5 de junho de 2026

Paulo Gonet não leva adiante denúncia contra Bolsonaro no caso vacinas

Relatório da PF apontou ligação da fraude de carteiras de vacinação e tentativa de golpe de Estado, mas provas não sustentam a denúncia
Crédito: Tânia Rego/ Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento da investigação da fraude no cartão de vacina, que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

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“Diante da ausência de elementos que justifiquem a responsabilização de Jair Messias Bolsonaro e Gutemberg Reis de Oliveira pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações (art. 313-A do Código Penal), promovo o arquivamento do inquérito no que tange a esses dois investigados, requerendo, não obstante, que os autos sejam enviados para as instâncias ordinárias, a quem cabe investigar a responsabilidade dos demais envolvidos sem prerrogativa de função”, defendeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

De acordo com o relatório da Polícia Federal, as falsificações dos cartões de vacinação teriam sido utilizadas para garantir a entrada do grupo liderado pelo ex-presidente nos Estados Unidos, após tentativa de golpe de Estado, enquanto aguardavam os resultados do 8 de janeiro.

Além de Bolsonaro, eram investigados ainda o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e mais 15 pessoas. 

Cid chegou a descrever a ação de falsificação dos cartões de vacinação em delação premiada, mas as declarações não foram corroboradas por outras provas, de acordo com Paulo Gonet. 

“[A lei] proíbe o recebimento de denúncia que se fundamente ‘apenas nas declarações do colaborador’; daí a jurisprudência da Corte exigir que a informação do colaborador seja ratificada por outras provas, a fim de que a denúncia seja apresentada”, diz trecho do pedido do procurador.

O Supremo Tribunal Federal decidirá se o inquérito será encerrado ou não.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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3 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    28 de março de 2025 8:03 am

    Se até prizidente da Repúbrica Bananeira pode fraudar, porque os meros mortais não podem?
    Ou todos se locupletam ou instaura-se a moralidade, já dizia o Louco ao contrário

  2. Rui Ribeiro

    28 de março de 2025 8:48 am

    Por falar em Gonet, a Folha escreveu uma matéria responsabilizando o Toffolli e o Aras pelas merdas expelidas pelo Bolsonaro. Interessante.

    No artigo da Folha, que certa vez afirmou que a Dita não foi dura, mas branda, consta que, sobre os anos de chumbo, o Toffoli afirmou:

    “Hoje, não me refiro nem mais a golpe nem a revolução. Me refiro a movimento de 1964”.

    https://www1.folha.uol.com.br/blogs/frederico-vasconcelos/2025/03/bolsonaro-foi-mito-gracas-a-omissao-de-augusto-aras-e-toffoli.shtml

  3. AMBAR

    28 de março de 2025 2:19 pm

    Bom, o Gonet perdeu os anéis para não arriscar os dedos. Ignorando a falsificação das carteiras, preservou a fonte das denúncias mais graves, o Mauro Cid, e a família dele. Afinal, acordos devem ser cumpridos.

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