Como a Lava Jato beneficiou a principal concorrente do Brasil na África, por Luis Nassif

Na quinta matéria da série sobre a indústria da delação premiada da Lava Jato, feita em conjunto pelo Jornal GGN e o DCM, um mistério ainda não revelado: as ligações com Mariano Marcondes Ferraz, o lobista da Trafigura, concorrente da Petrobras. As outras matérias da série podem ser vistas aqui.

Um dos mistérios da “delação premiada” é o que ocorreu com Mariano Marcondes Ferraz.

Graças aos seus conhecimentos na Petrobras, Mariano passou a representar duas empresas: a italiana Decal e a holandesa Trafigura.

A Decal é uma empresa italiana que trabalha com gestão para terceiros de terminais de petróleo e produtos químicos. Fatura 190 milhões de euros, ou o equivalente a R$ 703 milhões por ano. Mesmo para os padrões brasileiros, seria uma empresa média. E seu faturamento é quase 450 vezes menor que o da Trafigura.

A Trafigura é uma empresa suíço-holandesa, uma das maiores comercializadoras de petróleo do planeta. Fatura mais de U$$ 120 bilhões, ou R$ 384 bilhões ano. É a 54º maior empresa na lista da Fortune.

Ambas tinham três pontos em comum: os negócios com a Petrobras; o mesmo lobista, Mariano Marcondes Ferraz; e a mesma área de negócios, a Diretoria Internacional da Petrobras, sob supervisão do notório Paulo Roberto Costa. Donde se conclui que o grande trunfo do lobista comum, era o mesmo diretor Paulo Roberto Costa.

Eram diferentes as relações de Mariano com as duas empresas.

Na Decal, foi apenas um freelance que conseguiu um contrato com a Petrobras para a instalação de um terminal de tancagem e movimento de navios em Suape. Por conta do contrato, ganhou 5% de participação na empresa.

Já na Trafigura, Mariano fazia parte do Conselho mundial da empresa, ajudando a consolidar as relações com a Petrobras e com o mercado africano.

Sâo gritantes as diferenças de valores entre os contratos da Petrobras com a Decal e a Trafigura.

Entre 2004 e 2015, a Trafigura firmou contratos de afretamento de navios para a Petrobras no valor de US$ 169 milhões; entre 2003 e 2015, contratos de compra e venda de derivados no valor de US$ 8,7 bilhões, ou de US$ 580 milhões/ano. O último contrato da Decal com a Petrobras envolveu valores de R$ 56 milhões, ou US$ 18,7 milhões/ano, 31 vezes menor que os da Trafigura.

Não apenas isso.

Números

Trafigura

Decal

Trafigura/Decal

Faturamento Global (US$)

384.000.000.000

703.000.000

546 vezes

Negócios com Petrobras (US$/ano)

580.000.000

18.700.000

31 vezes

A Decal atua em um mercado controlado. A Petrobras paga pelo uso dos terminais. O máximo que se consegue é o reajuste das tarifas.

Já a Trafigura opera no mercado de compra e venda de combustíveis, que chega a 300 mil barris dia de petróleo cru, a grande mina de ouro da corrupção.

A prisão de Mariano Marcondes Ferraz poderia abrir o leque de investigações da Lava Jato para uma macrocorrupção de dimensão global, dezenas de vezes maior que o da construção pesada, o da comercialização de combustíveis, conforme atestaram duas delações de pessoas chaves, Nestor Cerveró e Delcídio do Amaral.

Em sua delação, Nestor Cerveró revelou que os negócios de comercialização de combustíveis eram muito maiores do que o de afretamento de navios (clique aqui). Ambas as operações não precisavam ser aprovadas previamente pela diretoria e cada centavo, nas compras, equivalia a milhões de dólares, dizia Cerveró, “razão de sempre ter havido ingerência política no setor”.  Apontava como as maiores tradings do setor a Glencor e a Trafigura. E indicava Mariano Marcondes Ferraz como o grande operador de trading, “acreditando que estivesse vinculado à Glencor ou à Trafigura”.

Na página 80 da delação de Delcídio do Amaral, se lê:

DELCIDIO DO AMARAL tem conhecimento que uma das áreas mais cobiçadas da PETROBRAS e a de Abastecimento, principalmente, em razão da comercialização de petróleo no exterior, na medida em que são comercializados 300.000 barris diários de petróleo leve, em números atuais, isso representaria em media quase US$ 10 milhões por dia.

DELCIDIO sabe que as operações financeiras são todas feitas em Londres através de “brokers”, tal modo de comercialização permite que pequenas variações no preço do petróleo representem altos ganhos aos seus principais operadores, dando azo a um terreno fértil para várias ilicitudes, vez que os preços podem ser alterados artificialmente,

No entanto, Mariano foi indiciado pelas operações relacionadas com a Decal. Dez dias depois de detido foi liberado, mediante o pagamento de irrisórios R$ 3 milhões, e o nome da Trafigura sumiu das investigações e do noticiário.

O que aconteceu com a chamada maior operação anticorrupção do planeta?

Vamos entender esse jogo em cinco movimentos

Movimento 1 – de playboy a lobista

O primeiro passo é saber um pouco mais de Mariano Marcondes Ferraz.

Uma consulta nos sites especializados indica que, até 2.001, sua atividade empresarial não sugeria o super-lobista global dos anos recentes. A única empresa da qual participava era a Blue Moon Produções Ltda., uma produtora de vídeos aberta em 16/10/1997 (clique aqui).

Era mais conhecido por suas festas, sua vida social e pelo fato de ser filho da mitológica Silvia Amélia de Waldner, neé Silva Amélia Melo Franco Chagas, como diria o colunismo dos anos 70, neta do cientista Carlos Chagas, casada em primeiras núpcias com Paulo Marcondes Ferraz e, no já longínquo 1973, com Gerard de Waldnere, um autêntico barão francês.

Dos tempos de solteira, tornou-se musa de Roberto Carlos e Tarso de Castro e deixou a imagem de uma jovem alegre e cativante, estrela de um único filme, “Roleta Russa”, de 1972. Do casamento com Paulo Marcondes Ferraz, restou o rebento Mariano que, até 2001 era mais conhecido pelas festas de arromba e pelas colunas sociais.

