4 de junho de 2026

Rebelião de mercenários aumenta tensão na Rússia

Após acusações de líder do grupo Wagner, Putin afirma que quem levantou armas contra companheiros vai ‘responder por isso’
Foto: Kremlin, via fotospublicas.com

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou em discurso realizado neste sábado que aqueles que levantaram as armas contra seus companheiros de combate ‘vão responder por isso’.

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Segundo Putin, a guerra contra a Ucrânia exige ‘a união de todas as forças, unidade, consolidação e responsabilidade, quando tudo que nos enfraquece deve ser posto de lado, quaisquer conflitos internos que possam ser aproveitados por nossos inimigos externos para nos minar por dentro”.

“Como presidente da Rússia e Comandante Supremo, como cidadão da Rússia, farei tudo para defender o país, proteger a ordem constitucional, a vida, segurança e liberdade dos cidadãos”, disse Putin, cujo discurso foi divulgado na íntegra pela agência Sputnik Brasil.

Na sexta-feira, o Serviço Federal de Segurança (FSB) russo afirmou que Prigozhin era alvo de investigação por incitar rebelião armada, e dois generais russos chegaram a publicar vídeos criticando o mercenário e pedindo para que as ordens do líder do grupo Wagner não sejam mais obedecidas.

Em nota, o FSB afirmou que as falas de Prigozhin eram “uma punhalada nas costas de soldados russos que lutam com forças ucranianas pró-nazistas”.

O que é o grupo Wagner

O discurso de Putin foi feito após a escalada de tensões após as acusações de Yevgeny Prigozhin, fundador e líder do Grupo Wagner, de que líderes militares russos vêm enganando Putin sobre a situação no front e as razões da guerra.

Prigozhin também acusou os militares russos de atacarem seus homens e prometeu retaliar contra o comando militar do país, prometendo “destruir” quem tentar parar seus mercenários.

Um dos homens mais ricos e influentes da Rússia, Prigozhin lidera um grupo qie conta com pelo menos 50 mil mercenários atuando no front contra a Ucrânia – em sua maioria, homens recrutados em prisões com o aval do Kremlin.

Neste sábado, o líder do Grupo Wagner divulgou vídeo onde registra a sua chegada ao lado de suas tropas na cidade de Rostov-on-Don, na região sul da Rússia, após cruzarem a fronteira da Ucrânia.

Em resposta ao que consideram uma rebelião armada, os serviços de segurança russos aumentaram a segurança tanto em Rostov-on-Don como em Moscou. Não se sabe ao certo como os mercenários entraram na cidade e quantas tropas estavam ao lado de Prigozhin.

Com Deutsche Welle Brasil

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    24 de junho de 2023 12:11 pm

    Muito provavelmente o líder dogrupo Wagner de vendeu ao Ocidente/EUA/Otan. Mercenário é menos confiável do que patriotário

  2. AMBAR

    24 de junho de 2023 2:48 pm

    Pois é, para nós ocidentais tolos que acreditávamos que a “contra ofensiva” ucraniana se daria com armas, percebemos que não. O objetivo do ocidente hegemônico ainda está vivo e se mexendo. Derrubar Putin, quebrar a Rússia e apoderar-se de seus bens, eis o real objetivo do jogo, onde Putin seria o peão. Conseguiram leva-lo à guerrear, tentaram incriminá-lo sozinho por isso buscando incitar rebelião popular dentro de seu território. Quebrar a economia e assumir o governo, apoderar-se de suas armas, eis o sucesso da empreitada. Perder a guerra contra a Ucrânia em princípio, poderia ser até um efeito colateral. Ganhando ou perdendo a guerra na Ucránia entretanto, o ocidente (entendamos o hegêmona) estaria ganhando. Essa guerra, que é preocupação e dor para muitos, é só lucro e poder para poucos, e só a eles interessa, mas são eles que fazem a guerra. Agora o terrorismo entra para dentro das fronteiras Russas através de Wagner e o próximo passo seria a queda do Putin. Ele sabe e deverá, enquanto espião, estar preparado, porque a guerra agora enfrenta seu inimigo principal, que está na mídia e na política externa. Modos de conter Wagner ele tem, por enquanto, se não permitir que ele se espalhe praticando atentados dentro da Rússia ou se juntando à Ucrânia na retomada de territórios já conquistados. Quanto à reação do Batalhão Wagner, se Putin for esperto, vai chamar pra conversar primeiro, antes de tomar qualquer decisão. A clareza neste momento de traição vai ser fundamental para a vitória. Putin deve ser esperto o suficiente para perceber “por quem os sinos dobram”, eis que o povo de Zelensky é notório por suas habilidades em promover traições e discórdias.

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