Dois congressistas norte-americanos instaram o presidente Joe Biden a perdoar o jornalista Julian Assange, muito por conta do precedente que pode ser aberto com o acordo de confissão de culpa do fundador do Wikileaks.
Segundo o jornal britânico The Guardian, o democrata James McGovern e o republicano Thomas Massie enviaram ao presidente no último dia 1º de novembro um documento com o pedido bipartidário de perdão ao editor australiano no início de novembro.
No caso, os políticos pediram a Biden enviar uma mensagem clara “de que o governo dos Estados Unidos sob a sua liderança não terá como alvo ou investigará jornalistas e veículos de comunicação simplesmente por fazerem seu trabalho”.
Ambos mostraram “apreço” pelo término do caso criminal envolvendo Assange, mas mostraram preocupação com o acordo que exigia que o jornalista se declarasse culpado de acusações criminais.
Os congressistas destacaram a “preocupação antiga” de que a seção 793 da Lei de Espionagem, que criminaliza a obtenção, retenção ou divulgação de informações confidenciais, “poderia ser usada contra jornalistas e organizações de notícias envolvidas em suas atividades normais, particularmente aquelas que cobrem tópicos de segurança nacional”, e afirmam que o perdão presidencial “removeria o precedente estabelecido pelo acordo”.
Jornalista e fundador do WikiLeaks, Julian Assange foi preso pela polícia britânica em 2019 e deixou a prisão em 24 de junho, após firmar um acordo com a Justiça dos Estados Unidos para se declarar culpado em acusações de espionagem por divulgar diversos documentos confidenciais.
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