Um artigo no JB, no início dos 90, descrevia o playboy e dizia que ele arrumou emprego em uma multinacional só para fazer número. O artigo mereceu uma carta queixosa do rapaz ao jornal.

Mariano fazia parte de um grupo de playboys, os meninos maus de famílias boas, frequentadores do Baixo Leblon, como Júlio Lopes e Antenor Mayrink Veiga, com quem disputava campeonatos de conquista. Durante todos os anos 90, das 39 menções ao seu nome, no Jornal do Brasil, apenas duas não se referiam a conquistas ou a eventos sociais.

Leia também:  Fachin: "Juiz não investiga, nem acusa, não assume protagonismo"

Uma de 1995, quando furou o pneu de um carro na calçada do Country Club que atrapalhava a passagem do carrinho de sua filha recém-nascida. E outra, do início da década de 90, anunciando a criação de uma corretora, com mais um amigo e o apoio do Banco Icatu, que acabou desaparecendo com a crise da Bolsa do Rio.

Frequentador assíduo da prestigiosa Coluna do Zózimo, aparecia ora dançando lambada com Elba Ramalho, destroçando corações com seu amigo Antenor Mayrink Veiga, ou sendo derrotado, em uma vibrante semifinal de tênis no Country Club, enfrentando o campeão amador Jorge Paulo Lehman.

Foi nesse ambiente, na divina decadência nos estertores do Rio internacionalizado, que naufragou com o crack da Bolsa de Valores, que Mariano montou sua rede de relações.

Aliás, o fim do Rio, como centro financeiro, mudou o destino de dezenas de filhos de famílias tradicionais, que historicamente mantinham contatos com o exterior, especialmente na fase áurea da internacionalização do Rio, do período da guerra até os anos 1970. Foram aproveitados nos novos bancos de investimentos, como quadros da AMBEV, e em outros setores abertos pela internacionalização da economia e onde contam as redes de relacionamentos internacionais.

Internamente, Mariano se valeu das ligações da família Marcondes Ferraz e, no plano internacional, certamente das ligações da mãe, baronesa de Waldner, com o alto mundo europeu.

Suas aventuras petrolíferas começaram em 2001.

Em 12/09/2001 montou a Up Offshore Apoio Maritimo Ltda, com capital respeitável de R$ 50 milhões. Em 10/07/2002 a Firma Consultoria e Participações Ltda, para atividades não especificadas e com a qual se tornou sócio da Decal Brasil.

Quando as cotações do petróleo explodiram e a Petrobras se projetou no mundo, a rede de relações de Mariano, no Rio e na Europa, passaram a valer ouro negro.

Especialmente porque, no mundo do petróleo, surgia um candidato a gigante que via na explosão das commodities, com o advento da China, e nas riquezas minerais da África e da América Latina – e na sua capacidade de suborno -, o seu grande salto.

Movimento 2 – A gigante Trafigura

E, aqui, faz-se uma pausa para conhecer melhor esse gigante, a multinacional Trafigura.

Nos grandes números, sabe-se que tem escritórios em 36 países. Hoje em dia é o segundo maior comercializador de metais e o terceiro maior comercializador independente de petróleo do mundo, comercializando mais de 4 milhões de barris de petróleo por dia (clique aqui).

A Trafigura nasceu em 1993 com um pecado original. Foi fundada por ex-colaboradores do empresário norte-americano Marc Rich, condenado por evasão fiscal em grande escala e depois indultado pelo presidente Bill Clinton. O grande líder do grupo era Claude Dauphin, um dos mais atrevidos gestores dos últimos 50 anos, falecido em 2015. Irônico, sagaz, parecido com Mr. Bean, incutiu na equipe princípios que aprendeu no mercado de commodities, como controle compartilhado, participação nos lucros, foco total na rentabilidade, vida regrada em público, evitando ostentações com a riqueza, regra seguida por quase todos os grandes bilionários que surgiram nas últimas décadas.

Em uma época de grandes terremotos na geopolítica mundial, Dauphin apostou fortemente na corrupção como componente intrínseco da sua estratégia, porque focada na busca de reservas minerais – petróleo, ferro e outros –, e em investimentos complementares em infraestrutura em países de baixo controle institucional e democracia não consolidada.

No obituário do fundador  Dauphin, falecido em 2015, explica-se sua estratégia:

 A decisão de seguir adiante foi devidamente justificada após a virada do milênio, com o crescimento dos mercados emergentes e a decolagem na demanda de minerais industriais. A existência de duas divisões de negociação possibilitou um negócio mais estável e diversificado, e permanece um pilar da estratégia da Trafigura.

(…)  Investimentos dirigidos em infraestrutura poderiam ajudar a empresa a obter acesso a volumes de negociação, especialmente em um momento de mudanças estruturais significativas nos fluxos comerciais internacionais.

A nova geografia mundial foi exemplarmente aproveitada pela empresa:

O crescimento de economias emergentes desde a China até a África e a América Latina gerou novos desequilíbrios no mercado e novas oportunidades globais de negociação para aqueles com os sistemas e infraestrutura necessários.

Em segundo lugar, houve uma aceleração na demanda de energia e matérias-primas industriais conforme as economias emergentes embarcavam em uma nova rota de crescimento, lideradas pela China.

Em um setor tradicionalmente corrupto, conseguiu algumas proezas. Como ser acusado pelo Greenpace de ter comprado os depoimentos de nove testemunhas da Costa do Marfim, para se safar de uma acusação de ter despejado lixo tóxico no mar. O que não impediu que Dauphin passasse seis meses na cadeia. Foi acusado também de ter desviado recursos de fundos humanitários da ONU, do programa de petróleo por comida montado na guerra do Iraque.

Nos últimos anos associou-se a fundos russos para investir pesadamente na Índia, em refinarias, tanques de armazenamento e infraestrutura de importação e exportação estrategicamente relevantes para Vladimir Putin.

O auge da corrupção foi a conquista da Angola. E aqui se juntam os destinos da Trafigura e do ex-playboy Mariano Marcondes Ferraz, que se tornou um dos meninos de ouro de Claude Dauphin.

