
As tensões comerciais entre China e Estados Unidos foram reavivadas por conta da decisão chinesa em restringir a exportação de minerais obtidos em terras raras, o que levou o governo de Donald Trump a ameaçar o país com novas tarifas. Contudo, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, confirmou que os planos de encontro entre Trump e Xi Jinping neste mês estão mantidos.
A reunião está programada para ocorrer na Coreia do Sul, durante a cúpula da CEAP (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), em meio às incertezas que norteiam a relação entre as duas economias.
Como lembra o Financial Times, Trump reagiu de forma irritada à decisão da China anunciada na semana passada, quando decidiu impor restrições à exportação de terras raras e minerais críticos.
Além de classificar a medida como “hostil”, o presidente norte-americano chegou a afirmar que não havia “motivo” para se reunir com Xi, mas depois recuou, dizendo que poderia conversar com o líder chinês durante o evento da Apec.
Restrições mais extremas
De acordo com Bessent, as autoridades dos EUA e da China deve se encontrar durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial programadas para ocorrer em Washington, mas sinalizou que os EUA estão preparados para adotar “contramedidas de força bruta” caso as negociações não tenham resultado.
Dentre as medidas consideradas, o secretário norte-americano citou a limitação na exportação de softwares para a China, a retirada de empresas chinesas das bolsas de valores americanas e até mesmo restrições ao ingresso de estudantes da China nos EUA — atualmente mais de 300 mil, contra apenas 800 norte-americanos em território chinês.
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