Um ex-dirigente da Caixa Econômica Federal foi demitido por justa causa após a comprovação da prática de assédio moral e sexual. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira (22/11).
Funcionário de carreira, Antônio Carlos Ferreira de Sousa, estava afastado do cargo desde julho de 2022, quando sugiram denúncias de assédio sexual e moral durante a presidência de Pedro Guimarães, que comandou o banco entre 2019 e 2022.
Os atos ocorreram nas Vice-Presidências de Estratégia e Pessoas (VIEPE) e de Logística e Operações (VILOP) da CEF e foram denunciados por meio do canal Contato Seguro da Caixa. A gravidade das denúncias levou a apuração à Corregedoria-Geral da União, que confirmou a veracidade dos relatos.
De acordo com a investigação, o assédio moral se manifestava por meio de tratamento desrespeitoso, humilhações constantes, ameaças e constrangimento aos trabalhadores. Já o assédio sexual incluía condutas como elogios inadequados, insinuações de cunho sexual e convites insistentes, gerando intimidação e desconforto às vítimas.
Em junho de 2022, surgiram denúncias em série de casos de assédio sexual e moral durante a gestão de Pedro Guimarães na Caixa. Imediatamente após a divulgação dos relatos, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho passaram a investigar os casos.
Além do então presidente, vice-presidentes e diretores foram acusados. Por conta das apurações, Guimarães pediu demissão no dia seguinte à publicação das denúncias, e outros vice-presidentes do banco renunciaram em seguida.
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