Movimento 3 – Mariano e a conquista de Angola

Mariano entrou na Trafigura em 2009. E foi alocado para comandar a Puma Energy, o mais promissor braço de negócios da empresa.

A Trafigura adquiriu a Puma em 2000, com a intenção de construir uma rede de intermediários na cadeia da comercialização de petróleo.

Em 2010 surgiu a operação Angola, e a Puma ganhou uma posição estratégica. Criou uma subsidiária, a Pumangol, associação da DTS (a empresa que controlava a Puma) com a Cochan S.A., empresa criada em 6/04/2009, de propriedade dos principais políticos do país. A DTS ficou com 51% e a Cochan com 49%. E esse feito foi de responsabilidade de Jean-Pierre Valentini e Mariano.

Em 13/02/2014, o Foreign Policy  publicou reportagem detalhada da jornalista Michael Weiss sobre a corrupção angolana. Consultor chefe do Ministro de Estado e Chefe do Gabinete de Segurança e testa-de-ferro do presidente José Eduardo dos Santos, o General Leopoldina Fragoso de Nascimento tinha 15% da Puma Energy, em valor estimado de US$ 750 milhões, o que o fazia o segundo homem mais rico do país.

Leia também:  Gestão da Petrobrás processa petroleiros por questionarem privatizações na justiça

De acordo com a reportagem, além do general Dino, participam do regabofe o vice-presidente da República Manuel Vicente, e o general Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”.

Além da Trafigura, a Cochan tornou-se parceira da norte-americana Cobalt International, que opera os blocos 9 e 21 do pré-sal angolano. A Cobalt está sendo investigada nos EUA por suspeitas de violação das leis anticorrupção.

Os ganhos da Trafigura foram monumentais.

Em agosto de 2010, o presidente José Eduardo dos Santos assinou cinco contratos de investimento com o grupo avaliados em US$ 931 milhões.

O contrato garantia à Trafigura monopólio virtual sobre as importações de derivados e venda da produção própria em Angola através de seus escritórios em Singapura.

Dessa sociedade nasceram a Angofret (de cargas e logística), a AEMR, explorando a indústria siderúrgica, ferro e manganês, a DT Agro, para projetos agropecuários, a DTS Commercial & DTS Refining, comercializando petróleo e derivados, e a DT Shipping, operando transporte marítimo, a DTS Serviços, de serviços financeiros, e a DTS Imobiliária.

Apenas as importações de produtos petrolíferos em Angola renderam 3,25 milhões de toneladas métricas de derivados de petróleo, contrato avaliado em US$ 3,3 bilhões.

Tratava-se de um megaescândalo internacional, motivado pelas descobertas do pré-sal angolano.

No site Africaintelligence, edição de 16/11/2016, Mariano era apresentado como protegido de Claude Dauphin.

O Maka Angola descrevia assim Mariano:

Entre os administradores do referido grupo encontram-se também Claude Dauphin, um dos fundadores da Trafigura, e o brasileiro Mariano Marcondes Ferraz, considerado como o ponta-de-lança da Trafigura em Angola. Foi este último quem assinou os acordos com o executivo angolano, no valor de quase um bilião de dólares.

Por todos esses sucessos, em setembro de 2014 Mariano foi elevado à condição de um dos nove membros do Conselho da Trafigura. Seria o mesmo que pertencer ao grupo de sócios controladores de uma Inbev.

Afinal, a estratégia da Puma Energy, agora, se voltara para a América Latina, preferencialmente atrás dos ativos da Petrobras na Colômbia e no Chile.

Uma mera consulta ao DHS, o departamento do governo dos Estados Unidos incumbido da cooperação internacional, bastaria para se saber da dimensão do fator Trafigura. Mas o MPF brasileiro não se interessou.

Movimento 4 – a Lava Jato e a delação de Mariano

Desde 09/10/2014 a delação de Paulo Roberto Costa já vazara para a imprensa, através da revista Época, alertando Mariano e a própria Trafigura sobre o que vinha pela frente.

Dizia a matéria que Paulo  Roberto Costa

Entregou, também, multinacionais poderosas da indústria do petróleo, como Trafigura e Glencore, as grandes vendedoras de derivados de combustível no mercado internacional.

Quando a notícia vazou, advogados paulistas envolvidos com a Lava Jato perceberam que, ali, abria-se o leque para uma nova etapa, em que a corrupção se contava na casa dos bilhões. Batia-se no centro da mais deletéria das corrupções globais, a das empresas petrolíferas na África.

Após o vazamento, nenhuma medida preventiva foi tomada, visando resguardar provas, não se sabe de nenhuma investigação adicional. No fundo, o vazamento serviu para conceder dois anos de prazo para que Mariano e a Trafigura montassem suas estratégias de defesa.

Alertado pelo vazamento do MPF, nos meses seguintes Mariano tomou duas providências: em outubro de 2015 formalizou união com a atriz Luiza Valdetaro e a despachou para Londres com a filha, com a intenção óbvia de se mudar do Brasil; e tratou de montar seu álibi, junto com a Trafigura.

Quando se consumou sua prisão, não passou de jogo de cena, uma obrigação legal, já que seu nome foram mencionado em quatro delações.

No dia 26/10/2016, dois anos após o vazamento, a pedido do Ministério Público Federal o juiz Sérgio Moro autorizou busca e a prisão preventiva de Marcondes Ferraz.

Como a prisão se baseara nas delações, na fase inicial não havia modos de tirar a Trafigura do noticiáriol.

Segundo o Estadão:

“Com a prisão preventiva do empresário Mariano Ferraz, detido no aeroporto de Guarulhos nesta quarta-feira, 26, quando estava prestes a embarcar para Londres, a força-tarefa da Lava Jato avança sobre uma área ainda não investigada na Petrobrás: o setor de compra e venda internacional de combustíveis e derivados”.

