21 de maio de 2026

Moraes barra visita de assessor de Trump a Bolsonaro

Ministro do STF reformou decisão depois que Itamaraty informou que norte-americano não tinha agenda diplomática no país
Ministro do STF, Alexandre de Moraes. (Foto: Rosinei Coutinho/STF).

Ministro Alexandre de Moraes proibiu visita de Darren Beattie a Jair Bolsonaro, preso em Brasília, marcada para 18 de março.
Itamaraty informou que Beattie não tinha agenda diplomática, e visto seria para compromissos privados, não para visitar Bolsonaro.
Decisão foi baseada em legislação penal e parecer do Ministério das Relações Exteriores, que negou caráter oficial à visita.

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, barrou a visita de Darren Beattie, assessor sênior do governo de Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Papudinha, em Brasília.

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A visita tinha sido agendada para o dia 18 de março, mas o magistrado reformou sua decisão após o Ministério das Relações Exteriores destacar que Beattie não tinha agenda diplomática no país.

Desta forma, o visto de entrada do norte-americano – que atua no Departamento de Estado dos EUA e foca em interesses americanos no Brasil – seria apenas para cumprir compromissos privados.

Tal colocação chegou a ser apontada pelo advogado e pesquisador da UFRJ Vinícius Figueiredo durante o programa TVGGN 20 Horas da última quarta-feira, quando destacou que o pedido levanta questionamentos porque o encontro teria caráter político, o que foge ao objetivo previsto na legislação de execução penal.

“Pela própria legislação de execução penal, as visitas precisam passar por um certo escrutínio da polícia penal e da execução penal. E a gente vê que essa pessoa não possui qualquer relação com o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Trata-se de uma visita de cunho estritamente político, em que vão se traçar algumas linhas ou transmitir algum recado”, explica.

Segundo a decisão de Moraes, o visto à Darren Beattie “foi concedido tão somente após pedido formalizado por meio da nota verbal 170, com fundamento na sua anunciada participação no “Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos” (“US-Brazil Forum on Critical Minerals”), não havendo qualquer destinação vinculada à visitação de JAIR MESSIAS BOLSONARO, no sistema penitenciário brasileiro (…)”.

Diante do apresentado pelo Itamaraty, Moraes reformou sua decisão e barrou a visita do norte-americano ao ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

(Com informações do Metropoles)

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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4 Comentários
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  1. JOÃO FERREIRA DO PRADO PRADO

    12 de março de 2026 8:36 pm

    Pergunto: se algum membro do governo brasileiro, pedir um agenda com Maduro, sequestrado e preso pelo terrorismo norte-americano de Trump, seria exitoso? Claro que não, portando, PARABÉNS ao ministro Moraes!

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    12 de março de 2026 8:42 pm

    Decisão correta. Mas o argumento usado não é o mais adequado. Jair Bolsonaro foi condenado e vumpre pena, ele deixou de ser líder político e não deve mais interferir na vida política ou diplomática do Brasil. Se Donald Trump quiser visitar o amigo dele na prisão isso poderia em tese ocorrer. Mas Bolsonaro não pode receber na prisão o representante do presidente dos EUA, porque como presidiário ele não representa nada nem ninguém.

  3. Carlos

    13 de março de 2026 12:27 am

    Pois é, mais um palhaço de extrema-direita sassaricando pelo país. Pura encheção de saco e tentativa de ingerência em ano eleitoral.
    Foi correta a decisão de proibir mais esta babaquice ligada a famiglia, que, como tudo que envolve esta sucia, não traz valor algum para o Brasil.
    Divertida charge a respeito da “visita” mostrava o condenado com roupa listrada atrás das grades (agarrado a elas) com olhos esbugalhados de um débil mental tendo a sua frente, do outro lado das grades, um membro da ku klux Klan encapuzado. Exclamava o golpista condenado: “Finalmente um rosto amigável!”

  4. Bernardo

    13 de março de 2026 9:09 am

    Decisão acertada, aliás a permissão deveria ter sido rechaçada de imediato. O que se pretendia como isso é criar situação incômoda e expor o governo em ano eleitoral e, assim, atender os interesses da família e seu candidato. O Ministro Moraes deveria refletir sobre essas visitas ao comitê eleitoral da Papudinha; aliás o PL também tem que ser advertido pelo TSE. Não há sentido um cidadão preso ficar recebendo visitantes todo dia ainda mais para tratar de política, assunto do qual está alijado e ponto. As visitas deveriam se restringir a familiares com agenda prévia e sem acúmulo de pessoas; 2 por vez no máximo e uma vez por semana para cada dupla. Ou então a mesma prática atual tem que ser estendida a todos os apenados naquela instituição carcerária.

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