
Mais três países reconheceram o Estado da Palestina formalmente neste domingo (21), um dia antes da Assembleia Geral da ONU. Reino Unido, Austrália e Canadá mudaram o posicionamento histórico em relação à Palestina.
“Hoje, o Reino Unido reconhece formalmente o Estado da Palestina para reviver a esperança de paz entre palestinos e israelenses, e uma solução de dois Estados”, afirmou Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, nas redes sociais.
No caso do Reino Unido, as autoridades já tinham adiantado que reconheceriam o Estado da Palestina na Assembleia Geral da ONU.
Mas o agravamento da crise humanitária tornou o posicionamento ainda mais necessário, graças à situação de fome generalizada causada pela restrição de alimentos e itens essenciais imposta por Israel, além das constantes ofensivas que vitimam mais e mais civis a cada dia.
Apenas neste domingo, 34 pessoas foram mortas na Cidade de Gaza, entre elas crianças e mulheres, após um bombardeio que atingiu uma zona residencial na zona sul da cidade.
Sempre com a justificativa de destruir a infraestrutura do grupo militar Hamas, Israel pediu novamente que os palestinos deixem as residências enquanto provome uma série de ofensivas, tornando o cessar-fogo cada vez mais distante.
“O Canadá reconhece o Estado da Palestina e oferece sua colaboração para construir a promessa de um futuro pacífico, tanto para o Estado da Palestina como para o Estado de Israel”, publicou o primeiro-ministro canadense Mark Carney, também nas redes sociais.
Para a Austrália, trata-se de reconhecer “as aspirações legítimas e antigas do povo palestino de ter um Estado próprio”. “O ato de reconhecimento de hoje reflete o compromisso de longa data da Austrália com uma solução de dois Estados, que sempre foi o único caminho para uma paz e segurança duradouras para os povos israelense e palestino”, afirmou primeiro-ministro Anthony Albanese.
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