25 de junho de 2026

Ameaças de Trump ao Irã provocam reação dura no Congresso dos EUA

Parlamentares criticam retórica agressiva, alertam para risco de escalada militar e apontam possíveis violações do direito internacional
Foto: Andrea Hanks/White House | Flickr

Donald Trump ameaçou ataques a infraestruturas civis no Irã se o Estreito de Ormuz não for reaberto.
Políticos democratas e republicanos criticaram a retórica de Trump como perigosa e irresponsável.
Autoridades iranianas alertam para risco de escalada e exigem compensações antes da reabertura do estreito.

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Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com ameaças diretas ao Irã provocaram forte reação de políticos democratas e republicanos, que classificaram a retórica como perigosa, irresponsável e potencialmente criminosa sob o direito internacional. As informações são do jornal The Guardian.

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Em publicações nas redes sociais, Trump deu um ultimato para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz — rota estratégica para o petróleo global — sob risco de ataques a infraestruturas civis, como usinas de energia e pontes.

As ameaças, marcadas por linguagem agressiva, foram amplamente condenadas no Congresso dos EUA. Parlamentares afirmaram que o tom do presidente eleva o risco de escalada militar e pode agravar ainda mais o conflito em curso no Oriente Médio.

Entre os críticos está a deputada republicana Marjorie Taylor Greene, que rompeu com o discurso do governo e chamou a postura de “maligna”, além de afirmar que a guerra contradiz a política “America First”. Já líderes democratas, como Chuck Schumer e Bernie Sanders, classificaram as declarações como perigosas e irresponsáveis.

O senador Chris Murphy também criticou o presidente, apontando falta de estratégia e risco de descontrole do conflito. Em meio às reações, alguns políticos chegaram a mencionar a possibilidade de medidas constitucionais contra Trump, embora analistas considerem improvável sua adoção.

Especialistas e autoridades internacionais alertaram ainda que ataques deliberados a infraestrutura civil podem configurar crimes de guerra, segundo convenções internacionais.

Do lado iraniano, autoridades reagiram com dureza, afirmando que as ameaças podem desencadear uma escalada regional e exigindo compensações antes de qualquer reabertura do estreito.

O episódio ocorre em meio à intensificação da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que já deixou milhares de mortos e milhões de deslocados, ampliando a pressão internacional por uma solução diplomática.

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  1. Rui Ribeiro

    6 de abril de 2026 2:31 pm

    Trump diz que ação militar está ajudando o povo do Irã porque eles querem ouvir bombas, porque querem ser livres.

    Trump está bombardeando a infra-estrutura civil do Irã e matando crianças. Mas tudo isso está sendo feito pelo bem da população Iraniana.

    Mais cedo, Trump se referiu aos iranianos como animais. Trump deu a declaração ao ser questionado se estaria cometendo um crime de guerra se atacar estruturas civis do país

    “Não, porque eles são animais”, disse Trump durante conversa com repórteres em um evento de Páscoa na Casa Branca. “Não estou preocupado sobre os alertas por alvejar infraestrutura civil (no Irã)”.

    “Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo (do Irã), mas infelizmente os cidadãos norte-americano querem que a gente termine a guerra” – Trumpstein

    Trumpstein, o protetor/defensor dos Iranianos. Miga-Make Iran great again. Destrua-o e mate suas crianças. Viva Epstein!

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