5 de junho de 2026

ONU condena ataque dos EUA à Venezuela e cobra respeito à soberania

Em reunião do Conselho de Segurança, China, Rússia, Brasil e outros países classificam ação dos EUA como violação da Carta da ONU e do direito internacional
Foto: UN Photo/Rick Bajornas

Países criticam ataque dos EUA à Venezuela na ONU, chamando-o de violação grave da Carta da ONU e do direito internacional.
Ataque resultou na captura do presidente Maduro por acusações de narco-terrorismo, gerando protestos populares.
China, Rússia e outros países pedem diálogo, respeito à soberania e libertação imediata de Maduro e sua esposa.

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Representantes de diversos países repudiaram com veemência o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela, classificando-o como uma violação grave da Carta da ONU e do direito internacional.

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As manifestações ocorreram durante a primeira sessão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2026, realizado nos EUA em 05 de janeiro, quando os países apresentaram um coro de críticas à ação unilateral norte-americana, apesar de Washington defender a operação como uma medida de “aplicação da lei cirúrgica”.

O ataque dos EUA à Venezuela resultou na captura do presidente Nicolás Maduro sob acusações de narco-terrorismo em Nova York, provocando protestos populares contrários à intervenção norte-americana.

A ação tem alimentado o debate internacional sobre a legalidade de intervenções militares e o respeito à soberania estatal no sistema global.

Ameaça à paz internacional

Sun Lei, representante adjunto permanente da Missão da China na ONU, expressou choque profundo e forte condenação à ação norte-americana. Ele instou os EUA a ouvir a “voz esmagadora” da comunidade internacional, cumprir o direito internacional, respeitar a soberania dos Estados e retomar o diálogo político como caminho para soluções pacíficas.

Sun afirmou que os ataques “pisotearam” o princípio da não interferência em assuntos internos e o estabelecimento da **igualdade soberana entre países”, pilares da ordem multilateral.

Ele também pediu a imediata libertação do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, detidos pelos EUA após a ofensiva.

O embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, chamou o ataque de crime e reforçou que conflitos devem ser resolvidos por meio do diálogo, conforme o direito internacional.

Representantes de nações como Colômbia, México, Chile, Espanha, Brasil, França, África do Sul, Paquistão e o grupo A3 (Congo, Somália e Libéria) também criticaram o uso da força e sublinharam que a democracia e a paz só podem ser alcançadas por vias legais e pacíficas, sem coerção externa.

Com informações do China Daily.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    8 de janeiro de 2026 1:48 pm

    A Onu está muito desorganizada. Ela serve apenas de ornamento para o mundo. Se submeteu demais aos caprichos dos EUA e agora está afônica e impotente.

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