4 de junho de 2026

Kiev acusa Rússia de lançar míssil balístico intercontinental pela primeira vez na guerra

Se confirmada a ação, essa seria a primeira vez que uma arma de capacidade nuclear foi usada em um conflito armado
Imagem: Reprodução/Telegram/Ministério da Defesa da Federação Russa

A força aérea da Ucrânia acusou a Rússia de disparar um míssil balístico intercontinental (ICBM) contra a cidade de Dnipro, no centro-leste do país, durante a madrugada desta quinta-feira (21). 

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Segundo a Ucrânia, o míssil foi lançado de Astrakhan, no sul da Rússia, região que fica a cerca de 800 km de Dnipro. Se confirmada a ação, essa seria a primeira vez que uma arma de capacidade nuclear foi usada em um conflito armado.

Um míssil balístico intercontinental pode ser equipado com ogivas nucleares e é projetado para viajar distâncias superiores a 5.600 km. Além da Rússia, apenas os Estados Unidos e China possuem esse tipo de mísseis.

Segundo uma fonte ucraniana, o míssil lançado pela Rússia não transportava uma ogiva nuclear, informou a agência de notícias AFP. Contudo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, se recusou a comentar as informações. 

Já a ABC News informou, citando autoridades ocidentais, que a acusação da Ucrânia foi um exagero e que a arma usada foi, na verdade, um míssil balístico de curto alcance, semelhante aos tipos usados ​​repetidamente pela Rússia contra a Ucrânia durante a guerra.

Além do suposto míssil balístico intercontinental, a Rússia também lançou um míssil hipersônico Kinzhal e sete mísseis de cruzeiro Kh-101 contra a Ucrânia nesta quinta. Desses, o Exército ucraniano disse que seis foram derrubados pelas defesas aéreas.

Possível reação contra liberação dos EUA

Conforme noticiado pelo GGN, no último domingo  (17), os EUA autorizaram Ucrânia a utilizar mísseis de longo alcance para atacar alvos dentro da Rússia, o que representou uma mudança significativa na política dos norte-americanos em relação à guerra.

De fabricação americana, o chamado ATACMS (Sistema de Mísseis Táticos do Exército, na sigla em inglês) alcança até 300 km de distância. Há meses Kiev pedia que as restrições fossem derrubadas. Contudo, havia o receio do envolvimento direto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no conflito.

Assim como os EUA, o Reino Unido deu permissão para que os mísseis Storm Shadow – também de longo alcance – fossem usados ​​pelos ucranianos contra alvos na região russa de Kursk, onde cerca de 11 mil soldados da Coreia do Norte estão envolvidos em operações de combate do Kremlin.

Em meio ao caso, o chefe da inteligência estrangeira russo, Sergey Naryshkin, anunciou que as tentativas dos países da OTAN de facilitar ataques da Ucrânia com mísseis no interior da Rússia “não ficarão impunes”.

Ontem (20), a embaixada dos Estados Unidos em Kiev ficou fechada, após receber “informações específicas de um potencial ataque aéreo significativo” operado pela Rússia. 

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Edivaldo Dias de Oliveira

    21 de novembro de 2024 10:06 am

    Há um cheiro de golpe por lá?

    Para o pensador Alexander Duguin, que assessora Putin, essa é a intenção do CIM – Complexo Industrial Militar – quando, através do seu fantoche Biden manda o Bufão de Kiev, lançar mísseis americanos contra o território russo, o que pode caracterizar uma participação direta da OTAN na guerra.
    Se a Rússia responder, atacando um membro da OTAN, e a Inglaterra também já autorizou o uso de seus mísseis contra a Rússia. O ataque da Rússia permitirá, segundo Duguin, que os EUA declare Estado de Guerra, impedindo a posse de Trump enquanto perdurar esse Estado, o que pode levar 4 anos.
    Com meus botões eu já previa um ou dois golpes no decorrer do mandato por lá. Um de Trump, prolongando o seu mandato – quem não se lembra de declaração dele durante a campanha de que os americanos só tinham que votar uma última vez? – O outro golpe era do CIM+Wall Street para abreviar seu mandato. Como? Ora, por ser um Complexo Industrial Militar, deve empregar milhares de militares da reserva em altíssimos cargos e salários, com alta influencia entre os militares da ativa, que veem seu futuro em perigo no CIM, se este se ver ameaçado, daí…
    Pois bem, essa era as duas hipóteses que considerava viável. Agora, a manutenção de uma guerra para impedir uma posse, nunca passou pela minha cabeça.
    Será que não medem as consequências de tais medidas num país, aí sim, bem dividido e que pode levar a uma guerra civil e quem sabe uma secessão?
    https://www.poder360.com.br/poder-internacional/guru-de-putin-aposta-em-desescalada-da-guerra-com-trump-no-poder/

  2. Rui Ribeiro

    21 de novembro de 2024 12:11 pm

    Estão cutucando onça com vara curta.

    Russia-Ukraine war: Doubts cast over Kyiv claim that Russia launched intercontinental ballistic missile – as it happened

    UK intelligence services say they are ‘urgently’ looking into Ukraine’s claim, which has been reportedly denied by a Western official

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