O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria interferido diretamente na condução da investigação relacionada ao Banco Master, determinando etapas da persecução penal e orientando a atuação de delegados.
A afirmação é da jurista Luciana Bauer, em declaração feita durante o programa TV GGN 20 horas desta sexta-feira (05/09), durante debate sobre a crise instalada no Supremo e os conflitos envolvendo Mendonça, Alexandre de Moraes e outros integrantes da Corte.
“O mais grave que saiu hoje (sexta-feira) na imprensa é justamente que ele ordena passo a passo a persecução penal”, afirmou Bauer. Segundo ela, o ministro teria determinado “o que cada delegado vai fazer e não vai fazer” e até mesmo como delações deveriam ser conduzidas.
Na avaliação da jurista, esse tipo de atuação comprometeria o princípio da imparcialidade judicial, uma vez que o magistrado responsável pelo julgamento não deveria assumir o papel de conduzir diretamente a investigação. “Tudo isso é vedado”, disse.
Bauer afirmou ainda que Mendonça teria conhecimento das regras que limitam a atuação de um ministro na condução de uma investigação. Para ela, o problema seria agravado pelo fato de o ministro atuar como relator do procedimento.
Crítica à concentração de funções
A discussão foi retomada posteriormente pelo historiador Valdei Araújo, que apontou a necessidade de uma mudança estrutural no funcionamento do STF.
Araújo defendeu a criação de uma espécie de juiz de garantias dentro do Supremo, de modo que o ministro responsável por acompanhar uma investigação não seja necessariamente o mesmo que posteriormente exercerá a relatoria do processo.
“Não faz sentido que o André Mendonça acompanhe todo o inquérito e ainda seja o relator”, afirmou.Para o historiador, a separação entre quem conduz ou controla a investigação e quem julga o processo poderia funcionar como mecanismo de controle sobre eventuais excessos.
A proposta foi apresentada no contexto de uma crítica mais ampla à concentração de poder nas mãos dos ministros do Supremo. Araújo afirmou que o problema não seria exclusivamente a atuação de Mendonça, mas o próprio modelo institucional que permite que um ministro acumule grande capacidade de intervenção em uma investigação.
Durante o programa, ele também diferenciou a atuação de Alexandre de Moraes durante o período posterior ao 8 de janeiro da atuação atribuída a Mendonça no caso Master.
Na avaliação do historiador, Moraes teria exercido poderes excepcionais em defesa das instituições democráticas, enquanto Mendonça estaria utilizando sua posição de forma política.
Veja mais a respeito do tema na íntegra do programa TV GGN 20 horas.
Fábio de Oliveira Ribeiro
5 de setembro de 2026 4:43 pmBrazil has been dragged into the realm of the “Fantastic Rule of Law” instituted by Justice André Mendonça. How should a lawyer react?
My personal response as a lawyer was to deepen the fantastical nature of the new law being practiced by doing something unthinkable by any rational legal standard. I am not going to just sit and watch on television as Donald J. Trump becomes the sole major kingmaker in Brazil in 2026. https://fbio.substack.com/p/brazil-has-been-dragged-into-the
Jose
5 de setembro de 2026 7:41 pm99,99% dos envolvidos são bolsonaristas
Mendonça continuará cometendo ilegalidades na condução do processo pra anular tudo e jogar a culpa no Lula
ed.
7 de setembro de 2026 10:50 pmQualquer que seja a forma e o prazo que Fachin defina para apurar ou julgar este caso no plenário do STF, ele precisa resultar em:
1) Esclarecimentos de Moraes (fora o até agora despropositado mas nada ilegal contrato da esposa) ou investigação para tanto, jamais por Mendonça.
2) Retirada imediata da relatoria (Toffoli foi por muito menos) dos casos Master e INSS por clara e pública parcialidade, atuação juridicamente incompetente (investiga, seleciona ou constrange delegados, negocia delações, mantém, quebra e vaza sigilos seletivamente, interfere e acusa outras instituições e pessoas (PGR,PF) sem proceder institucionalmente, causar etc.). Muita ação política, pouca ação jurídica e dsastrosa ação institucional, explodindo bombas de m#rd@a sem nenhum pudor, inclusive para interferir nas eleições!
3) Avaliar uma reprimenda ou exclusão de Mendonça pois até o momento, os efeitos públicos de Moraes são muito menos relevantes (pessoais) do que os efeitos juridico-institucionais-eleitorais públicos de Mendonça.
Este último com estas suas ações diretas está pondo em risco um processo de mais de 60 BILHÕES e DEZENAS DE BANDIDOS com claras e públicas evidências de graves crimes.
Enfim, esclarecer Moraes, o intrigantemente perseguido da míRdia, é necessário mas menos relevante do que enquadrar o intrigantemente protegido da míRdia, Mendonça.
Rui Ribeiro
8 de setembro de 2026 4:21 pm“Vorcaro perguntou a Moraes, no sábado 15 de novembro, se já deveria estar fora do país na segunda-feira 17. A mensagem constava do relatório da Polícia Federal sobre o celular do banqueiro. No dia 17 ele tentou embarcar e foi preso, um dia antes da Operação Compliance Zero”.
Mas o Xandão nao disse que ele deveria estar fora do Brasil no dia 17? Porque ele ainda tava no Brasil na segunda-feira?
Das três, uma: ou o Xandão mandou ele encarar a justiça e se defender mas ele não seguiu o conselho, ou mandou ele estar fora do Brasil antes do dia 17 e ele também não seguiu o conselho do Xandão. Ou o Xandão falou pra ele: “Negócios, negócios. Fugas à parte”.