5 de junho de 2026

Ex-médico Farah Jorge Farah condenado por crime de 2003

Enviado por antonio francisco

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Ex-médico Farah Jorge Farah é condenado por matar paciente em 2003

Após quatro dias de julgamento, Farah Jorge Farah, de 64 anos, foi condenado nesta quinta-feira (15) a 16 anos de prisão em regime fechado, por matar e esquartejar sua paciente e amante Maria do Carmo, em 2003. O ex-médico tem direito de recorrer da sentença ainda em liberdade já que respondia o processo em liberdade.

O ex-cirurgião foi preso três dias depois de ter matado a amante Maria do Carmo Alves, de 49 anos, com requintes de crueldade, em 2003. Foi solto em 2007 e aguardava o julgamento em liberdade por causa de um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal.

A parte mais chocante do caso prescreveu no ano passado. Isso porque a Justiça decretou prescrito o crime de ocultação de cadáver. Para esconder o corpo de Maria do Carmo, segundo a promotoria, Farah retirou a pele da vítima cirurgicamente do rosto, mãos e pés, dividindo-a em pedaços e guardando-a no porta-malas do carro.
A principal tese da defesa foi que o ex-cirurgião estava fora de si e não pode ser julgado pelos crimes que cometeu naquele momento. Farah usou no interrogatório uma voz suave, com o mesmo tom descrito pelos peritos do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), que o declararam lúcido, mas com personalidade “dramática”. O réu contou que sentiu vontade de morrer no dia em que matou a vítima. “Ainda tenho vontade de morrer.”

“Eu não estava no meu normal e não lembro de nada, nem de colocar os sacos no carro”, disse ele. “Foi terrível. Não dá pra lembrar, pois não foi premeditado e nem consciente. No domingo, quando caiu minha ficha e me dei conta do que havia ocorrido, eu disse que queria morrer e talvez eu ainda queira”, afirmou o ex-cirurgião.

Segundo Farah, o assassinato foi um ato de “legítima defesa” pela sua vida e por seu pai e sua mãe. Ambos foram citados constantemente no depoimento – o laudo oficial feito a pedido do juiz afirmou que Farah tinha sérios problemas por causa do relacionamento com os pais, no qual a mãe assumia um poder fálico na sua mente.

Já a acusação utilizou um outro lado elaborado no processo que cassou a licença para Farah exercer a profissão. Dois médicos que participaram da junta que analisou o réu foram testemunhas da Promotoria na segunda-feira. Ambos descreveram Farah como um ser humano com personalidade “dramática” e descartaram que ele possa sofrer de um problema mental ou estivesse incapaz quando cometeu o crime.

…………………..

O crime do ex-médico transitou algumas vezes no STF:

 

Sexta-feira, 31 de julho de 2009

09:00     – Condenado pelo assassinato da namorada pede relaxamento da prisão preventiva

Quarta-feira, 30 de maio de 2007

18:40     – Íntegra do voto do ministro Gilmar Mendes no julgamento do caso Farah

Terça-feira, 29 de maio de 2007

17:52     – 2ª Turma do STF concede habeas corpus para Farah Jorge Farah

Terça-feira, 17 de outubro de 2006

19:15     – 2ª Turma exclui crime de fraude processual de cirurgião que matou e esquartejou ex-namorada

Terça-feira, 03 de outubro de 2006

16:12     – Suspenso julgamento de HC de cirurgião que matou e esquartejou ex-namorada

Segunda-feira, 10 de julho de 2006

11:15     – STF indefere pedido de suspensão de prisão preventiva a Jorge Farah

Quinta-feira, 06 de julho de 2006

11:34     – Cirurgião que matou e esquartejou ex-namorada pede suspensão de prisão preventiva

Segunda-feira, 29 de maio de 2006

19:22     – Ministro indefere liminar em HC a cirurgião que matou e esquartejou ex-namorada

Quinta-feira, 11 de maio de 2006

09:51     – Cirurgião que matou e esquartejou ex-namorada pede HC

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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5 Comentários
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  1. DUDE

    16 de maio de 2014 1:28 pm

    E O ZÉ DIRCEU ESTÁ LÁ NA PAPUDA EM REGIME FECHADO

    Dá para encarar a justiça brasileira.

    Enquanto Farah recorre em liberdade, o Zé Dirceu, sem condições de recorrer a ninguém, está lá, na Papuda, preso em regime fechado.

     

  2. MarFig

    16 de maio de 2014 2:09 pm

    11 anos depois e ainda pode

    11 anos depois e ainda pode recorrer em liberdade. E o cara matou e esquartejou. Que saco essa justiça do Brasil.

  3. Liduina

    16 de maio de 2014 10:00 pm

    O goleiro Bruno teve o mesmo

    O goleiro Bruno teve o mesmo tratamento?

  4. marcio gaúcho

    17 de maio de 2014 1:48 am

    É COVARDE!

    Cometeu um ato de extrema crueldade e covardia contra um indefeso, se faz de coitadinho e, ainda, por maior covardia, não tem coragem nem de se matar!

  5. maria rodrigues

    17 de maio de 2014 11:17 am

    O sujeito é médico, recebe

    O sujeito é médico, recebe uma mulher em seu consultório, matá-a, esquartejá-a, esconde o corpo dentro da mala do carro, é julgado culpado e posteriormente se anula a decisão, para somente anos depois ser julgado novamente, pegando uma condenação mínima, e saindo em liberdade. Impunidade pura. Do que sabemos, a única pena, que foi realmente pena para esse esquartejador, foi ele ter deixado de ser médico.

    Enquanto isso, José Dirceu, que não ofereceu à Justiça nenhuma prova de má conduta, está preso em regime fechado, quandos eria semi-aberto pela decisão do STF, sendo escrachado, humilhado todos os dias, não pode, sequer, trabalhar. 

    Essa é a justiça brasileira, que deve ser escrita com j minúsculo, tal a sua insignificância, a sua desmoralização.

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