A Grã-Bretanha suspendeu 30 das 350 licenças de exportação de armas para Israel por conta de um “claro risco” de que os equipamentos poderiam ser usados para violar o direito internacional humanitário.
Em pronunciamento ao parlamento, o secretário de Relações Exteriores britânico, David Lammy, afirmou que a proibição parcial incluía itens “que poderiam ser usados no atual conflito em Gaza”, mas não incluía componentes para caças F-35.
“É com pesar que informo a Câmara [dos Comuns] hoje que a avaliação que recebi me deixa incapaz de concluir qualquer coisa além de que, para certas exportações de armas do Reino Unido para Israel, existe um risco claro de que elas possam ser usadas para cometer ou facilitar uma violação grave do direito internacional humanitário”, disse Lammy para os parlamentares.
Após a vitória do Partido Trabalhista nas eleições de julho, Lammy declarou que seria feita uma atualização sobre as vendas de armas para a Israel de forma que o direito internacional seja cumprido.
Em abril, o Conselho de Direitos Humanos da ONU adotou uma resolução pedindo a interrupção de qualquer venda de armas para Israel alertando sobre a possibilidade de “genocídio” contra o povo palestino.
Ao enviar armas, peças de reposição, componentes e munição para o exército israelense, existe o risco de tais corporações correrem o risco de serem cúmplices em violações do direito internacional dos direitos humanos e do direito internacional humanitário.
Os últimos números mostram que 40.786 palestinos foram mortos pela ação israelense desde o dia 07 de outubro de 2023, enquanto outros 94.224 foram feridos e ainda não se sabe ao certo o total de vítimas sob os escombros e estradas atingidas.
Com Al Jazeera e WAFA – Palestinian News & Information Agency
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