Jornal GGN – O ex-ministro José Dirceu se apresentou, por volta das 21h40 da noite desta sexta-feira (17), na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, após a determinação da segunda instância de que ele deveria começar a cumprir a condenação de 8 anos e 10 meses.
Pela manhã, a defesa do ex-ministro já havia informado que ele iria se entregar: “Como sempre José Dirceu respeitará a decisão e se entregará espontaneamente”, disse o criminalista Roberto Podval, defensor de Dirceu.
A determinação da execução foi do substituto na Vara Federal de Curitiba, Luis Antonio Bonat, para o cumprimento da pena de 8 anos e 10 meses de prisão, após a segunda instância rejeitar o recurso de Dirceu.
A decisão, contudo, não partiu de Bonat, que apenas fez cumprir a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que havia negado o recurso de Dirceu contra a condenação e havia solicitado “a imediata expedição de ofício ao MM. Juiz Federal para que inicie a execução provisória da pena”.
“Por fim, expeça-se, conforme determinado pelo Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª Região, mandado de prisão em face de José Dirceu de Oliveira e Silva, para início do cumprimento provisório da pena, e encaminhe-se à autoridade policial para cumprimento”, havia despachado o juiz.
É a segunda condenação de Dirceu na Lava Jato. A primeira foi determinada pelo ex-juiz Sérgio Moro, em março de 2017.
Em mensagem ao PT, o ex-ministro disse que estava preparado “para mais essa trincheira de luta”: “Eu me preparei pra isso, vou retomar o segundo volume lá [do livro de memórias], vou ler mais, manter a saúde. Vamos vencer”, afirmou.
E disse para que os que estão do outro lado “da trincheira” também seguirem na luta: “Fiquem aí na trincheira de vocês, que é a nossa. O Brasil já está mudando. O vulcão embaixo do país, de jovens e mulheres, vai entrar em erupção, como já está acontecendo”.
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