20 de junho de 2026

Irã afirma ter evidências de que os EUA são responsáveis ​​pelo ataque israelense

Ofensivas não poderiam ter se materializado sem o acordo e o apoio do governo de Donald Trump, aponta ministro
Crédito: Nikoubazl/ NurPhoto via Getty Images

O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que os ataques de Israel ao seu país não poderiam ter se materializado sem o acordo e o apoio dos Estados Unidos.

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“Temos evidências sólidas e bem documentadas do apoio fornecido pelas forças americanas na região e suas bases aos ataques militares do regime sionista”, disse o principal diplomata iraniano a repórteres durante uma entrevista coletiva na capital, Teerã, no domingo.

Ele afirmou, ainda mais importante, que o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou pública e explicitamente que sabia dos ataques, que eles não poderiam ter acontecido sem armas e equipamentos americanos e que mais ataques estão por vir.

“Portanto, os EUA, em nossa opinião, são parceiros nesses ataques e devem assumir sua responsabilidade.”

Araghchi disse que Teerã recebeu mensagens de Washington, por meio de vários intermediários, de que não estava envolvido nos ataques de Israel às instalações nucleares iranianas em Natanz, em Isfahan, mas “não acredita nessa alegação” devido a evidências em contrário.

“É necessário que o governo dos EUA declare claramente sua posição e condene explicitamente o ataque às instalações nucleares”, disse ele. “Este ato é condenado pelo direito internacional, e nossa expectativa é que o governo dos EUA, a fim de demonstrar sua boa-fé em relação às armas nucleares, condene o ataque a uma instalação nuclear pacífica e se distancie deste conflito.”

Salientando que os ataques israelenses ocorreram no momento em que o Irã e os EUA estavam programados para realizar uma sexta rodada de negociações nucleares mediadas por Omã no domingo, Araghchi enfatizou que Israel “fará qualquer coisa” para interromper as negociações e a diplomacia, como fez no passado.

“Grande erro estratégico”

Autoridades iranianas disseram que os ataques israelenses, que atingiram áreas residenciais e militares em Teerã, bem como muitas cidades do país desde sexta-feira (13), mataram pelo menos 80 pessoas, incluindo civis.

Vários comandantes de alto escalão das Forças Armadas iranianas e do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) também foram assassinados, assim como vários cientistas nucleares e professores universitários.

O Irã lançou até agora duas noites de ataques retaliatórios contra Tel Aviv e Haifa, em Israel, usando centenas de mísseis e drones, que resultaram em pelo menos 10 mortes e dezenas de feridos

Araghchi disse a repórteres que os ataques iranianos, da noite para o domingo, começaram a ter como alvo a infraestrutura energética de Israel, depois que o exército israelense atingiu refinarias, usinas de energia e reservas de petróleo em todo o Irã.

Enquanto sons de explosões e defesas aéreas ecoavam por Teerã nas primeiras horas do domingo (15), Israel atingiu uma reserva de combustível no bairro de Shahran, no oeste de Teerã, causando um grande incêndio. As autoridades disseram que o incêndio foi contido após várias horas e que a maior parte do combustível da reserva foi retirada antes dos ataques aéreos.

No sábado (14), o exército israelense atingiu Asaluyeh, na costa sul do Irã, na província de Bushehr, atingindo a Fase 14 de South Pars, o maior campo de gás do mundo.

Araghchi afirmou que o ataque foi um “grande erro estratégico” que provavelmente foi realizado deliberadamente com a intenção de arrastar outras nações para a guerra.

“A região do Golfo Pérsico é extremamente sensível e complexa, e qualquer desenvolvimento militar ali pode envolver toda a região, e até mesmo o mundo inteiro”, disse ele.

Irã e Israel afirmaram que seus ataques continuarão por enquanto, e o exército israelense ameaçou no domingo os iranianos para que se mantivessem afastados do que chamou de “fábricas de produção de armas militares e suas instituições de apoio”, sob risco de serem mortos.

Mas Araghchi disse que Teerã está disposto a parar se Israel interromper seus ataques e instou a comunidade internacional a intervir e condenar Israel.

*Com informações da Al Jazeera.

