21 de maio de 2026

“Os civis já não sofreram mortes e destruição suficientes?”, questiona chefe da ONU, após Israel fechar passagem 

Israel afirmou que assumiu o “controle operacional” da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, comprometendo a rota vital de ajuda humanitária
ONU via Flickr

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, apelou à comunidade internacional, após Israel fechar a passagem fronteiriça de Rafah, cidade no extremo sul da Faixa de Gaza, com o Egito, considerada a rota vital para entrada de ajuda humanitária ao território palestino.

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Os civis já não sofreram mortes e destruição suficientes?”, questionou o secretário-geral da ONU, durante coletiva de imprensa. 

Norte da Faixa de Gaza reduzida a escombros. | Foto: Flickr/ONU

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmaram, nesta terça-feira (7), que agentes da 401ª brigada assumiram o “controle operacional” da travessia de Rafah, sob a alegação que a passagem estava sendo “usada para fins terroristas”. 

A partir dessa justificava, sem apresentar qualquer prova, os militares israelenses também fecharam a passagem de Kerem Shalom, no sul de Gaza, que fica na tríplice fronteira entre Gaza, Israel e Egito. A ação, além de impedir a ajuda humanitária já escassa, também impede que civis possam fugir dos combates.

Toda operação para tomada das fronteiras ocorreu em meio a um ataque aéreo noturno que atingiu residências na cidade, que é o último refúgio para cerca de 1,5 milhão de palestinos deslocados por causa da guerra de Israel contra o Hamas, que dizimou toda a Faixa de Gaza.

O encerramento das passagens de Rafah e Kerem Shalom é especialmente prejudicial para uma situação humanitária já terrível. [As passagens] devem ser reabertas imediatamente. Só para dar um exemplo, corremos o risco de ficar sem combustível esta noite”, declarou Guterres.

O chefe da ONU, ainda instou os aliados de Israel a pressionarem o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a parar a guerra. “Apelo a todos aqueles que têm influência sobre Israel para que façam tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar a evitar ainda mais tragédias. A comunidade internacional tem a responsabilidade partilhada de promover um cessar-fogo humanitário, a libertação incondicional de todos os reféns e um aumento maciço na ajuda que salva vidas”, afirmou.

Mesmo os melhores amigos de Israel estão certos de que um ataque a Rafah seria um erro estratégico, uma calamidade política e um pesadelo humanitário. Apelo a todos aqueles que têm influência sobre Israel para que façam tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar a evitar ainda mais tragédia“, completou.

“A bola está agora no campo de Netanyahu”

Em meio ao caos e ameaças de Israel da incursão de uma operação terrestres em Rafah, o Hamas – que afirmou ter aceitado um acordo de cessar-fogo e de devolução de reféns, recorreu aos Estados Unidos para tentar conter a ofensiva.

O governo israelense, por sua vez, disse que enviará ainda hoje  uma delegação ao Cairo para avaliar o texto, mas já adiantou discordar do grupo em diversos pontos. Contudo, fontes diplomáticas afirmaram que o acordo aprovado pelo Hamas é semelhante à proposta egípcia com a qual Israel já concordou, informou o Haaretz na segunda-feira .

De acordo com uma fonte diplomática estrangeira familiarizada com as negociações, o esboço que o Hamas aceitou na noite de segunda-feira é, na sua essência, o mesmo que a proposta egípcia que Israel já aprovou“, diz a reportagem. “Outro diplomata intimamente familiarizado com a proposta disse que “a bola está agora no campo de Netanyahu, acrescentou o texto.

Com informações do The Guadian, Al Jazeera e Haaretz

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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  1. ed.

    7 de maio de 2024 2:04 pm

    Desde o início deste massacre sobre um povo indefeso que chamam de “guerra”, em resposta a um ataque terrorista, a solucão mais óbvia, razoável, humana e menos custosa teria sido o envio à Gaza de:
    Forças de Paz da ONU, ou então: Forças de Paz da ONU ou ainda: Forças de Paz da ONU…
    Estamos vivendo num mundo onde estão sobrando interesses mesquinhos, guerras tolas, crises climáticas graves e o império da mentira e desinformação, faltando solidariedade e ATITUDE!

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