Cristina Kirchner publica vídeo de vandalismo organizado contra seu escritório

Ex-presidenta da Argentina é atualmente presidenta do Senado. Seu escritório no Congresso foi alvo de um ataque com pedras e bombas de tinta. Dois suspeitos foram presos.

Cristina Kirchner (foto: Página/12)

A vice-presidenta e presidenta do Senado da Argentina publicou nesta terça-feira (15/3), em suas redes sociais, um vídeo da ação de vandalismo contra seu escritório no Congresso Nacional da Argentina.

O ataque ocorreu na última sexta-feira (11/3), dia em que se iniciou a votação do acordo entre o governo de Alberto Fernández e o FMI (Fundo Monetário Internacional) para o pagamento da dívida de 53 milhões de dólares – adquirida pelo governo anterior, de Mauricio Macri. No entanto, no dia do ataque, a proposta estava sendo avaliada pela Câmara dos Deputados, e não pelo Senado, onde Kirchner atua.

Na publicação, a vice-presidente afirma que “alguém planejou e ordenou que fosse executado” o ataque contra o seu escritório.

“O vídeo que você vai ver mostra em tempo real, de fora e de dentro (neste último caso apenas 12 minutos depois que a pedra começou), o ataque contra a vice-presidenta da República Argentina”, diz o texto da publicação.

As imagens mesclam cenas das câmeras internas do escritório no momento do ataque, com tomadas do lado de fora, quando um grupo de manifestantes começou a arremessar pedras, objetos contundentes e bombas de tinta contra a janela do escritório de Kirchner, e aponta a dois indivíduos que teriam sido os responsáveis por organizar os manifestantes para que mirassem precisamente aquela janela – a tinta também seria uma forma de “marcar o alvo” para que os demais manifestantes.

A Polícia de Buenos Aires afirma que já identificou oito homens que teriam organizado o ataque ao escritório de Cristina Kirchner, graças a um software de reconhecimento facial que analisou as imagens produzidas pela imprensa argentina durante aquela tarde.

Com essa informação, foram efetuadas duas detenções, segundo o diário Página/12. O primeiro preso foi Jaru Alexander Carrero Rodríguez, um homem de 29 anos que seria um imigrante venezuelano reside desde 2018 na cidade de San Isidro, na Grande Buenos Aires. A segunda pessoa detida ainda não teve sua identidade divulgada pela imprensa local, mas se trataria de uma pessoa de nacionalidade argentina.

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