No pedido de busca e apreensão solicitado pelo Ministério Público Federal, e autorizado pelo juiz Sérgio Moro, (clique aqui) o nome da Trafigura aparecia claramente no mandado:

“Envolve o pagamento de propinas pelo Grupo Trafigura ou pela DECAL do Brasil, por intermédio de Mariano Marcondes Ferraz, ao então Diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, em decorrência de contratos com a estatal brasileira. Mariano Marcondes Ferraz, de nacionalidade brasileira, é um dos diretores executivos do Grupo Trafigura (http://www.trafigura.com/aboutus/leadership/board­member? Member=Mariano+Marcondes+Ferraz&Board=Board+Of+Directors).”

Mais. Mencionam delação de Paulo Roberto Costa atribuindo as propinas à Trafigura, representada por Mariano:

“Paulo Roberto Costa, ex­Diretor de Abastecimento da Petrobrás, revelou, após ter celebrado acordo de colaboração premiada, que a empresa Trafigura, representada por Mariano Marcondes Ferraz, ofereceu e pagou vantagem indevida em contratos da Petrobrás (termo de colaboração n.º 38, evento 1, anexo3).

No despacho em que autorizou a prisão preventiva de Mariano, eram elencados diversos motivos: o fato de ter dupla cidadania, de possuir recursos vultosos no exterior, de ter residência em Londres.

Apenas oito dias após sua prisão, Mariano Marcondes Ferraz foi liberado pelo juiz Sérgio Moro mediante a módica fiança de R$ 3 milhões, aceitando as explicações dos advogados do réu.

Os advogados explicaram que Mariano passou a morar em Londres devido à gravidez de sua esposa, com receio da epidemia de zika, por isso veio pouco ao Brasil; que todas as vezes que veio ao Brasil, foi publicamente, sem se esconder; e que a esposa pretende voltar ao Brasil etc.

Foi o que bastou, para conseguir a liberdade imediata, ampla total e quase irrestrita. A única proibição mantida foi a de viajar para fora do país.

Movimento 5 – a Trafigura desaparece da Lava Jato

Quando o escândalo explodiu, com a prisão de Mariano em 26/10/2016, a Trafigura já tinha pronta uma nota oficial, atribuindo as propinas para Paulo Roberto Costa exclusivamente às operações de Mariano com a Decal.

Leia também:  Governo de Pernambuco comemora operação da PF que enfraquece oposição ao PSB; entenda

Essa versão foi imediatamente divulgada através de nota oficial e aceita pelo Financial Times e pela Reuters. Afinal, do lado das autoridades investigadoras, não havia nenhuma informação em contrário.

Nos meses seguintes Mariano contratou o advogado Figueiredo Bastos, o mais antigo e mais influente dos advogados das delações premiadas da Lava Jato. E a Trafigura magicamente sumiu do noticiário.

Quando saiu a denúncia da Lava Jato contra Mariano, a Trafigura não mais constava dela.

No portal da Lava Jato, a denúncia contra Mariano é sintetizada assim:

Síntese: Em 2006, a Petrobras contratou a Decal do Brasil para a prestação de serviços de armazenagem e acostagem de navios no Porto de Suape (PE), com prazo de duração de cinco anos. Ao final do contrato, havia resistência da estatal em realizar nova contratação da empresa, que insistia em renovar o contrato com preços majorados. Para resolver a situação a favor da Decal do Brasil, Mariano Marcondes Ferraz ajustou o pagamento de propina com Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimento da estatal petrolífera.

Na íntegra da denúncia apresentada, datada de 11/01/2017, o MPF encampa totalmente a versão de que Mariano operara apenas para a Decal. A Trafigura aparece em uma nota de rodapé, em uma citação do depoimento de Paulo Roberto Costa, com um sic – termo que serve para apontar inconsistências do autor original dos trechos citados. Isso, apesar da informação colhida pela Lava Jato de que Mariano estivera em 13 oportunidades na sede da Petrobras, todas em nome da Trafigura.

Em despacho no dia 02/03/2017 o juiz Sérgio Moro aceitou a denúncia. É uma sentença curta de 6 páginas. As duas primeiras são as referências de praxe ao esquema de corrupção na Petrobras.

Depois, sintetiza a denúncia contra Mariano, mencionando que a corrupção se destinava a beneficiar o grupo Trafigura e/ou Decal.

Igualmente, instruída com o teor do depoimento do colaborador Fernando Antonio Falcão Soares, no qual ele afirma haver participado de um jantar na residência de Paulo Roberto Costa, no qual estava também presente Mariano Marcondes Ferraz, e no qual teria sido discutida a renovação de contrato de aluguel de tanques que a empresa Trafigura mantida com a Petrobrás na Refinaria do Nordeste Abreu e Lima ­ RNEST, embora não tenha sido tratado especificamente do pagamento de propinas (anexo 15).

No despacho em que ordenou a prisão de Mariano, Moro deixava claro as dúvidas sobre as propinas, se provenientes da Trafigura ou da Decal.

Na página 6:

Não está totalmente claro se agiu, na ocasião, representando os interesses da Trafigura ou da Decal.

O despacho do juiz Sérgio Moro assegurava uma inédita tranquilidade a Mariano.

Tendo à sua frente um dos grandes lobistas internacionais, homem capaz de desvendar os segredos da corrupção da Trafigura no mundo, e tendo à sua mão a arma da delação premiada, Sérgio Moro e os procuradores nada fizeram.

No dia 17/10/2017 Mariano foi ouvido pelo próprio Moro e por procuradores.

Foi um interrogatório amável, de apenas 30 minutos, sem pegadinhas, sem agressividade. E sem nenhuma pergunta sobre a Trafigura.

https://www.youtube.com/watch?v=Eida6HeXCeo

No final, Moro indaga se alguém tem mais questão. Manifesta-se o procurador que considera o depoimento “bem completo” e se limita a indagar se houve algum contrato celebrado para disfarçar as propinas, entre outras perguntas igualmente irrelevantes. Quando saiu do Brasil? Passou a residir na Suíça? Todas as contas têm sua identificação? Quando saiu do Brasil deixou de pagar Imposto de Renda aqui?

Aos 27:52 minutos a audiência termina com uma formidável levantada de bola do procurador:

– Esse contrato da Decal com a Petrobras O senhor tem ideia de quanto representa de economia para a Petrobras em relação ao modelo anterior?

