4 de junho de 2026

Promessa de Trump pode deixar Ucrânia com poucas opções, diz NYT

Republicano deixou claro desgosto em seguir apoiando Zelensky; acordo cedendo territórios à Rússia pode ser das poucas alternativas abertas
Foto: RS via Fotos Públicas

A falta de vontade do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, em manter o apoio militar à Ucrânia pode fazer com que um acordo negociado seja uma das únicas alternativas para se alcançar a paz na região.

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“A ascensão de Trump enquanto a Ucrânia sofre perdas no campo de batalha, na verdade, significa menos espaço para manobras da Ucrânia”, diz análise do jornal norte-americano The New York Times.

Um dos principais questionamentos é sobre o eventual fornecimento de garantias pelo governo Trump e pela Europa que venham a impedir a Rússia de tentar tomar mais territórios atualmente ucranianos.

Tal questionamento se deve ao fato de Trump não ter explicado como ele acabaria com a guerra de forma rápida – mas o vice-presidente eleito, JD Vance, traçou um plano no qual a Rússia manteria o território tomado da Ucrânia.

Ao mesmo tempo, o governo norte-americano afirmou que vai alocar os US$ 9 bilhões restantes em assistência de segurança pedidos pelo governo de Volodymyr Zelensky antes do fim do mandato de Biden – desse total, pouco mais de US$ 7 bilhões em armas e munições em estoques do Pentágono seriam enviados, e cerca de US$ 2,1 bilhões seriam destinados para a encomenda de mais armas de contratantes de defesa dos EUA.

Porém, a publicação norte-americana diz que “as medidas de última hora de Biden para dar à Ucrânia o armamento que vem solicitando há anos não mudaram muito (o cenário) no campo de batalha”, embora exista a possibilidade de ajudar a impor um cessar-fogo ou uma linha de armistício caso exista um acordo.

A principal garantia de segurança que a Ucrânia deseja é um convite para se juntar à OTAN, algo que não conseguiu durante o governo Biden e muito provavelmente não irá obter no mandato de Trump.

Diante disso, autoridades discutem a dissuasão como uma garantia de segurança para a Ucrânia, como estocar armamento suficiente para um ataque mais intenso, além de conter o ímpeto dos ataques na linha de frente para definir as condições para negociação.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    22 de novembro de 2024 7:54 am

    Russia-Ukraine war live: Kremlin says hypersonic missile strike on Ukraine was warning to the west
    E eu, enquanto espero o que vai acontecer, ouço Warning, Black Sabbath, lembrando de Marx: “Antes um fim com terror do que um terror sem fim”.

  2. Rui Ribeiro

    22 de novembro de 2024 9:15 am

    As forças armadas da Ucrânia têm mercenários do mundo inteiro e armas e munição fornecidas pela Otan mas a Rússia não pode receber a ajuda de nenhum país estrangeiro sejam em combatentes, seja em armas ou munição. Porque isso?

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