumento de 34%. A reação chinesa veio na mesma moeda: uma tarifa de 34% sobre todos os produtos que entram no país vindos dos Estados Unidos. Segundo o Ministério das Finanças chinês, a nova taxação entrará em vigor na próxima quinta-feira (10).

Além das tarifas, o governo chinês anunciou uma medida estratégica que pode ter um impacto significativo na indústria global de tecnologia: a imposição de controles sobre a exportação de terras raras para os EUA. Esses minerais, que incluem elementos como samário, gadolínio, térbio, disprósio, lutécio, escândio e ítrio, são cruciais na fabricação de componentes eletrônicos avançados, como chips para celulares, computadores e cartões. As restrições à exportação desses materiais já começaram a valer nesta sexta-feira.

Em comunicado, o Ministério do Comércio chinês justificou a medida, afirmando que o objetivo é “proteger melhor a segurança e os interesses nacionais e cumprir obrigações internacionais como a não proliferação“.

A retaliação chinesa não se limitou às tarifas e ao controle de exportações. A imprensa estatal do país informou que 11 empresas americanas foram adicionadas à lista de “entidades não confiáveis“. A alegação é que essas companhias cooperaram militar e tecnologicamente com Taiwan, “prejudicando seriamente a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento da China“. Com a inclusão na lista, essas empresas ficam proibidas de realizar atividades de importação e exportação e de investir no mercado chinês.

Trump reaje

A reação do presidente americano Donald Trump não tardou. Logo após o anúncio chinês, ele afirmou que Pequim fez “a única coisa que não podia fazer“. “A China jogou errado, eles entraram em pânico — a única coisa que eles não podiam fazer“, escreveu em uma publicação na sua plataforma de rede social, a Truth Social.

Mais cedo, Trump também escreveu que, para os investidores que colocam dinheiro no país, essa é a hora de “ficar mais rico do que nunca” e que suas políticas “nunca vão mudar“.

Aos muitos investidores vindo aos Estados Unidos e investindo enormes quantidades de dinheiro, minhas políticas nunca vão mudar. Esse é um ótimo momento para ficar rico, mais rico do que nunca antes!!!“, publicou Trump.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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