A Justiça dos Estados Unidos voltou a realizar investigações sobre as atividades empresariais de Hunter Biden, filho do presidente norte-americano, Joe Biden. A controvérsia que veio à tona nesta semana tem a ver com negócios ligados à CEFC, uma empresa chinesa de energia que decretou falência em 2018, mas que, meses antes, fechou contratos com o empresário estadunidense.
Segundo fontes do canal CBS, as investigações sobre o caso avançaram nesta semana com os investigadores interrogando duas testemunhas que teriam trabalhado com Hunter Biden, e que confirmariam um acordo de 4,8 milhões de dólares entre a CEFC e as empresas do empresário estadunidense, na época em que seu pai era vice-presidente – durante o governo de Barack Obama – em troca de serviços de consultoria.
Em outro contrato por consultoria revelado pela imprensa estadunidense, firmado em 2017 – um ano antes da falência da empresa chinesa – Hunter Biden teria recebido um adiantamento de 500 mil dólares, e além de pagamentos mensais de 100 mil dólares a partir daquele então.
Outro detalhe importante do caso é que todos os documentos relativos a este novo escândalo provêm do mesmo computador de onde vazaram os e-mails do caso dos negócios de Hunter Biden na Ucrânia – este episódio foi usado durante a campanha eleitoral de 2020, com Donald Trump acusando a família Biden de “tráfico de influência” e “uso de informações privilegiadas” para favorecer seus negócios, enquanto o Partido Democrata acusava Donald Trump de utilizar o aparato do Estado para espionar e perseguir Biden – situação que quase levou a um impeachment do então presidente.
Novamente, a suspeitas que norteiam as investigações é a de que os negócios de Hunter Biden sejam mantidos graças ao uso de informações privilegiadas às quais ele tem acesso por ser filho de Joe Biden. De acordo com a CNN, o caso poderia ganhar novos contornos, quando houver uma definição sobre se a empresa CEFC pode ser considerada uma empresa de capital privado ou se possuía ligações com o governo chinês e com o Partido Comunista da China, como sugerem alguns documentos que estão sendo analisados.
Também existem suspeitas de que os negócios sejam parte de esquemas de lavagem de dinheiro, embora Biden garanta que possui documentos provando que pagou mais de 450 mil dólares em impostos até o ano de 2020.
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