A Câmara dos Representantes nos Estados Unidos aprovou por ampla maioria o projeto de lei que obriga o Departamento de Justiça a divulgar todos os arquivos de casos relacionados ao caso Jeffrey Epstein.
Segundo a imprensa norte-americana, a votação foi encerrada com 427 votos a favor do avanço da medida, e o único voto contrário foi dado pelo deputado republicano Clay Higgins, da Louisiana.
Agora, o texto segue para o Senado, onde os republicanos precisam decidir se o texto será ou não enviado para a sanção do presidente Donald Trump – e o político já deu sinalização positiva para tal passo.
O sinal favorável de Trump pela divulgação dos dados dos arquivos Epstein também mostra o poder do presidente dentro do Partido Republicano: 48 horas após a mudança de posição do presidente, o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, viu-se diante de uma votação que ele tentou evitar de todas as formas anteriormente.
Segundo a agência Axios, Johnson chegou a afirmar que o projeto de lei era “perigosamente falho”, levantando preocupações sobre a proteção dos denunciantes e das vítimas de Epstein – e que métodos e fontes não poderiam ser divulgados.
Familiares e sobreviventes dos abusos de Epstein chegaram a realizar um pronunciamento onde instaram o Congresso a aprovar o projeto de lei. “Essas sobreviventes não são ferramentas políticas para vocês usarem”, disse o irmão da falecida vítima de abuso de Epstein, Virginia Giuffre.
Rui Ribeiro
19 de novembro de 2025 5:30 amTrump se deu conta de que continuar contra a divulgação dos arquivos do Epstein era como lutar contra moinhos de vento, só restou a ele seguir o conselho da Mãe do Supla: “relaxar e gozar” e esperar ver o que vai acontecer.
Se ele não predou sexualmente adolescentes, ele devia saber, se nao for burro demais, que elas eram predadas e deveria denunciar. Mas se omitiu. Se não é um dos predadores, ou é burro ou é omisso.