10 de junho de 2026

Defesa aponta impressionismo para condenar filho de Lula na imprensa

"As vidas de Fábio e de suas empresas já foram devassadas por anos a fio, e nada de irregular foi revelado", apontam advogados
Foto: Reprodução

Jornal GGN – As reportagens sobre o filho do ex-presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, foram artimanhas do impressionismo para precipitadamente julgar, mesmo que ainda sem provas. As opiniões são dos advogados criminalista e tributarista Fábio Tofic Simantob e Marco Aurélio Carvalho, em artigo para a Folha de S.Paulo, nesta sexta-feira (20).

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

No artigo intitulado “o fugaz juízo das opiniões precipitadas”, os advogados, que atuam na defesa do filho de Lula, lembram que nas mãos da imprensa, qualquer julgamento tende a ser “mais impressionista do que realista”.

“Dados manipulados pela investigação ao calor das conveniências acabam despertando maior interesse do que os próprios fatos que são objeto da investigação. Basta colocar no título da matéria uma enorme cifra de dinheiro para criar uma suspeita que nenhuma análise lógica é capaz de anular”, anotaram.

As polêmicas chamadas que arrolam o filho de Lula como responsável de um suposto crime dificultam a análise do que é racional ou não dentro da apuração na Justiça. Tratam-se de suspeitas da força-tarefa de Curitiba de que o Fábio teria ocultado informações sobre o imóvel aonde reside, e que o objetivo seria “ocultar vantagens recebidas da Oi” por meio de outras empresas.

Os advogados desmentem a suspeita com uma simples afirmação: “Há, porém, um elemento de irracionalidade nessa tese que passou despercebido. Fábio Luís não só tem participação acionária como é diretor-presidente da Gamecorp”, escreveram, completando: “Não há mistério, nem segredo”.

O impressionismo estaria também, segundo Simantob e Carvalho, nos números divulgados pelos jornais: “fala-se em dezenas de milhões de reais”, sem especificar que se trata da “somatória de tudo que a Gamecorp recebeu ao longo de 12 anos de serviços prestados pela empresa, que chegou a ter quase 200 funcionários”.

“As vidas de Fábio e de suas empresas já foram devassadas por anos a fio, e nada de irregular foi revelado”. Concluindo: “Se a Lava Jato quiser chamar essa colaboração de mentirosa terá que anular três anos de operação. Será um bom teste para a credibilidade e a imparcialidade das investigações.”

 

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Tadeu Silva

    20 de dezembro de 2019 11:36 am

    Cadê o Januário?

Recomendados para você

Recomendados