Modestamente, Mariano estimou em um ganho de R$ 30 milhões anuais para a Petrobras.

Seguiu-se uma breve sessão arrependimento de Mariano e a terminou com todos se dando por satisfeitos.

Movimento 6 – as razões inexplicadas

Como entender essa blindagem da Trafigura por parte da Lava Jato? Deslumbramento com um lobista internacional, frequentador do alto mundo, da mesma maneira que se deslumbraram com madames cariocas? Desinteresse pelo fato de não ter nada a declarar contra Lula? Displicência? Confirmação de que o único objetivo da Lava Jato era destruir as empresas brasileiras mais competitivas internacionalmente, especialmente as que atuavam na África? Suborno, através da indústria da delação premiada?

Hoje em dia, o portal da Lava Jato esmera-se em apresentar estatísticas sobre a maior operação anticorrupção do planeta. Não há explicações para o fato de ter estendido a rede, nela caído o principal tubarão da corrupção planetária, e a Lava Jato ter facilitado a sua fuga.

Não há explicações para a dupla vitória da Trafigura com a Lava Jato. De um lado, destruindo a influência brasileira em Angola, as principais concorrentes tanto no setor petrolífero quanto da infraestrutura, criminalizando financiamentos e até ação diplomática. De outro, por tê-la deixado escapar sem uma mancha sequer.

Manifestação do MPF

Em resposta às indagações do DCM e Jornal GGN, a Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Paraná, respondeu o seguinte.

Boa tarde

Prezado,
 
A denúncia e ação penal em andamento referem-se ao pagamento de propina relacionada ao contrato da Petrobras com a Decal. Os demais fatos seguem sob apuração.
 
Sobre colaboração, a força-tarefa do MPF/PR não faz comentários sobre supostas negociações de acordos ou a existência ou não dos mesmos.
 
Att.
 
Rubens Chueire Jr.

Assessoria de Comunicação – Ascom
Ministério Público Federal no Paraná

 

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36 comentários

  1. Lava Jata  a mais importante

    Lava Jata  a mais importante organização criminosa operando no Brasil – a partir de Curitiba – contra o Brasil, contra nossa soberania e independência internacional.

    Vale repetir comentários anteriores:

    “A máfia é forte porque se infiltra no Estado”, diz Vito Lo Monaco presidente do CENTRO STUDI PIO LA TORRE, Instituto Italiano responsável pelo Projeto Educativo Antimáfia.

    É a Justiça o menos transparente dos Poderes do Estado e, portanto, um campo fertil para infiltrações dessa natureza.

    ***

    Avoluma-se, dá-se consistência à hipótese de que Sérgio Moro, os membros da Força Tarefa do MPF e de parte da PF de Curitiba, como “uomini d’onore” – envolvidos na direção, condução e execução da denominada operação Lava Jato – integram uma organização criminosa – estruturada nos moldes da Mafia italiana – objetivando vantagens pessoais em benefício próprio ou de parceiros  políticos/partidários e internacionais com a destruição, entrega e dilapidação do patrimônio nacional.

    Essa hipótese de existência de uma organização criminosa integrada por esses indivíduos vem reforçada pela entrevista acima.

    Urge sejam, assim, representados às autoridades policiais, persecutórias e administrativas competentes. É o que se aguarda.

    ***

    A MÁFIA E SÉRGIO MORO

    1. MÁFIA. COMO É:

    A MÁFIA é uma organização criminosa constituída em pirâmides e redes (cosca)  de execução, proteção e chefias, tendo como característica particular a sua adaptação à sociedade, circunstâncias e tempo.

    – Uma dezena de homens de honra (uomini d’onore) formam uma família

    – Diversas famílias formam uma circunscrição de atuação estabelecendo territórios (mandamento)

    – Diversas circunscrições elegem um chefe (capo)

     

    2. SEUS AGENTES SÃO:

    2.a – criminosos comuns  (soldati) arregimentados para a execução de ações delituosas comuns ou violentas. Compõem a “linha de frente” da rede.

    2.b – homens de (aparente) honra, insuspeitos (uomini d’onore) não são criminosos comuns mas, ao contrário, sofisticados. São encarregados das relações institucionais e sociais da rede criminosa, revestindo-a de legalidade e insuspeitas, como também em dar proteção à “cosca” (rede mafiosa) e aos seus agentes. Estão infiltrados nos Governos, nos Parlamentos, nas Magistraturas, nos Ministérios Públicos, nas Polícias, nas Igrejas, nas mídias, nas Empresas Privadas e Públicas, nas Organizações Sociais… nem o Vaticano e a administração da Santa Sé se imunizaram a essa infiltração…

    “I’ uomini d’onore è il centro di un piccolo universo”

    2.c – dirigentes de circunscrição territorial chefes de comando regional e que escolhem o chefe geral (il capo)

    2.d – chefe geral (capo) da organização

     

    3. MORO. Participação no esquema: elementos visíveis de convicção dectados:

    – PROTEÇÃO. Aparente legalidade. Força (pública e social) do cargo, insuspeito.

    – ATUAÇÃO PROCESSUAL (inadequadas a quem tem a função de julgar) – persecutória, parcial, direcionada, estigmatizante  e política de um lado; de proteção, de outro lado, –  corrosiva, desconectada de (elementares) princípios constitucionais,  de direito material e processual fartamenente noticiada, comentada e analisada.

    – COMPORTAMENTO (pessoal) PÚBLICO midiático e social impróprios a um Magistrado como o seu relacionamento, por exemplo, com (a) imprensa comercial simpatizante formadora de opinião; (b) agências e corporações internacionais, tudo à saciedade noticiados e comentados.

    – RESULTADO. Consequente desmonte da indústria de base e tecnológica de ponta nacional; desemprego; desnacionalização de empresas, produção e serviços; diminuição da força produtiva do pais e da consequente arrecadação fiscal federal, estadual e municipal; corrupção dos princípios de direito universalmente aceitos. Esse resultado, a quem aproveita?…

     

  2. Gente do céu

    É só coisa ruim que sai quando se abre a tampa da Lava Jato.

    É o segundo tubarão que escapa das redes de Curitiba, sem nenhuma explicação (no campo da ética e da dignidade pública). O primeiro tubarão foram os irmãos Marinho na caso da Mossak.

