10 de junho de 2026

China promete retaliação total se EUA não voltar atrás com tarifaço

Diante do anúncio, Donald Trump deu prazo até as 13h desta terça para a China retirar a tarifa de 34% imposta sobre produtos americanos
Pixabay

O Ministério do Comércio da China voltou a reagir às ameaças tarifárias dos Estados Unidos. Em comunicado divulgado na madrugada desta terça-feira (8), no horário local (noite de segunda-feira no Brasil), o governo declarou que o país “vai revidar até o final”, caso Washington leve adiante a imposição de tarifas extras de 50% sobre produtos chineses.

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Pequim classificou as medidas anunciadas por Trump como “completamente infundadas” e acusou os EUA de uma “típica prática unilateral de intimidação”.

Em coletiva à imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, reforçou a postura crítica:

“Não há vencedores em uma guerra comercial ou uma guerra tarifária. O protecionismo não oferece saída”, afirmou.

“Se [os EUA] persistirem em desconsiderar os interesses comuns de ambos os países e da comunidade internacional e insistirem em escalar o conflito comercial e tarifário, a China, como sempre, lutará até o fim”, completou.

A nova tensão surge após Donald Trump publicar em sua rede social que dará prazo até as 13h (horário de Brasília) desta terça para a China retirar a tarifa de 34% imposta sobre produtos americanos, caso contrário, os EUA imporão uma nova taxa de 50% a partir do dia 9 de abril.

“Se a China não retirar seu aumento de 34% sobre seus abusos comerciais de longo prazo até amanhã, 8 de abril de 2025, os EUA imporão tarifas adicionais à China de 50%”, escreveu Trump.

“Além disso, todas as negociações com a China sobre suas reuniões solicitadas conosco serão encerradas”, acrescentou o presidente.

Segundo a agência Associated Press, o governo chinês já havia sinalizado que pretende adotar “contramedidas de forma resoluta para salvaguardar seus próprios direitos e interesses”.

O Ministério do Comércio de Pequim reiterou que as ações retaliatórias já tomadas são legítimas e sinalizou a possibilidade de novas medidas:

“As contramedidas tomadas pela China visam salvaguardar sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento, além de manter a ordem normal do comércio internacional. Elas são completamente legítimas”, afirmou.

“A ameaça dos EUA de escalar as tarifas contra a China é um erro sobre outro erro e expõe mais uma vez a natureza de chantagem dos EUA. A China nunca aceitará isso. Se os EUA insistirem em seguir por esse caminho, a China lutará até o fim”, concluiu o comunicado.

Lin Jian também questionou o real interesse dos EUA em manter um diálogo aberto:

“Não creio que o que os EUA fizeram reflita uma disposição para o diálogo sincero. Se eles realmente quiserem isso, devem adotar uma atitude de igualdade, respeito e benefício mútuos”, disse o porta-voz.

*Com informações do portal G1.

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Milleny Ferreira

Milleny Ferreira é estudante de jornalismo, repórter no Jornal GGN e produtora na TV GGN.

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