4 de junho de 2026

Bittar explica como sítio de Atibaia foi comprado

 
Jornal GGN – Em depoimento aos investigadores da Lava Jato, o empresário Fernando Bittar, proprietário do Sítio de Atibaia que para os delegados e procuradores é do ex-presidente Lula, esclarece como foi feita a compra da propriedade, as reformas e obras no sítio, sendo a maior delas declarada à Receita.
 
“Que indagado acerca da aquisição da propriedade imobiliária em Atibaia, o declarante esclarece que a ideia surgiu numa reunião familiar entre o declarante, seu pai e seus irmão, para que pudessem se reunir e receber os amigos”, introduziu Bittar, segundo documento publicado pela PF.
 
O empresário que é sócio do filho do ex-presidente, Fabio Luís Lula da Silva, na empresa BR4, que controla a Gamecorp, tem antiga relação de amizade com a família Lula. Seu pai, Jacó Bittar, é ex-prefeito petista de Campinas e amigo do ex-presidente desde os anos de 1970.
 
Ao delegado Márcio Adriano Anselmo, Bittar confirmou que as obras “foram realizadas diretamente” por ele, como as de “segurança, instalação do gerador circuito fechado de TV” e que a documentação desses investimentos foi apresentada ao Ministério Público Federal.
 
“Indagado se lançou as reformas em sua declaração de imposto de renda pessoa física, esclarece que lançou algumas, como o gerador, que foi a maior despesa realizada; que as outras despesas eram bastante inferiores, sem relevância econômica, motivo pelo qual não foram lançadas”, esclareceu o empresário.
 
Explicou que na época da aquisição do imóvel, não tinha o dinheiro suficiente para a compra, e por isso propôs a Jonas Suassuna, seu sócio no Grupo Editora Gol, que adquirisse uma das partes do sítio. O investimento de Bittar, que corresponde a R$ 500 mil de um total de R$ 1,5 milhão, foi feito com dinheiro emprestado pelo pai.
 
Dessa mesma forma que deixou claro como ocorreu a aquisição da propriedade, as reformas e obras feitas no sítio no interior de São Paulo, Bittar também confirmou que algumas obras foram feitas “em razão da necessidade de recepção do acervo presidencial do então presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva”.
 
Com o trecho, os delegados e procuradores da Lava Jato insistem na tese de que a propriedade é, na verdade, do ex-presidente, e que as obras feitas pela Odebrecht e pela OAS foram com o objetivo de ocultar propinas do esquema de corrupção da Petrobras, ou como forma de benesses à família Lula como contrapartida por contratos da Petrobras.
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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9 Comentários
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  1. CarloB

    19 de agosto de 2016 5:54 pm

    Aparece em algum lugar o valor dessas reformas?

    Será que esse pessoal que investiga tem medo de abrir os valores porque se fizerem isso vão comprovar que tudo isso que estão fazendo é por causa de um valor ridículo comparado com ‘esquema’ Petrobrás?

    Que o que os verdadeiros donos falam é a pura e simples verdade? Que eles tem plenas condições de fazer a reforma que eles fizeram?

    E aí toda essa encenação cai por terra?

    Seria interessante saber disso.

     

  2. martos

    19 de agosto de 2016 6:06 pm

    Enquanto isso os meliantes,

    Enquanto isso os meliantes, ladrões do erario público andam soltos com suas tornozeleiras gastando tudo que surrupiou, em ricas mansões nos jardins.

  3. Ugo

    19 de agosto de 2016 6:19 pm

    isonomia?

    Moro pede para o fhc desenhar como comprou o sitio em Paris, em Higienópolis, em…..

  4. Miguel A. E. Corgosinho

    19 de agosto de 2016 6:26 pm

    Neste caso, uma explicação

    Neste caso, uma explicação factíviel de conectar um bem escriturado á parentes e amigos próximos, porque esclarece que o valor de uso do sitio está nas pessoas e não no dinheiro.

  5. MDH

    19 de agosto de 2016 6:41 pm

    Olhem a DATA do depoimento

    O depoimento de Fernando Bittar é datado do dia 16 de março de 2016. O grampo ilegal veio a público rapidinho. O depoimento legal tem um delay de 5 meses.

    Lula não é o único lesado com os desmandos do judiciário. O Brasil como um todo pode e deve pedir indenização pelo ENGODO da Lava Jato, pelos vazamentos seletivos, pela desconsideração de provas e depoimentos que não “não vêm ao caso”, pelo país paralisado meses a fio.

    O BRASIL merece um pedido de desculpas e indenizações pela pausa na vida econômica e atribulações desnecessárias na vida política. 

    Cada vez mais fica claro o quanto nós, brasileiras e brasileiros, estamos sendo LESADOS pela estúpida obcessão do Juiz Moro. 

  6. Jorge Luis

    19 de agosto de 2016 6:43 pm

    Esse depoimento foi tomado em

    Esse depoimento foi tomado em 15 de agosto?

    Se é o nome de Fernando Bittar que consta no registro de imóveis, a primeira coisa a ser feita não seria ouví-lo? Ficaram meses jogando o sítio no colo do Lula e ´só agora estão ouvindo o verdadeiro dono?

    Essa é a PF “republicana”..

  7. Álvaro Noites

    19 de agosto de 2016 7:07 pm

    PF e Judiciário podem gastar

    PF e Judiciário podem gastar dinheiro público à vontade para, na melhor das hipóteses, atenderem suas paixões político-partidárias?

    Toda a ação da Lava Jato não poderia carcterizar peculato?

    Peculato não seria o uso de dinheiro público para fins pessoais?

    Ações de agentes públicos movidas a paixões partidárias não carcterizam ações intimas e pessoais?

    Se peculato é crime, pode-se em tese inferir que há sim uma Orcrim paralizando o país?

  8. Edi Passos

    20 de agosto de 2016 12:50 am

    Enquanto isso…

    o pré-sal – riqueza do povo brasileiro que vale no mínimo algumas dezenas de trilhões de dólares – está sendo criminosamente doado aos estrangeiros!

  9. Vagalume do Brejo

    20 de agosto de 2016 7:04 pm

    Qual é o plano coxada?

    Eles estão super preocupados com a casa de Atibaia enquanto a concorrência compra a preço de banana nossas jazidas de petróleo?

    Puxa!

    Qual é o plano pessoal?

    Não consigo ver logica nisso.

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