    • Isto acontece porque a lava

      Isto acontece porque a lava rato não tem interesse em tubarões, somente em Lula.

      Desde quando a lava rato teve qualquer intenção de combate a corrupção?

      Creio estar mais do que provado que a lava rato é uma operação de corruptos para corruptos.

  3. o Estado e a Máfia…

    ficamos sabendo realmente quem é quem quando qualquer um dos dois passa a criar “modelos” para rapazes pobres e/ou falidos que não sabem resolver seus problemas…………………………

    selvageria entre anjos, não é selvageria, garante a mídia modelo

    os tais escritórios satélites

  4. Diretoria Internacional da Petrobras

    Pelo que consta no denso noticiário sobre os saques à PETROBRAS, a Diretoria Internacional esteve sob o comando de Nestor Cerveró e, depois, Zelada. O ladrão confesso Paulo Rloberto Costa se locupletou na Diretoria de Abastecimento.

  5. O tempo e as investigações

    O tempo e as investigações independentes, como esta do GGN e DCM irão comprovar que a lava jato é uma organização criminosa que tem por objetivo  destruir o PT e especialmente Lula, levar ao poder uma quadrilha que irá destruir os direitos sociais e trabalhistas, entregar o patrimônio público à iniciativa privada e transformar o Brasil em uma colônia do 3º mundo. Os maiores beneficiários desse crime, em termos geopolíticos, serão os Estados Unidos. É bastante provável que os mafiosos lavajatenses, em breve, passarão a residir na pátria de seus protetores.  

  6. Mais um crime do Dr. Moro

    PIMENTA: “MORO E PROCURADORES ESTÃO OMITINDO FATOS GRAVÍSSIMOS”

    O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) questiona, em vídeo divulgado nas redes sociais, o motivo de o juiz Sergio Moro ter negado pedido da defesa do ex-presidente Lula para acompanhar a perícia nos sistemas Drousys e MyWebDay, usados pela Odebrecht para gerenciar o pagamento de propinas; “Esse sistema contém a vida da Odebrecht, como a relação das empresas com governadores, prefeitos, integrantes do Judiciário, da mídia. Talvez surjam aí elementos e segredos guardados com absoluto sigilo, por interesse da Odebrecht e de grupos econômicos. Mas pelo Ministério Público? Pelo juiz Sergio Moro? Por quê?”, indaga Pimenta

     

    O vídeo com o deputado Paulo Pimenta se encontra no final dessa matéria encontrada no Brasil 247

     

  7. Em compensação

    Alguém poderia apontar algum, basta um, benefício importante e indiscutível (moral, ético, econômico, financeiro, social, político) que tal operação tenha trazido para o Brasil? Nem um milhão de Diógenes com lanternas possantes conseguiria encontrar. 

    • Excelente discurso do Senador

      Excelente discurso do Senador Roberto Requião. 

      Elemento a mais à forte convicção da hipótese de constituirem o membros operadores da operação Lava Jato (Sérgio Moro, MPF e PF de Curitiba) a mais importante organização criminosa operando no Brasil

      À difulgação o vídeo acima.

       

  8. Nassif é um craque nos
    Nassif é um craque nos mergulhos profundos que ele faz no Mar pantanoso e vasto da corrupção.Nenhum jornalista brasileiro o supera nesse terreno.Neste texto longo e delicioso fica caracterizado que essa Operação Lava Jato foi pensada de fora para dentro,a concluir-se que não seria um bunda suja como Sérgio Moro e seus Procuradores Sapecas tivessem a sapiência de monta-lá.Confesso que fiquei Trafigurado.

  9. softwaremente falando de corrupção…

    mais propiamente desse tipo de combate, será que já podemos desconfiar que o delator cria a aplicação?

    os procuradores testam?

    e os juízes depuram?

  10. Como a Lava Jato beneficiou a principal concorrente do Brasil

    acompanhando a série A INDÚSTRIA DA DELAÇÃO PREMIADA, e pensando também a respeito de seus próximos capítulos, é impossível não retornar àquela outra fatídica noite de 16/03/2016: por que o Governo Dilma, Lula, o PT, a CUT e demais aliados, de posse de informações deste tipo não contra atacaram imediatamente?

    ou alguém ainda seria ingênuo o suficiente para considerar que não se sabia do que estava em jogo, do que estava em curso? mesmo depois dos vazamentos de Snowden? (em 01/09/2013: revelado que Dilma Roussef foi alvo de espionagem da NSA). tinham acesso a todo o aparato do Estado, e não sabiam?

    a grande pergunta que vai ter que ser respondida é: por que Dilma e Lula permaneceram inertes? por que jamais estiveram a altura do desafio que a História lhe colocou?

    ainda há muita podridão no Golpe de 2016 para via à tona. lastimavelmente, nem todas vindas do lado dos golpistas…

    por onde se analise, seja qual faceta for, sob qualquer ponto de vista, temos um setor dominante (empresarial, político, judicial, militar) completamente incapaz de gerir de modo minimanente viável o país.

    parece ainda haver muito fundo no poço.

    vídeo: Lula nomeado Ministro, Moro retira sigilo das investigações – Jornal Nacional – 16/03/2016

    [video: https://www.youtube.com/watch?v=WKCS0Ej3z_k%5D

    .

    • Será que Dilma e Lula tinham

      Será que Dilma e Lula tinham algum poder de contra ataque?

      Ou será que já estava tudo dominado pelos golpistas?

      Olhando o presente, acreedito na segunda hipótese.

      • Como a Lava Jato beneficiou a principal concorrente do Brasil

        -> Será que Dilma e Lula tinham algum poder de contra ataque?

        se depois de 13 anos governando vc considera que não tinha condição de se contrapor, pq teriam ao voltar hipoteticamente ao governo em 2018?

        sabe o que o pato amarelo disse ao pato vermelho?

        .

        .

    • Atacar a vítima; preservar o algoz

      arkx

      Leio os seus posts e verifico que SEMPRE você minimiza a ação dos golpistas e faz SEMPRE questão de colocar Dilma e Lula como omissos e responsáveis pelo golpe.

