“Deixamos a política fora dos autos”, diz Laurita Vaz sobre rumos de investigação de Marielle

Receios são de que o envio para a Polícia Federal, agora com nova direção determinada por Jair Bolsonaro, poderá alterar o andamento das investigações

Foto: Reprodução

Jornal GGN – As investigações sobre o assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes estão nas mãos de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mais especificamente da ministra Laurita Vaz. Ela é relatora do pedido de federalização dos processos sobre os autores dos crimes, o que na prática decidirá se os assassinatos serão investigados pelo Ministério Público e Polícia estaduais ou federais.

Mais de um ano após os assassinatos de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018, o caso que é conduzido pelos órgãos estaduais ainda não foi concluído, mas já obteve avanço. Atualmente, as mortes estão a cargo do MP do Rio e pela Polícia Civil do estado. Caso seja aceito, o envio para a Polícia Federal, agora recentemente com nova direção determinada por Jair Bolsonaro, poderá alterar o andamento das investigações

Essa decisão caberá à Terceira Seção do STJ, em julgamento marcado para o próximo dia 27 de maio. E espera-se que a relatora do processo, Laurita Vaz, apesar de não afirmar qual será seu posicionamento, deve negar o envio para a jurisdição federal.

Em entrevista à revista Veja, a ministra afirmou que deixará “a política fora dos autos”. “É melhor para todos”, completou, sem justificar se era uma referência à negativa do envio à competência federal. “A perspectiva desse e de todos os julgamentos que ocorrem no Superior Tribunal de Justiça é estritamente jurídica”, disse, também.

O ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, havia defendido a permanência do caso na polícia estadual do Rio. Questionada se a saída de Moro da pasta influirá em uma mudança na decisão da relatora sobre o processo, a ministra negou, dizendo que não há “nenhuma possibilidade” de impactar no andamento do processo.

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2 comentários

  1. Se a motivação do crime foi política, e os indícios levam a crer que sim, então o crime não será apurado nem os mandantes serão punidos.

  2. Essa ministreca seria cômica não fosse trágica: obviamente que seu julgamento será político, como sempre. Haja paciência com a repetição dessas ladainhas.
    Aliás, a estar correta a gramática, ela considera o processo como “esse” aí e não como “este” aqui.
    Ou seja, não lhe diz respeito o desfecho…

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