10 de junho de 2026

Juiz rejeita ação de Trump contra o Wall Street Journal por reportagem sobre carta a Epstein

Presidente dos EUA pedia US$ 10 bilhões por difamação; magistrado entendeu que Trump não demonstrou a intenção maliciosa exigida pela lei
Imagem: Reprodução YouTube MSNBC

Juiz federal rejeita ação de Trump contra Wall Street Journal por difamação relacionada a carta a Epstein.
Decisão aponta falta de prova de dolo e destaca que jornal buscou versão de Trump antes da publicação.
Trump pode reapresentar ação até 27 de abril; WSJ mantém posição sobre rigor e precisão da reportagem.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (13) a ação movida pelo presidente Donald Trump contra o Wall Street Journal e dois de seus repórteres. Trump processava o jornal por difamação, pedindo US$ 10 bilhões em indenização por uma reportagem que afirma que ele enviou ao financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein uma carta com conteúdo sugestivo, acompanhada do desenho de uma mulher nua.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

O juiz Darrin P. Gayles, do Tribunal Distrital dos EUA em Miami, entendeu que Trump não conseguiu demonstrar o chamado “dolo específico”, padrão exigido em ações de difamação envolvendo figuras públicas, que obriga o autor a provar não apenas que uma afirmação é falsa, mas que foi feita com conhecimento de sua falsidade.

“Esta reclamação não chega nem perto desse padrão”, escreveu Gayles na decisão. “Muito pelo contrário.”

O magistrado autorizou Trump a apresentar uma versão revisada da ação até 27 de abril. Poucas horas depois da decisão, Trump publicou na Truth Social que a medida “não é um encerramento”, mas uma “sugestão de reapresentação” de seu “caso poderoso”, que será reapresentado até o prazo fixado.

Tese

Além de não demonstrar o dolo exigido, Trump enfrentou outro obstáculo relevante: o próprio juiz apontou que o Wall Street Journal entrou em contato com o presidente antes da publicação para obter sua versão dos fatos, e publicou sua negação. Para Gayles, isso permitiu que os leitores tirassem suas próprias conclusões, contrariando a alegação de que o jornal teria agido de má-fé.

O magistrado fez questão de deixar claro, no entanto, que a decisão não entra no mérito dos fatos. “Se o presidente Trump foi o autor da carta ou amigo de Epstein são questões de fato que não podem ser determinadas neste estágio do processo”, afirmou, segundo a Associated Press.

A Dow Jones, controladora do Wall Street Journal, celebrou a decisão: “Estamos satisfeitos com a decisão do juiz de rejeitar esta queixa. Mantemos nossa posição quanto à confiabilidade, ao rigor e à precisão das reportagens do Wall Street Journal.”

Reportagem

Publicada em setembro de 2025, a reportagem afirmava que Trump enviou a carta a Epstein em 2003, como contribuição a um álbum comemorativo organizado por Ghislaine Maxwell, então parceira do financista, para celebrar o 50º aniversário dele, anos antes de Epstein ser preso por abuso sexual de menores.

Segundo o jornal, a correspondência atribuída a Trump traz uma mensagem datilografada dentro da silhueta de uma mulher nua desenhada à mão, com a assinatura “Donald” abaixo da cintura da figura. O texto termina com a frase: “Feliz aniversário, e que cada dia seja mais um maravilhoso segredo.”

A suposta carta também conteria um diálogo fictício entre Trump e Epstein, escrito em terceira pessoa, no qual os dois trocam referências a “enigmas” e “segredos” compartilhados, e em que Trump afirma: “Temos certas coisas em comum, Jeffrey.”

À reportagem, Trump negou ter escrito a carta ou feito o desenho. “Nunca pintei um quadro na minha vida. Não desenho mulheres. Não é a minha linguagem. Não são as minhas palavras”, declarou.

O Wall Street Journal afirmou ter tido acesso ao conteúdo do álbum, que teria sido analisado por investigadores do Departamento de Justiça anos atrás. O jornal não soube informar se o material foi revisado durante o governo Trump.

*Com informação do g1.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Rui Ribeiro

    14 de abril de 2026 7:56 am

    O Pedófilo posando de Jesus Cristo e atacando o Papa em razão deste criticar o massacre dos Iranianos e a destruição de suas infra-estruturas vitais. Mas esse Rato não terá sucesso, pois Jesus Cristo afirmou:

    “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

Recomendados para você

Recomendados