10 de junho de 2026

O avanço dos ‘marginais’ dentro do governo Trump

Participação de teórica da extrema-direita em demissões mostra que presidente tem menos pessoas que tentam manter distância dessas vozes
Gage Skidmore - Flickr

O presidente Donald Trump sempre buscou informações de fontes consideradas duvidosas. Contudo, o que se vê em seu segundo mandato é que o mandatário tem cada vez menos pessoas ao seu redor que mantenham essas vozes afastadas.

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Um exemplo de voz que ganha força nos corredores da Casa Branca é o de Laura Loomer, teórica da conspiração e influencer de extrema-direita, que esteve recentemente com Trump apresentando papéis com diversas acusações sobre membros “              desleais” do Conselho de Segurança Nacional.

O conselheiro de segurança nacional, Michael Waltz, chegou tarde e só podia assistir enquanto Loomer criticava sua equipe. Em resposta, Trump instruiu Waltz a demitir as pessoas citadas e, furioso, queria saber por qual motivo essas pessoas tinham sido contratadas, segundo fontes ouvidas pelo jornal The New York Times.

Os eventos que levaram à demissão de diversos funcionários da segurança nacional a conselho de Loomer afetaram até esmo funcionários veteranos de Trump, mas é uma evidência da propensão do presidente em obter informações de fontes duvidosas e que o filtro para mantê-las longe é menor.

Alguns assessores de Trump, entre eles o ex-general da Marinha John F. Kelly (o chefe de gabinete mais antigo do presidente) passaram boa parte do primeiro mandato bloqueando o acesso de pessoas descritas por eles como “os malucos”.

Contudo, tais esforços fracassaram no final de 2020, quando Trump demitiu seus assessores, ou eles renunciaram em desgosto, abrindo caminho para que figuras duvidosas tenham pleno trânsito na Casa Branca.

Em linhas gerais, essas pessoas estavam ansiosas para alimentar suas crenças de que a corrida presidencial de novembro havia sido roubada, e elas tiveram acesso livre ao Sr. Trump nas últimas semanas de seu primeiro mandato.

No atual mandato, Trump se encontra mais confiante em seu poder executivo e instintos e apoiado por uma equipe que compartilha seu senso de perseguição. Assim, não há pretensão de que ele possa ser controlado ou gerenciado.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. APFripp

    5 de abril de 2025 9:40 pm

    O proprio presidente é uma “figura duvidosa”. Então, tá tudo em casa.

  2. Rui Ribeiro

    6 de abril de 2025 1:41 am

    Eu presto atenção no que eles dizem mas eles não dizem nada, yeah, yeah

    Aos muitos investidores vindo aos EUA e investindo enormes quantidades de dinheiro, minhas políticas nunca mudarão. Este é um ótimo momento para ficar rico, como nunca antes”. Trump

    “Esta é uma revolução econômica, e nós vamos vencer. Aguentem firme, não vai ser fácil, mas o resultado final será histórico”. – Trump

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