Do G1
“A desigualdade desperta preocupação sobre a grande recessão e o efeito redutor nas classes médias das economias desenvolvidas, ao mesmo tempo em que a globalização atrai uma polarização das rendas nas economias emergentes e no desenvolvimento, apesar dos óbvios progressos em países como o Brasil”, explica o relatório.
O documento foi elaborado por mais de 700 políticos, acadêmicos e empresários e analisa um total de 31 riscos para os próximos dez anos, desafios que só se podem ser enfrentados com “cooperação internacional”.
Entre os dez primeiros e mais preocupantes estão, além das diferenças econômicas, as crises fiscais, o alto desemprego estrutural e as crises de água.
Também se destacam a mudança climática, a maior incidência de fenômenos meteorológicos – como inundações e incêndios – e o fracasso do governo mundial, com instituições multilaterais cada vez mais questionadas.
Além disso, consideram-se riscos potenciais uma crise alimentícia, a possibilidade de novos erros do sistema de instituições financeiras e uma profunda instabilidade política e social.
Destes riscos, segundo os autores do relatório, os mais prováveis são, depois da desigualdade de renda, os fenômenos climáticos extremos, o desemprego e subemprego, a mudança climática e os ataques cibernéticos.
Os de mais impacto social seriam as crises fiscais, de novo a mudança climática e as crises de água, assim como o alto desemprego, que hoje em dia afeta “economias maduras”, como Grécia e Espanha.
Também se considera um perigo para a sociedade, tão dependente da comunicação pela internet, “uma interrupção crítica da infraestrutura da informação” a “uma escala capaz de desintegrar sistemas ou inclusive sociedades”.
O relatório reconhece que as recentes revelações sobre vigilância governamental diminuíram o desejo da comunidade internacional de melhorar a governança da rede mundial, o que expõe o sistema aos hackers.
O texto também faz referência aos desafios dos jovens que chegam à maioridade na atual década, às menores oportunidades de emprego e aos custos crescentes da educação, e recorda que mais de 50% dos jovens de alguns países desenvolvidos – como a Espanha – buscam trabalho e que o emprego informal em regiões em desenvolvimento onde vivem mais 90% da juventude do mundo registra crescimento.
ArthurTaguti
17 de janeiro de 2014 11:59 amReconhecimento, do povo dono
Reconhecimento, do povo dono da bufunfa, que desigualdade muito extremada é ruim até para os ricos.
Mas não sei se estão especificamente preocupados com a harmonia da sociedade.
A ideia central, penso eu, é não permitir o fortalecimento tanto do discurso de extrema direita, quando de movimentos sociais/partidos de esquerda.
carlos batista
17 de janeiro de 2014 12:16 pmEstá claro que as diferenças
Está claro que as diferenças estao aumentando, veja o exemplo do Brasil. As classes mais pobres foram favorecidas com bolsas a custas da classe média que está desaparecendo. Portanto daqui ha alguns anos só teremos no Brasil Pobres e Ricos.
robson_lopes
17 de janeiro de 2014 1:08 pmComo assim Bial? Os pobres
Como assim Bial? Os pobres estão saindo da pobreza para virarem ricos?
A “classe média” está fazendo doações completas e virando pobres?
Em que mundo você vive? Desligue um pouco a TV, analise os números, talvez consiga ver um pouco além.
robson_lopes
17 de janeiro de 2014 1:05 pmDesigualdade e a autorregulação do mercado
Na entrevista de Francisco Lopes, ele defende, por ideologia, que o mercado se autorregule, mas será que com a autorregulação o mercado seria eficiente para combater a desigualdade social?
Vejamos: hoje li uma reportagem no Diário de Pernambuco sobre os juros nos cartões de crédito, aqui no Brasil a média é de 280%, isso mesmo, não é um erro, 280% ao ano, enquanto o país que está em segundo lugar, o Peru, a média é de 44%, não há interferência do governo nessa área, e é isso que chamamos de autorregulação?
Na reportagem culpam um pouco o consumidor por isso, de certa têm razão, mas não completamente, vejamos, para os consumidores mais exigentes, da carteira exclusiva dos bancos, os juros são significativamente menores, no Banco do Brasil perto dos 50%, e para os demais clientes, aqueles que não são tão esclarecidos? Ah, esse pode-se explorar, afinal eles não sabem defender seus direitos, que bobos.
Autorregulação de mercado significa, nós seremos predatórios como sempre fomos, quando o consumidor se tornar forte o suficiente ele tomará as rédeas do rumo da regulação, se não, continuaremos ditando as regras. Uma lógica perversa que pessoas, acredito sérias, como o Francisco Lopes, têm coragem de defender.
Luis M.
17 de janeiro de 2014 3:21 pmNovidade. Os países onde se
Novidade. Os países onde se tem a melhor qualidade de vida para seu povo, é justamente onde se tem a menor diferença entre ricos e pobres.