O governo da Argentina decidiu eliminar o sinal da emissora estatal venezuelana TeleSUR da rede de Televisão Digital Aberta (TDA) no país.
Em nota oficial, a TeleSUR considera a decisão do governo ultraliberal de Javier Milei como “um grave ataque ao direito à informação, limitando o acesso a vozes dissidentes, restringindo a pluralidade da informação (…)”.
“Ao custo humano da motosserra que reduziu aposentadorias e pensões, reduziu salários públicos, aumento a pobreza de milhões de argentinos e ameaçou extinguir a conhecida educação pública argentina, agora há um ataque ensurdecedor à liberdade de expressão e à pluralidade de vozes, o que implica um preocupante retrocesso no caminho para uma sociedade que constrói critérios próprios e pensamento soberano”, destaca a emissora.
Repercussão
“Milei tem medo da TeleSUR”, disse o presidente venezuelano Nicolás Maduro após a decisão argentina de retirar o sinal da emissora da televisão aberta no país.
Segundo o sociólogo argentino Lautaro Rivara, a decisão se tratava de um “gravísimo” e garantiu que “a” liberdade “libertária não seria levada até o direito à informação e à comunicação”.
Ao citar que o governo de Mauricio Macri – que atualmente apoia Milei – tentou adotar medida semelhante, a TeleSUR destaca que nem assim deixará de exercer suas funções.
“Enquanto eles se dedicam a destruir, continuaremos construindo este sinal que nos une, porque nos permite reencontrar-nos desde a Terra do Fogo, até o México e seremos cada vez mais o sinal do SUL global”, ressaltou a TeleSUR em sua nota oficial.
“Nossa multiplataforma continuará construindo uma sinfonia de vozes por meio de seus diversos canais e plataformas, conectando comunidades na defesa do direito à informação como pilar de sociedades mais livres e justas”.
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