O tenente-coronel Mauro Cid começou a apresentar para a Polícia Federal informações que apontam a formulação de um golpe de estado para manter Jair Bolsonaro (PL) no poder após a derrota nas eleições presidenciais de 2022.
Fontes ouvidas pela jornalista Andreia Sadi, do G1, afirmam que Cid confessou episódios e apresentou diversas informações sobre conversas que testemunhou e reuniões em que esteve presente – mas sem acusar ninguém necessariamente.
Entre as reuniões testemunhadas por Cid, estão encontros que abordaram a realização de um golpe de estado, inclusive um deles sendo realizado no Palácio da Alvorada no mês de dezembro.
O tenente-coronel deve citar às autoridades quais são os militares, ex-ministros e outros funcionários do governo Bolsonaro presentes nesses encontros – entre eles, estão os nomes de Augusto Heleno, ex-ministro do GSI, e de Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil.
O militar também está apresentando informações relacionadas à sua participação no caso das joias sauditas. Segundo as fontes ouvidas, Cid fala bastante, mas não fala de tudo, e os depoimentos até o momento são amplos e “ruins para Bolsonaro”.
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