14 de setembro de 2026

Grupo ligado a Vorcaro teria pedido apoio do PCC para proteger empresário na prisão

Mensagens analisadas pela PF indicam que integrantes da chamada "Turma" tentaram acionar membros da facção para dar assistência a Daniel Vorcaro enquanto ele estava detido
Daniel Vorcaro - Reprodução

Integrantes da “Turma” buscaram apoio do PCC para proteger o empresário Daniel Vorcaro durante sua prisão em Guarulhos.
Mensagens mostram diálogos entre Luiz Phillipi Mourão e Manolo Dom, ligados a Vorcaro e ao crime organizado no Rio e SP.
PF investiga “Turma” por ações violentas; Mourão morreu por suicídio e Manolo está preso, suspeito de organizar crimes a mando de Vorcaro.

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Mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que integrantes da chamada “Turma”, grupo investigado por atuar em ações clandestinas ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, teriam buscado apoio do Primeiro Comando da Capital (PCC) para proteger o dono do Banco Master durante o período em que ele esteve preso.

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Os diálogos fazem parte de um relatório da PF e mostram uma conversa entre Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, e Manoel Mendes Rodrigues, o Manolo Dom, apontado como bicheiro do Rio de Janeiro e integrante da “Turma”. Segundo os investigadores, os dois mantinham relações com Vorcaro e recebiam recursos do empresário.

Em uma das mensagens, Mourão afirma que Vorcaro era “amigo nosso” e que apoiava a organização e sua estrutura regional. A conversa ocorreu em novembro de 2025, quando o empresário estava preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, em São Paulo.

Manolo demonstrou preocupação com a situação de Vorcaro na prisão e afirmou que o empresário estaria enfrentando dificuldades por não estar acostumado com aquele ambiente. Segundo ele, seria possível acionar integrantes do crime organizado em São Paulo para oferecer assistência ao empresário.

Em uma das mensagens, Manolo diz que poderia procurar o líder de sua organização na capital paulista. A intenção, segundo os diálogos, seria comunicar aos demais presos que Vorcaro era considerado parceiro e que deveria receber proteção dentro da unidade prisional.

Mensagem seria encaminhada à facção

A partir da conversa, Mourão elaborou uma mensagem que seria destinada à chamada “sintonia” do PCC, estrutura utilizada pela facção para a comunicação entre seus integrantes.

No texto, ele pede apoio para Daniel Bueno Vorcaro, identificado como alguém que estaria preso em uma determinada unidade. Mourão afirma ainda que o empresário seria amigo do grupo e que contribuiria com a organização e com a estrutura regional.

Depois de receber a mensagem, Manolo a encaminhou a um advogado e pediu que o profissional fizesse a comunicação com contatos ligados ao crime organizado.

Segundo o relatório da Polícia Federal, os diálogos podem indicar que integrantes do PCC efetivamente foram acionados para prestar apoio a Vorcaro durante sua permanência na prisão. A investigação, porém, não apresenta conclusão definitiva sobre a extensão desse eventual auxílio.

Vorcaro havia sido preso em 17 de novembro de 2025 e posteriormente transferido para o CDP de Guarulhos. Durante as tratativas, o advogado de Manolo perguntou onde o empresário estava e afirmou que poderia “entrar” no caso, mas precisava receber orientações.

Manolo respondeu que, antes disso, Vorcaro precisaria compreender que havia uma força por trás dele que poderia ajudá-lo.

No dia seguinte, segundo a PF, Manolo transferiu R$ 10 mil ao advogado. Na mesma época, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região concedeu habeas corpus, e Vorcaro deixou a prisão.

Grupo é investigado por ações violentas

As mensagens fazem parte de uma investigação mais ampla sobre a atuação da “Turma”, grupo que, segundo a Polícia Federal, seria ligado a Vorcaro e teria participado de ações clandestinas e episódios de violência relacionados aos interesses do empresário.

Manolo Dom está preso e é investigado pela suspeita de organizar ações violentas a mando de Vorcaro.

Mourão, apontado como um dos integrantes do grupo, morreu após cometer suicídio, segundo laudos mencionados em relatório da Polícia Federal. Ele havia sido preso preventivamente durante as investigações.

Além da tentativa de buscar apoio dentro do sistema prisional, Mourão também afirmou que procuraria o secretário de Administração Penitenciária de São Paulo. O relatório da PF, contudo, não concluiu se esse contato chegou a ocorrer.

As mensagens, segundo os investigadores, ajudam a revelar as relações entre Vorcaro e integrantes de grupos ligados ao crime organizado e são utilizadas como parte dos elementos reunidos na apuração sobre a atuação da chamada “Turma”.

*Com informações do UOL.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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