O ministro Alexandre de Moraes, do STF, barrou a visita de Darren Beattie, assessor sênior do governo de Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Papudinha, em Brasília.
A visita tinha sido agendada para o dia 18 de março, mas o magistrado reformou sua decisão após o Ministério das Relações Exteriores destacar que Beattie não tinha agenda diplomática no país.
Desta forma, o visto de entrada do norte-americano – que atua no Departamento de Estado dos EUA e foca em interesses americanos no Brasil – seria apenas para cumprir compromissos privados.
Tal colocação chegou a ser apontada pelo advogado e pesquisador da UFRJ Vinícius Figueiredo durante o programa TVGGN 20 Horas da última quarta-feira, quando destacou que o pedido levanta questionamentos porque o encontro teria caráter político, o que foge ao objetivo previsto na legislação de execução penal.
“Pela própria legislação de execução penal, as visitas precisam passar por um certo escrutínio da polícia penal e da execução penal. E a gente vê que essa pessoa não possui qualquer relação com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Trata-se de uma visita de cunho estritamente político, em que vão se traçar algumas linhas ou transmitir algum recado”, explica.
Segundo a decisão de Moraes, o visto à Darren Beattie “foi concedido tão somente após pedido formalizado por meio da nota verbal 170, com fundamento na sua anunciada participação no “Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos” (“US-Brazil Forum on Critical Minerals”), não havendo qualquer destinação vinculada à visitação de JAIR MESSIAS BOLSONARO, no sistema penitenciário brasileiro (…)”.
Diante do apresentado pelo Itamaraty, Moraes reformou sua decisão e barrou a visita do norte-americano ao ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
(Com informações do Metropoles)
JOÃO FERREIRA DO PRADO PRADO
12 de março de 2026 8:36 pmPergunto: se algum membro do governo brasileiro, pedir um agenda com Maduro, sequestrado e preso pelo terrorismo norte-americano de Trump, seria exitoso? Claro que não, portando, PARABÉNS ao ministro Moraes!
Fábio de Oliveira Ribeiro
12 de março de 2026 8:42 pmDecisão correta. Mas o argumento usado não é o mais adequado. Jair Bolsonaro foi condenado e vumpre pena, ele deixou de ser líder político e não deve mais interferir na vida política ou diplomática do Brasil. Se Donald Trump quiser visitar o amigo dele na prisão isso poderia em tese ocorrer. Mas Bolsonaro não pode receber na prisão o representante do presidente dos EUA, porque como presidiário ele não representa nada nem ninguém.
Carlos
13 de março de 2026 12:27 amPois é, mais um palhaço de extrema-direita sassaricando pelo país. Pura encheção de saco e tentativa de ingerência em ano eleitoral.
Foi correta a decisão de proibir mais esta babaquice ligada a famiglia, que, como tudo que envolve esta sucia, não traz valor algum para o Brasil.
Divertida charge a respeito da “visita” mostrava o condenado com roupa listrada atrás das grades (agarrado a elas) com olhos esbugalhados de um débil mental tendo a sua frente, do outro lado das grades, um membro da ku klux Klan encapuzado. Exclamava o golpista condenado: “Finalmente um rosto amigável!”
Bernardo
13 de março de 2026 9:09 amDecisão acertada, aliás a permissão deveria ter sido rechaçada de imediato. O que se pretendia como isso é criar situação incômoda e expor o governo em ano eleitoral e, assim, atender os interesses da família e seu candidato. O Ministro Moraes deveria refletir sobre essas visitas ao comitê eleitoral da Papudinha; aliás o PL também tem que ser advertido pelo TSE. Não há sentido um cidadão preso ficar recebendo visitantes todo dia ainda mais para tratar de política, assunto do qual está alijado e ponto. As visitas deveriam se restringir a familiares com agenda prévia e sem acúmulo de pessoas; 2 por vez no máximo e uma vez por semana para cada dupla. Ou então a mesma prática atual tem que ser estendida a todos os apenados naquela instituição carcerária.