Os parlamentares do Partido Trabalhista do Reino Unido, considerado de centro-esquerda, se rebelaram contra a posição da sigla em torno da guerra travada por Israel na Faixa de Gaza.
O líder do partido, sir Keir Starmer, exigiu que os parlamentares que votassem uma emenda ao Discurso do Rei pelo Partido Nacionalista Escocês em apoio a um cessar-fogo deixassem a bancada.
Ao lado dos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido, Starmer se diz favorável a uma “pausa humanitária” para envio de ajuda ao povo palestino, com a justificativa de que um cessar-fogo permitiria ao Hamas se reorganizar e atacar.
Em resposta, pelo menos 10 parlamentares deixaram o cargo de ministro-sombra, com destaque para Jess Phillips, então responsável pela pasta de violência doméstica e segurança, além do o ministro paralelo para a redução do crime, Naz Shah, e o procurador-geral sombra, Andy Slaughter.
Outros 46 parlamentares desafiaram a posição imposta por Starmer, elevando para 56 o total de parlamentares contrários à instrução de abstenção na votação, entre eles oito ministros paralelos e dois secretários privados parlamentares que abandonaram a bancada da frente.
Antes mesmo da votação, cerca de 20 líderes do partido já tinham desafiado Starmer e pediram um cessar-fogo. O conflito já tinha levado à renúncia de um ministro paralelo na semana passada.
“É uma questão de consciência afastar-se do nosso aliado mais próximo no interesse da paz”, disse Shaz, em referência à administração dos Estados Unidos, que tem se mostrado relutante em pressionar Israel para controlar suas forças na região de Gaza.
Desde o início dos ataques em 07 de outubro, mais de 11 mil pessoas foram mortas na região de Gaza, em uma situação considerada como “catástrofe humanitária” por diversas instituições de direitos humanos
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