4 de junho de 2026

PF prende pai de Daniel Vorcaro em ofensiva contra fraudes e espionagem ilegal

Operação mira esquema bilionário com intimidação, espionagem ilegal e rombo estimado em R$ 12 bilhões
Henrique Vorcaro/ Imagem: Reprodução

▸ Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro em Nova Lima na 6ª fase da Operação Compliance Zero contra fraudes bilionárias.

▸ Foram cumpridos 7 mandados de prisão e 17 de busca em MG, RJ e SP; PF investiga agentes que vazavam informações sigilosas.

▸ Henrique liderava grupos de intimidação ligados ao Banco Master e movimentou mais de R$ 1 bilhão para ocultar bens.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira (14), em Nova Lima (MG), o empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A detenção ocorreu no âmbito da sexta fase da Operação Compliance Zero, que investiga uma organização criminosa suspeita de operar um esquema bilionário de fraudes financeiras e de manter uma estrutura paralela de coerção e espionagem.

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Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os alvos estão também agentes da própria Polícia Federal, suspeitos de fornecer informações sigilosas ao grupo.

‘A Turma’ e os serviços de intimidação

Segundo as investigações, Henrique Vorcaro exercia papel central na manutenção financeira de núcleos conhecidos internamente como “A Turma” e “Os Meninos”. Estes grupos funcionariam como um “braço armado” e de inteligência do Banco Master, dedicados a monitorar, ameaçar e intimidar adversários e jornalistas que pudessem representar riscos aos interesses do clã.

Relatórios de inteligência da PF apontam que o grupo planejava ações violentas. Em conversas interceptadas, Daniel Vorcaro teria sugerido a Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário” e então líder operacional do esquema, “quebrar todos os dentes” do jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo. Mourão morreu sob custódia em março deste ano; a PF registrou o caso como suicídio.

A participação de Henrique, de acordo com os investigadores, envolvia a demanda direta por serviços e a viabilização dos pagamentos para a rede. Ele também teria solicitado consultas a sistemas restritos de segurança para monitorar a existência de inquéritos contra a família.

Movimentações bilionárias e ocultação

Além da vertente de intimidação, Henrique Vorcaro é apontado como peça-chave na engenharia financeira para ocultação de bens. Relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) revelaram que a Multipar, empresa imobiliária do empresário, movimentou mais de R$ 1 bilhão em cinco anos em transações concentradas entre contas ligadas ao controlador do Banco Master. Para os investigadores, as operações indicam uma tentativa de “lavar” recursos e distanciar o patrimônio de eventuais bloqueios judiciais.

A investigação cita ainda que Henrique e sua filha, Natália Vorcaro, figuram como sócios em projetos de créditos de carbono na Amazônia, cujos ativos, descritos como desprovidos de valor real de mercado ou garantias efetivas, teriam sido utilizados para inflar o patrimônio de fundos de investimento ligados ao Master.

Expurgos na própria PF

A operação desta quinta-feira também atingiu os quadros da Polícia Federal. Um agente foi preso e uma delegada foi afastada de suas funções. Eles são suspeitos de violar o sigilo funcional para beneficiar a organização criminosa, fornecendo dados privilegiados sobre investigações em curso.

Os envolvidos podem responder por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, invasão de dispositivos informáticos e ameaça.

Daniel Vorcaro, o filho, já se encontra preso em Brasília sob acusação de chefiar as fraudes que podem chegar a R$ 12 bilhões. A defesa da família Vorcaro nega qualquer irregularidade e afirma que as movimentações financeiras são lícitas.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    14 de maio de 2026 10:17 am

    CPI DO INSS revelou contatos Flávio Bostonaro e Nikolas Ferreira com o Vorcaro. Em sua defesa, o Flávio Rachadinha Bostonaro afirmou que seu número de telefone “não é propriamente um segredo” e sugeriu que outra pessoa poderia ter repassado seu contato para Vorcaro. O senador ainda destacou que nunca teve contato direto com o ex-banqueiro. Ponto.

    Prá direita, arquivo bom é arquivo morto. Se facilitarem, o Vorcaro será suicidado da mesma forma que o seu braço direito, o Herzog e o Trumpstein. Para os poderosos que ele alimentou e deu caronas no seu jatinho, ele agora não passa de papel higiênico usado.

    Ou o Flávio Bostonaro o anistiará se os poderosos de quem ele lambe os sacos não o varrerem para debaixo do tapete? Diz aí, Ambar.

  2. Carlos

    14 de maio de 2026 11:14 am

    Brasil de muitas famiglias

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