      É claro que Lula, Dilma e o PT tem parcela de responsabilidade pelo golpe. Porém, não são os responsáveis pelo golpe. São, antes de tudo, vítimas do golpe da mesma forma que o povo trabalhador brasileiro.

      Uma dúvida: você é filiado ao PSTU ?

      • Como a Lava Jato beneficiou a principal concorrente do Brasil

        -> Leio os seus posts

        -> Uma dúvida: você é filiado ao PSTU ?

        e se fosse? que tipo que conversa é esta? seria o mesmo se alguém lhe perguntasse se vc é gay ou se sua mãe é prostituta! é o mesmo se eu lhe perguntasse se vc tem insuficiência cognitiva! preconceito, discriminação e autoritarismo

        mentira que vc lê o que escrevo. caso lesse jamais perguntaria se sou filiado a PSTU ou qualquer partido. vc faz parte da “pequena burguesia Lulista”, membros de uma seita que só se importam com as críticas ao Grande Lider.

        .

  11. Os procuradores da Lava Jato

    Os procuradores da Lava Jato e o juiz Moro são muito criteriosos na hora de definir em quem aplicarão o rigor das leis e, em quem aplicarão a benevolência da prevaricação.

    Mas eles podem, afinal, são tucanos e fundaram a República de Curitiba.

  12. “O Comandante Máximo da Organização Criminosa!”

    É o que disse o dalanol, o evangelista, sobre o Lula.

    Na série lava jato – A Lei É Para Todos os Ferrados Pretos e Pobres – do pessoal barra pesada do jornalismo brasileiro, a galera do GGN e do DCM, já ando perdendo a conta em meio a tantos zeros.

    Pelo sim, pelo não, vou dar um pulo ali na sede do partido, do PT, e ver se tem algum guardado para mim, ver com a gangue vermelha a parte que me cabe…ou será que o Lulão, o comandante, ficou com tudo?

    Tem zero demais aí, depois do quinto complica muito para um simples mortadela.

    Novamente e sempre, parabéns Nassa! E não se esqueça: guarde as costas!

  13. Com certeza é um caso entre

    Com certeza é um caso entre muitos outros. Porque hoje está claro o que motivou a lava a jato. E não veio de Curitiba. O buraco é mais em cima. Acima da linha do equador, para ser mais preciso.

    PS: Faz parte desse quadro de lesa-pátria o que relata o comandante Othon em entrevista à Monica Bérgamo.

  14. As vísceras da ORCRIM lavajateira expostas à luz solar

    Há mais de três anos, desde que foi deflagrada a operação midiático-policial-judicial apelidada de ‘Lava a Jato’ eu a chamei pelo que de fato sempre foi: uma ORCRIM institucional composta por policiais federais, procuradores do MP e juízes. O PIG/PPV é outra ORCRIM instictucional, porém já conhecida pela maioria dos brasileiros. Em comentários e artigos venho mostrando que o sistema judiciário brasiliero foi cooptado pelo alto comando internacional do golpe – que fica nos EEUU.

    As oligarquias escravocratas, plutocratas, cleptocratas, privatistas e entreguistas (aí inclusas a banca financeira internacional e nacional, o empresariado vira-lata, os cartéis do petróleo e do setor energétco e mineral, os sonegadores do agronegócio, etc.) têm nas quadrilhas do PSDB, do PMDB, do PP, do PSC, do PSD e quejandos seus representantes no arremedo de política partidária, mas é no sistema judiciário que essas oligarquias têm, de fato, seus fiéis e legítimos representantes e defensores.

    A ORCRIM lavajateira com esses pseudo-moralistas da laia de deltan dallagnol, carlos fernando dos santos lima, sérgio moro e demais integrantes dessa organização criminosa institucioanal só engana os que desejam ser enganados. A mim os lavajateiros NUNCA enganaram. 

    Essa série de reportagens do GGN e do DCM tem um valor inestimável, pois expõe as visceras dessa ORCRIM que se traveste de uma operação de combate à corrupção. A Fraude a Jato é, na verdade, a maior das corrupções, pois corrompeu de forma irremediável a burocracia estatal, essa que não é eleita nem está submetida ao crivo do voto  popular, a qual age de forma criminosa, despótica e tirana, usando o monopólio da violência estatal para fins político-partidários, como se vê desde 2005 (com aquele farsesco, midiático, fraudulento e criminoso processo e julgamento da AP-470, que condenou líderes polítcos do PT SEM QUALQUER PROVA), retomado em 2013, com desfecho em 2016, com a derrubada do governo legítimo, substituído pelas quadrilhas que  hoje apóiam e acompanham o chefete, Michel Temer.

    Essas reportagens demolidoras têm mostrado que o papel das ORCRIMs judiciárias foi – e continua sendo – muito mais nefasto do que o das quadrilhas da política, embora isso não seja percebido pelas maltas e matilhas, cegadas pelo ódio e manipuladas pelo PIG/PPV. As ORCRIMs judiciárias, assim como as oligarquias da bufunfa são prepostos do alto comando internacional do golpe, que fica nos EUA. Essa verdade, por mim e por outros afirmada há mais de três anos, tem sido confirmada, PROVADA cabalmente pelo jornalismo independente, hoje restrito aos blogs e portais progressistas.

    As formiguinhas do jornalismo independente estão incomodando muito mais os golpsitas e criminosos de Estado do que os elefantes obesos do PIG/PPV, sempre golpistas, privatistas e entreguistas.

     

  15. Além de tudo, mal informado o assessor.

    “ATT.” NÃO SIGNIFICA “ATENCIOSAMENTE”.

    Muita gente em ambiente corporativo gosta de colocar um “Att.” no final do e-mail como se fosse uma abreviação de “Atenciosamente” (aliás, que atenciosa é a pessoa que não tem nem tempo de te escrever “Atenciosamente”, mas enfim…). “ATT” na verdade é a abreviação de “Attention” (“Atenção” em inglês). “Atenciosamente” não tem abreviação no português é é Atenciosamente mesmo.