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9 Comentários
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  1. Edivaldo Dias de Oliveira

    15 de junho de 2025 10:36 am

    ATRAÇÃO FATAL

    O que mais chamou a atenção de todos, ou quase todos, na agressão de Israel ao Irã, foi a facilidade como se deu o ataque, com baixíssima resistência por parte do país persa. A explicação iraniana, a primeira vista bastante plausível, é que estava em curso, uma negociação sobre a questão nuclear, com o principal apoiador do regime sionista, inclusive com mais uma reunião prevista para esse domingo, 15 de junho.
    Se as autoridades iranianas estivessem mais atentas a história, teriam percebido que as conversações nada mais eram do que uma cilada, enquanto por debaixo da mesa de negociações, os EUA municiavam o inimigo com misseis ar-terra de alta precisão, ao mesmo tempo que espiões do MOSSAD penetravam, em seu território e o alto comando iraniano se reunia num só lugar, contrariando todas as recomendações de segurança, o que levou a morte de todos num só ataque.
    A história mostra e nos ensina quem situações dessa natureza quando a OTANEUA chama a negociação, a retaguarda deve ser reforçada, as defesa precisa ser posta de prontidão.
    A Rússia quase cai nessa esparrela, pois enquanto era atraída para os acordos de Minsk I e Minsk com a Ucrânia, a dupla inimiga OTAN EUA enchia a Ucrânia de armas, inclusive armamentos e laboratórios químicos. Isso foi dito pela ex chanceler alemã, Ângela Merkel, “As diversas reuniões em Minsk era uma farsa, para ganhar tempo e fortalecer a Ucrânia”.
    A história tem vários outros exemplos de despistes enquanto punhais são afiados, o lawfare que levou ao encarceramento de Lula, depois de Obama dizer que ele era o cara…(que deveria ser preso?) é só mais um exemplo.
    A última cena nessa linha foi a ida de Macron a ONU se colocar contra a exploração de petróleo pelo Brasil na margem equatorial, depois de passar quase uma semana num jetaime com Lula na França. A França amazônica que através da Guiana Francesa, seu território, faz exatamente o que não quer que o Brasil faça. E o IBAMA fica fazendo doce.

    1. AMBAR

      15 de junho de 2025 2:19 pm

      Não acredito que os persas seriam tão ingênuos. Escolados que são em guerras e relações perversas com os americanos, talvez se valham desse ataque “traiçoeiro” dos israelenses para eventualmente varre-los do mapa. Agora, precisa ver com armas de quem. Só Putin Colorado poderia salva-los. Se assim for, dois coelhos serão abatidos: os sábios de sião e os smarts imperialistas americanos.

  2. Carlos

    15 de junho de 2025 11:39 am

    Poxa, eu nunca imaginaria isso!
    Eua fingir que conversaria com Irã sobre um acordo para evitar ataque de Israel ao tempo que por baixo dos panos incentivaria seu cupincha a bombardear o Irã com mísseis que o próprio eua mandou para Israel? Jamais pensaria nisso, impossível! Afinal eua está governado pela extrema direita que acredita em Deus, família, pátria e não engana nunca dado seu compromisso com a verdade.
    Olha, não consigo acreditar em tal afirmação , título deste artigo.

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    15 de junho de 2025 1:00 pm

    A guerra real não é entre Israel e Irã, mas entre EUA e China, ponto final. Inglaterra e França se apresentam como sócios do neocolonialismo americano. Paquistão já está ao lado do Irã. Os chineses são cuidadosos, mas não poderão se omitir sem que isso leve ao desabastecimento de petróleo e ao colapso total da Belt and Road Initiative. Considerando a história do século XIX, não acredito realmente que a Índia possa lutar ao lado dos ingleses. Os demais países da região farão suas próprias escolhas, ou farão jogo duplo como a Turquia.

  4. AMBAR

    15 de junho de 2025 2:00 pm

    Sério? Quem podia imaginar uma coisa dessas: os americanos metidos nessa briga. Que feio! Americano é tão bonzinho!

  5. AMBAR

    15 de junho de 2025 2:00 pm

    Sério? Quem podia imaginar uma coisa dessas: os americanos metidos nessa briga. Que feio! Americano é tão bonzinho!

  6. AMBAR

    15 de junho de 2025 2:01 pm

    Sério? Quem podia imaginar uma coisa dessas: os americanos metidos nessa briga. Que feio! Americano é tão bonzinho!

  7. Carlos

    15 de junho de 2025 3:40 pm

    E mais uma da famiglia de ratos fujões:
    https://www.jb.com.br/brasil/policia/2025/06/1055835-eduardo-bolsonaro-marca-alckmin-para-ser-morto-por-israel.html

    Vivem homiziados nos eua, sobrevivendo lá fora com o novo tipo de PIX criado pelo PL: O PIX do malandro. Onde otarios sustentam vagabundos(as) no exterior.
    Estes vagabundos tentam lá de fora conseguir o que não conseguiram aqui de dentro; arruinar a democracia.

  8. Rui Ribeiro

    16 de junho de 2025 8:58 am

    U$rael deixou de ser pedra e se tornou vidraça. Agora está a provar do seu próprio veneno.

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