O Egito anunciou que irá apoiar o caso movido pela África do Sul contra a ofensiva militar de Israel em Gaza, que tramita no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), principal órgão judicial das Nações Unidas (ONU).
A decisão do Egito foi tomada considerando o impacto sobre os civis da escalada das operações das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) na Faixa de Gaza, especialmente na cidade Rafah, o último refúgio para cerca de 1,5 milhão de palestinos deslocados por causa da guerra contra o Hamas.
“O anúncio da intervenção neste caso acontece diante da expansão das operações militares e da escala das violações israelenses contra civis em Gaza”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio.
Segundo a Reuters, o Egito atribuiu a Israel a responsabilidade pela tensão nas relações bilaterais entre os dois países e pela suspensão das negociações de cessar-fogo com o Hamas, mediadas por autoridades dos Estados Unidos, Egito e Catar.
O chanceler do Egito, Sameh Shoukry, afirmou inclusive ao secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que as contínuas operações militares israelenses em Rafah, que faz fronteira com Egito, apresentam “graves riscos de segurança”, informou o Al Jazeera.
Em um telefonema com Blinken, Shoukry destacou ainda a necessidade de restabelecer a entrada de ajuda humanitária em Gaza, após Israel fechar a passagem fronteiriça da cidade, considerada uma rota vital.
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