O ex-deputado republicano Matt Gaetz desistiu de assumir o cargo de procurador-geral no próximo governo de Donald Trump.
Em suas redes sociais, Gaetz escreveu que sua nomeação “estava injustamente se tornando uma distração” em meio à transição de governo, enquanto a equipe republicana avaliava se o nome dele teria apoio suficiente para confirmação.
Por outro lado, os democratas pressionavam pela divulgação de um relatório do Comitê de Ética da Câmara a respeito do ex-congressista, que incluía alegações de má conduta sexual e outros supostos crimes, depois que os republicanos do painel votaram pela não divulgação dos resultados da investigação.
Fontes ouvidas pela CNN norte-americana afirmam que a mulher responsável pela denúncia disse ao comitê de ética que teve dois encontros sexuais com Gaetz em uma festa no ano de 2017, quando ela tinha 17 anos – e que o segundo encontro, que não foi relatado anteriormente, incluiu outra mulher adulta.
Além disso, fontes explicaram que existia uma crença de que outras informações sairiam do relatório de ética, e que pessoas próximas a Gaetz souberam que poderia existir testemunhas que foram entrevistadas pelo comitê e que eram desconhecidas anteriormente.
Embora as reuniões de Gaetz com senadores republicanos nesta quarta-feira não tenham sido necessariamente negativas, ficou claro que houve muitos “nãos” duros e que as informações do relatório provavelmente tornariam a indicação para o cargo de procurador-geral algo impossível.
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