5 de junho de 2026

Trump confirma taxa de 25% para carros e autopeças importados

Apenas em 2024, o Brasil exportou aos EUA US$ 1,3 bilhão em autopeças, o que representa 17% de toda a importação
Foot: Arquivo/Agência Brasil

O presidente norte-americano, Donald Trump, cumpriu a promessa de anunciar, nesta quinta-feira (2), o aumento de tarifas de produtos importados. A partir de 3 de abril, os carros terão taxa de 25%, medida que já tinha sido revelada pela Casa Branca. 

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O setor de autopeças será impactado com o aumento de tarifas a partir de 3 de maio. E, no caso do Brasil, o impacto é ainda maior, tendo em vista que o mercado americano é o segundo principal destino das peças. Apenas em 2024, foram importados aos EUA US$ 1,3 bilhão em autopeças, o que representa 17% de toda a importação.

De acordo com o governo americano, não haverá espaço para negociações. Graças ao anúncio de Trump, a taxa de importação aumentou 10 vezes. Os principais fornecedores de carros para os EUA são o México, Coreia do Sul, Japão, Canadá e Alemanha. 

Com a medida, o governo Trump espera arrecadar US$ 100 bilhões com a coleta das novas tarifas. Mas a expectativa do presidente é ainda maior. Ele acredita que o país vai arrecadar de US$ 600 bilhões para US$ 1 trilhão, sem descrever a origem de tais recursos. 

O governo americano deve anunciar ainda outros setores que serão impactados.

Impactos

Para o economista Luiz Gonzaga Belluzo, que participou do programa TVGGN 20H, o anúncio de Trump terá dois impactos principais, ambos negativos para a economia americana.

A primeira delas é gerar uma guerra comercial global. Um século atrás, o aumento tarifário dos EUA resultaram, entre outros fatores, na II Guerra Mundial. 

Em resposta à tarifação, países podem ainda formar novas alianças e até se industrializar, a exemplo do que aconteceu com os EUA e Alemanha [Click no link para ler a matéria completa].

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

4 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    3 de abril de 2025 8:00 am

    É o fim do mundo?

    “A água viva ainda tá na fonte (tente outra vez)
    Você tem dois pés para cruzar a ponte
    Nada acabou, não, não, não, oh

    Tente
    Levante sua mão sedenta e recomece a andar
    Não pense que a cabeça aguenta se você parar
    Não, não, não, não, não, não
    Há uma voz que canta, há uma voz que dança
    Uma voz que gira (gira) bailando no ar

    Queira (queira)
    Basta ser sincero e desejar profundo
    Você será capaz de sacudir o mundo
    Vai, tente outra vez

    Tente (tente)
    E não diga que a vitória está perdida
    Se é de batalhas que se vive a vida
    Tente outra vez”

    Raul Seixas.

    O Tarifador Maluco não vai conseguir acabar com o mundo com suas tarifas

  2. José de Almeida Bispo

    3 de abril de 2025 8:52 am

    Adeus “soft-power”. Agora é só no Big Stick.
    SE QUERO, POSSO; SE POSSO, FAÇO.

  3. Rui Ribeiro

    3 de abril de 2025 10:06 am

    Os Republicanos tentam, em vão, girar para trás a roda da história. A história não tem marcha ré, ela é uma espiral ascendente.

  4. emerson57

    3 de abril de 2025 7:20 pm

    Menos preocupação com o Trump dos ricos.(dos ricos, na américa os pobres “sifu grandão”).
    Mais cuidado com os pobres do Brasil.
    A taxa selic machuca os pobres e contempla os ricos.
    À mim parece que a taxa gera inflação.
    Pricipalmente nos itens de alimentação.
    Quem forma os preços de supermercados vive um clima de “liberou geral”:
    -Se o governo paga essa taxa, CADÊ O MEU?

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