10 de junho de 2026

Pequim amplia apoio a projetos e financiamento para reativar investimentos

Após queda de 2,6% em investimentos fixos em 2025, agenda econômica une prioridades de curto prazo a diretrizes do futuro plano quinquenal
Foto de Eric Prouzet na Unsplash

Investimento em ativos fixos na China caiu 2,6% nos primeiros 11 meses de 2025, segundo dados oficiais da Xinhua.
Conferência em Pequim definiu ampliar investimentos públicos e instrumentos financeiros para estimular a iniciativa privada.
Setores de alta tecnologia crescem, e reformas buscam facilitar acesso do capital privado a projetos estratégicos.

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O governo chinês sinalizou um forte movimento de política econômica para estabilizar e reativar investimentos, diante de uma queda sustentada nas aplicações em ativos fixos ao longo de 2025.

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De acordo com a agência chinesa Xinhua, os dados oficiais mostram que o investimento em ativos fixos na China recuou 2,6% nos primeiros 11 meses de 2025 em comparação com o mesmo período do ano anterior, em meio a um cenário externo complexo, retorno mais baixo sobre investimentos e menor dinamismo econômico global.

Os números foram divulgados durante a Central Economic Work Conference, realizada em Pequim entre os dias 10 e 11 de dezembro, onde líderes do Partido Comunista e economistas definiram prioridades econômicas para o fim do ano e para a transição ao 15º Plano Quinquenal (2026–2030).

Segundo o relatório da conferência, as medidas para reverter esse quadro passam por ampliar o investimento do orçamento central, aperfeiçoar o uso de títulos especiais emitidos por governos locais e intensificar instrumentos financeiros com respaldo político, como fundos e mecanismos de crédito para projetos estratégicos. Essas ações visam especificamente estimular a iniciativa privada, cuja confiança foi abalada nos últimos trimestres.

O evento também ressaltou a importância de projetos de alta qualidade alinhados com prioridades nacionais, especialmente aqueles que se vinculam às metas de inovação tecnológica, infraestrutura crítica e criação de um mercado nacional unificado.

A liderança econômica enfatizou que reforçar a confiança do setor privado e facilitar a participação de capital privado em grandes projetos públicos são fatores essenciais para liberar o potencial da demanda interna.

Especialistas destacam que, apesar da queda do investimento geral, setores de alta tecnologia continuam mostrando crescimento rápido, sinalizando áreas de vigor econômico emigrando para segmentos de maior valor agregado.

Para garantir que essa tendência se mantenha, autoridades defendem reformas nos mecanismos de financiamento e investimento, incluindo a remoção de barreiras que limitam o acesso do capital privado.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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