5 de junho de 2026

Alberto Youssef tenta afastar juiz que o condenou no caso Banestado

 
Jornal GGN – Passaram-se mais de 10 anos desde que o Caso Banestado foi investigado, e somente nesta quarta-feira (17), o doleiro Alberto Youssef foi condenado pelo crime de corrupção ativa, praticado no final da década de 1990, a 4 anos e 4 meses.
 
A ação havia sido suspensa diante do acordo de delação premiada, firmada entre Youssef e o Ministério Público Federal e do Estado do Paraná. Entretanto, com a apuração da Operação Lava Jato, o MPF entendeu que houve quebra de acordo por parte do doleiro e a ação foi retomada em maio deste ano, com a decisão proferida nesta semana pelo juíz da 13ª Vara Federal de Curitiba.
 
O Ministério Público denunciou o caso em 2003, apresentando que Alberto Youssef obteve um empréstimo fraudulento de US$ 1,5 milhão, em agosto de 1998, para a Jabur Toyopar Importação e Comércio de Veículos, junto à agência Grand Cayman do Banestado, mediante o pagamento de US$ 131 mil de propina a Gabriel Nunes Pires Neto, então diretor de Operações Internacional do banco do governo do Paraná.
 
Ainda que passados 16 anos desde que o crime foi cometido, o juiz federal Sergio Fernando Moro explica que não se aplica a prescrição. “A suspensão por dez anos da ação penal originária está, aliás, prevista expressamente no acordo. O art. 116, I, do CP é suficientemente abrangente para permitir que seja interpretado para albergar essa causa impeditiva da prescrição, já que o acordo afeta a punibilidade do crime e, disputas semânticas à parte, impede o reconhecimento de sua existência e a aplicação da sanção pertinente”, afirmou.
 
Certidão de trânsito em julgado da sentença proferida na Ação Penal nº 2004.70.00.006806-4.
 
“Transitada em julgado, lancem o nome de Alberto Youssef, no rol dos culpados”, assinou o Sergio Fernando Moro na sentença.
 
O juiz é o mesmo que dá sequência ao julgamento da Operação Lava Jato, do qual Youssef foi preso. Os advogados do doleiro ingressaram com Habeas Corpus no Superior Tribunal de Justiça, e agora tentam afastar o juiz federal do caso e anular todas as provas da operação. A justificativa da defesa é que o magistrado teria feito prejulgamento ao doleiro, em 2010, quando escreve em decisões que Youssef é “criminoso progissional”, induzindo à parcialidade. 
 
Leia, abaixo, a sentença, na íntegra:

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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14 Comentários
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  1. lenita

    19 de setembro de 2014 8:04 pm

    Quem dera que fosse retomada 

    Quem dera que fosse retomada  a operação Banestado !

  2. Jair Maia

    19 de setembro de 2014 8:29 pm

    PSDB, Youssef e os 30 bilhões desviados do Banestado
    http://www.youtube.com/watch?v=HB7ghLzSg5U

  3. anarquista sério

    19 de setembro de 2014 8:49 pm

    Se esse cara escapar,escrevo

    Se esse cara escapar,escrevo com todas as letras:

            Vale a pena ser bandido.

    1. peregrino

      19 de setembro de 2014 10:05 pm

      pensei a mesma coisa…

      se realmente acontecer dele escapar de cana dura, + de 20 anos, estaremos bem próximos da certeza de que a impunidade combinada matematicamente em $$$ é a reta móvel que todos encobrem, pós traçada, incluindo a justiça máxima, para que fique parecendo que ela não confirma que a cumplicidade é geral

      estudos a partir de Dantas confirmam

      as operações matemáticas geraram resultados tão precisos que ficou parecendo que a justiça, para essa escala, permanece fixa no mesmo ponto de origem, a corrupção que traz a grana de volta, trocando pela da União, nossos impostos

      1. peregrino

        19 de setembro de 2014 10:08 pm

        será…

        que é por isso que são tão altos nas escalas iniciais ou inferiores?

        1. peregrino

          19 de setembro de 2014 10:12 pm

          altos…

          e incontornáveis por serem ganhos informados pelo pagador

           

    2. Rosane Franco

      21 de novembro de 2018 6:02 pm

      Valeu!! Está livre, leve e

      Valeu!! Está livre, leve e solto! Graças ao Moro

  4. Ernesto Ramos

    19 de setembro de 2014 9:26 pm

    Banestado

    O tempo passa e a gente não esquece, pois sendo o Banestado um dos melhores banco estadual estatal foi quebrado no governo Lerner.

  5. peregrino

    19 de setembro de 2014 10:26 pm

    constante que mais se aproxima…

    mercado da informação com suas bancas de distorções e vazamentos no mesmo ponto da justiça máxima

  6. Ozzy

    20 de setembro de 2014 12:10 am

    Uma dúvida

    Agora que o Paulinho da Petrobras confessou que meteu no bolso R$ 1,5 milhão de propina pelo negócio de Pasadena, como ficam aquelas análises maravilhosas publicadas aqui que tentavam demonstrar que o negócio foi absolutamente dentro dos “padrões de mercado” para a época?

    1. Dani

      20 de setembro de 2014 4:11 am

      This comment has been deleted.

      1. Ozzy

        20 de setembro de 2014 12:19 pm

        Seletivo…

        Ué, aqui se fala tanto do tal “Trensalão” que foi igualmente um vazamento seletivo de informações de um acordo de delação premiada.

        E, bem, o cara está confessando um crime que ELE cometeu, que foi meter R$ 1,5MM de propina no bolso.

        Ih, parece que agora ele falou também do Renato Duque! Esse não era um dos caras do PT na diretoria da Petrobras? Ora de atualizar o gráfico e dar um jeito de ligar ele aos tucanos!

         

    2. nada muda

      20 de setembro de 2014 12:38 pm

      O que fez ser um mangífico

      O que fez ser um mangífico negócio foi a localização e isso não mudou. Além disto, ele diz que recebeu mas não diz de onde veio. É possível que tenha sido um presente da comunidade, dado que, todos os demais modelos semelhantes já estavam sendo vendido como sucata e essa ganhou uma nova refinaria.

  7. alexis

    20 de setembro de 2014 9:45 am

    Tudo em Paraná

    Estado onde está o ralo do Brasil. Lugar de doleiros e de remessas volumosas para o exterior.

     

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