  16. A cruzada moralista cuja

    A cruzada moralista cuja matriz mundial é o Departamento de Justiça dos EUA é altamente seletiva, Como dizia Roosevelt, que era dos bons politicos americanos, em relação a Anastacio Somoza, ditador da Nicaragua, quando lhe disseram ” Mas essa sujeito é um f…d.p…, Rooseevelt deu a resposta historica: “”Eu sei , mas ele é o nosso f…d..p…”.

    A cruzada mundial anti-corrupção por exemplo não viu nada demais em a EXXON, maior petroleira americana, assinar um

    acordo para exploração do pre-sal angolano em 2015 com a SONANGOL, um mega usina de corrupção, que enriqueceu toda a cupula angolana a começar pela lendaria Isabel dos Santos, filha do ex-Presidente e hoje a mulher mais rica da Africa, segundo a revista FORBES. A FIFA é corrupta, alvo do FBI mas e a SONANGOL? Como diria Roosevelt, “eles são os nossos corruptos”, ai o Compliance da EXXON não viu problema algum, com ladrões saindo pela janela.

    As grandes tradings de petroleo e minerios tem todas um pé nos EUA , a maior de todas, GLENCORE, antiga Marc Rich & Co.

    foi fundada por um americano, Marc Rich, hoje seu volume de negocios passa de US$1 trilhão por ano, depois vem a VITOL

    de Houston, metade da Glencore, US$500 bilhões ano, em terceiro a TRAFIGURA, um filhote da Glencore, US$350 bilhões ano,, com registro na Holanda.

    Essas tradings tem negocios mesclados com corrupção pelo mundo todo e nasceram nesse mercado, em escala de bilhões de dolares. Furam bloqueios e sanções, a Glencore furou o bloqueio da Africa do Sul no tempo do apartheid, passou por cima das sanções do programa alimentos por petroleo no Iraque de Saddam, furou o bloqueio da Rodesia, fazem qualquer negocio, não tem problema com mafiosos russos e das ex-republicas sovieticas que vendem petroleo por baixo dos panos,

    se pagam comissões na Asia, Oriente Medio, Africa, America Latina tambem lavam dinheiro em escala planetaria, cade

    o mitico DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA para processar essas usinas de dinheiro? Nunca se  ouviu falar, aliás Marc Rich, fundador da Glencore, foi processado, condenado à prisão e impedido de entrar nos EUA, sendo ele americano.

    No ultimo dia da Presidencia Clinton foi INDULTADO de todos os crimes e tev a multa de US$200 milhões CANCELADA.

    El e a ex-mulher, Denise Rich, tambem processada, Clinton só pode fazer isso sem ele mesmo sr processado porque

    tinha razões de Estado a seu lado, a Glencore tambem opera para o governo dos EUA. Alias a Glencore acaba de entrar no bloco de controle da grande mineradora brasileira PARANAPANEMA, indiretamente controlada pelo governo brasileiro através de fundos de pensão, agoratem a Glencore na mesma cama.

    Hà uma razão, essas empresas são BRAÇOS da geopolitica do petroleo, de armas, de minerio e de operações estrategicas do governo dos EUA, como era antes da Segunda Guerra e na Guerra Fria  a celebre INTERNATIONAL TELEPHONE AND TELEGRAPH CORP. a ITT, ativa em todo o planeta, foi ligada ao nazismo, as ditaduras da Hungria e Romenia,

    cuja monografia por Anthony Sampson é uma mega estoria de corrupção e espionagem por todo o planeta, inclusive no Chile em 1973 quando foi uma das causas da queda de Allende, foi muito ativa no Brasil em 1964 quando Brizola nacionalizou sua subsidiaria no Rio Grande, a Cia.Telefonica Nacional, sem pagar nada e eles se vingaram

    Essas empresas NÃO SÃO LIMPAS mas atendem a interesses estrategicos dos EUA e não se verá o DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA processando esse tipo de empresa em nenhuma circunstancia, ai se passa a borracha na corrupção.

    Os EUA assim como a maioria dos paises com projeto de poder tem o conceito de EMPRESAS ESTRATEGICAS DE INTERESSE DO ESTADO, porque elas são ARMAS OPERACIONAIS DO ESTADO, são protegidas por esse Estado

    de processos que empresas normais podem sofrer, elas não.

    O Brasil NUNCA teve essa noção e se permitiu destruir EMPRESAS ESTRATEGICAS em nome da moral.

    Copiam os EUA em tanta coisa e esqueceram de reparar nesse pqueno detalhe.

    E tem que cite os Estados Unidos como patronos dam moral, olha ai, até prenderam o Marin… e batem palmas.

    • Prezado senhor André

      Prezado senhor André Araújo

       

      Vi e acompanhei o processo de desmonte do softpower brasileiro na africa e caribe. Como já escrevi anteriormente aqui neste espaço, é despudorado o desmanche.

      Como parte do ESTADO, fico e ficamos estupefados de como outras carreiras e ESTADO e a elite financista tupiniquin comemoram tal disparate, a ponto de ver os comentaristas do J10 e o Teco hommer Simpson da coligada  festejarem o declínio das empreiteiras/ campeãs nacionaiis, tendo como efeito colateral, e reconhecido por eles,  o avanço do chineses aqui na Afríca.

      Precisamos de um Talleyrand…

  17. E nada disso interessa ao

    E nada disso interessa ao Estadão, à Folha ou ao insuspeito O Globo. Ao jornal Estado de S. Paulo interessa é fazer um editorial para reafirmar sua posição de apoio a Michel Temer e ao mesmo tempo atacar ao ex-presidente Lula. Mas falar do que é grave e importante, não interessa à imprensa brasileira. Não é por nada não que a população anda perdida. Não sabe mais o que pensar, em quem confiar, no que acreditar. 

    O que revolta, empregando a palavra usada pelo Almirante Othon, é que a Lava Jato é uma força usada contra um grupo, como o proprio cientista, e ao mesmo tempo, tem deixado o Pais nas mãos dos piores tipos que ja passaram pela politica. Não ha nenhum combate à corrupção na Lava Jato. E é um crime os jornais brasileiros esconderem e, pior, por não gostarem de Lula e do PT, apoiarem e instigarem esse tipo de justiçamento fascista.

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