A 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) decidiu, nesta quarta-feira (6) trancar uma ação penal contra o ex-presidente da Vale Fabio Schvartsman pelo rompimento da barragem de Brumadinho (MG), em janeiro de 2019, em que o ex-executivo é acusado de homicídio doloso e crimes ambientais.
Para a maioria dos magistrados, o Ministério Público Federal (MPF) não conseguiu comprovar que Schvartsman sabia que a conduta dos subordinados da Vale poderia resultar no rompimento da barragem.
Familiares clamam por Justiça
Também nesta quarta-feira, as famílias de vítimas da tragédia de Brumadinho participaram da sessão solene da Câmara dos Deputados em homenagem aos 272 mortos no desastre, a fim de cobrar providências judiciais para que a tragédia não fique impune.
Os manifestantes cobraram ainda políticas para prevenir novos acidentes.
“A gente deixa aqui o nosso grito e a nossa existência, que é por justiça, que é por memória, porque é por amor a eles que nós estamos aqui. Nós nunca esqueceremos e também não permitiremos que sejam esquecidos”, disse Andresa Rodrigues, presidente Associação dos Familiares de Vítimas de Brumadinho (Avabrum).
A presidente da Avabrum e o coordenador da comissão externa da Câmara que investiga o rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho, o deputado Rogério Correia (PT-MG), reiteraram que a Vale sabia sim do risco de acidente de forma antecipada e não tomou providências para evitar centenas de mortes.
*Com informações do site Conjur e da Câmara dos Deputados
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