5 de junho de 2026

Economia de Gaza precisaria de 350 anos para voltar aos níveis pré-confronto

Relatório da Unctad destaca catástrofe humanitária, ambiental e econômica causada por combates; leia relatório na íntegra
Foto: IRNA via fotospublicas.com

A guerra travada por Israel contra o grupo palestino Hamas deixou a economia de Gaza em “ruína total”, ao ponto de serem necessários 350 anos para retomar o nível pré-confronto, segundo relatório elaborado pela ONU.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Relatório elaborado pela Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) destaca que a atividade econômica em Gaza – que já era fraca antes da guerra – piorou, assim como os serviços de saúde humanitária, alimentação e o fornecimento de água, combustível, eletricidade, e as restrições de acesso na região.

Segundo a Unctad, a produção da construção caiu 96%, a produção agrícola 93%, a manufatura 92% e a produção do setor de serviços 76%, enquanto a taxa de desemprego em Gaza chegou a 81,7% no primeiro trimestre de 2024 – um percentual com potencial para se manter ou aumentar conforme a continuidade das operações militares.

“Os danos causados ​​pela guerra entre 7 de outubro de 2023 e 20 de maio de 2024 reduziram o PIB per capita em Gaza em mais da metade, enquanto outros fatores redobraram a perda de renda”, diz o organismo da ONU.

Além disso, os danos físicos à infraestrutura de Gaza causados ​​durante o período de 7 de outubro de 2023 até o final de janeiro de 2024 foram estimados em US$ 18,5 bilhões – equivalente a sete vezes o PIB de Gaza em 2022.

“Uma vez que um cessar-fogo seja alcançado, um retorno à tendência de crescimento de 2007-2022 implicaria que levaria 350 anos para Gaza apenas restaurar o PIB ao seu nível em 2022”, diz a Unctad.

Veja mais a respeito na íntegra do relatório da Unctad sobre a economia em Gaza.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Antonio Uchoa Neto

    23 de outubro de 2024 10:59 am

    A recuperação de Gaza se dará imediatamente após o cessar-fogo, mas não para os palestinos. Serão assinados inúmeros contratos para reconstrução da infraestrutura, hospitais, escolas, vias públicas, etc., para deleite das Halliburtons da vida, e demais setores dessa cadeia econômica. Bendito o que semeia guerras, guerras à mão cheia….guerra dá lucro. O que vai pagar tudo isso? Isso: https://news.un.org/pt/story/2019/08/1685021.

  2. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    25 de outubro de 2024 7:51 am

    A solução para o conflito da palestina ocupada, depende do fim do estado nazisionista de Israel. A farsa da terra prometida, tem que ser explicitada para que o mundo possa tomar conhecimento da ação deletéria do ocidecadente.

Recomendados para você

Recomendados