Empresas de Trump receberam pagamentos externos durante mandato

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Governos e funcionários de 20 países pagaram quase US$ 8 milhões às corporações do político republicano enquanto presidente dos EUA

Foto: Official White House Photo by Shealah Craighead – via fotospublicas.com

As empresas de Donald Trump receberam pelo menos US$ 7,8 milhões em pagamentos de governos e funcionários estrangeiros de 20 países durante o mandato do político republicano na presidência dos Estados Unidos.

Segundo relatório divulgado pelos Democratas do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, os créditos foram efetuados por pessoas de países como China, Arábia Saudita e Qatar.

De acordo com o documento de 155 páginas, os pagamentos “foram feitos enquanto esses governos promoviam objetivos específicos de política externa junto à administração Trump e, às vezes, com o próprio presidente Trump, enquanto solicitavam ações específicas dos Estados Unidos para promover seus objetivos de política nacional”.

Os dados revelam ainda que a China foi responsável pelos maiores pagamentos às empresas privadas de Trump, em um total de US$ 5,5 milhões: o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), um dos maiores bancos estatais da China, estava entre os maiores inquilinos de escritórios da Trump Tower durante a presidência de Trump.

Além disso, o documento afirma que vários bancos chineses – incluindo o ICBC – foram alvo de escrutínio por laços financeiros com a Coreia do Norte ao longo do primeiro ano do mandato de Trump, o que levou a administração a ponderar sanções contra eles.

O material divulgado pelo jornal Washington Post ressalta que, apesar da promessa de Trump de se abster de quaisquer novos negócios com entidades estrangeiras enquanto estivesse no cargo, a Organização Trump e o Trump International Hotel em D.C. podem ter continuado a realizar negociações na China.

Segundo o documento divulgado, os pagamentos efetuados às empresas de Trump violaram a cláusula de emolumentos estrangeiros da Constituição, uma disposição que proíbe funcionários federais, incluindo o presidente, de aceitar dinheiro ou presentes de governos estrangeiros sem permissão do Congresso – o debate sobre o tema chegou à Suprema Corte, mas os juízes afirmaram em 2021 que os casos eram discutíveis uma vez que Trump não estava mais no cargo.

Donald Trump é tido como favorito à disputa das próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos: além de ser visto como o principal nome do Partido Republicano à indicação presidencial, pesquisas o colocam à frente do atual presidente, Joe Biden, tanto em termos de apoio nacional como nos principais estados.

Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

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