O país enfrentou uma série de atos organizados para desacreditar o resultado das eleições presidenciais realizadas em 2022, incitar um levante das Forças Armadas e impedir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de assumir o mandato, segundo o ministro da Justiça, Flávio Dino.
Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Dino ressalta que existe uma inteligência por trás dos movimentos antidemocráticos registrados no país, que culminaram com a invasão de militantes bolsonaristas à Praça dos Três Poderes em 08 de janeiro.
“Houve pessoas que sabotaram o planejamento que foi feito em 6 e 7 de janeiro (…) Miraculosamente, o mesmo sistema que funcionou uma semana antes para 300 mil pessoas depois não dá conta de 5 mil? Não tem lógica, e portanto fica evidente que houve uma intencionalidade de sabotagem, no sentido de que aquilo que foi pactuado no dia 6 não foi feito, sobretudo no que se refere ao policiamento ostensivo, que constitucionalmente compete à Polícia Militar do Distrito Federal”, afirma o ministro.
Dino afirma que tanto ele como o então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e a então vice-governadora Celina Leão viram o que aconteceu, assim como o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha.
“Viram que a Polícia Militar estava em contingente ínfimo, despreparado, não estava equipado. As linhas previstas, os bloqueios não funcionaram. Mas como? Se funcionaram no dia 1º? Então houve um engendramento que passou por civis, por agentes militares, e os nomes estão aparecendo”, afirma o ministro.
De acordo com o ministro, a articulação institucional e a presença popular impediram que houvesse algum tipo de atentado – “lembrem que o cidadão que está preso pela participação no ataque à bomba estava fazendo treinamento de sniper para dar um tiro de longa distância. Tudo isso está documentado”, ressalta.
WWagner Indigo
26 de fevereiro de 2023 2:49 pmEnquanto Dino ” acha” ,o Professor Chico Teixeira UFRJ , diz que os Generais envolvidos da Intentona , estão sendo promovidos !!! Um para a Espanha outro para o Batalhão de formação de soldados para atuarem na GLO !!!
Antônio
26 de fevereiro de 2023 2:55 pmClaro que teve um serviço de inteligência O GSI sob o comando indireto do pequeno Heleno e do seu superior hierárquico Walter Braga Neto. Por favor não me venha com esse papo de que o ogro do Bolsonaro está por de trás de tudo isso. Só tenho uma dúvida: Será que o governo Lula terá coragem o suficiente para dar nome (pequeno Heleno e Braga Neto) aos verdadeiros arquitetos do golpe?
Jean Claude Deux
26 de fevereiro de 2023 5:35 pmTudo indica que o núcleo central “inteligente” da intentona golpista se situou no comando militar (GSI e outros)… então, não adianta só prender “manés”golpistas, muitos deles recebendo dinheiro e marmitas para destruir os prédios dos 3 poderes, há de se ter provas concretas e inculpar severamente os golpistas fardados… só assim se prevenirá outras tentativas de golpe contra a frágil e jovem democracia brasileira!!!
Carlos Lima
26 de fevereiro de 2023 5:59 pmNossa Dino, descubriu isso agora? Faça uma analogia do discurso de ódio onde os EUA, operaram golpes, tipo, Síria exército Islâmico, Afeganistão talibã, Ucrânia exército AZOV, no Brasil, só não teve coisa pior, porque os EUA, não lhes interessava naquele momento. Não sejamos ingênuos, a quem e a que interessáva tanta arma no Brasil? Por isso minha indignação com aquele voto louço e covarde do LULA na ONU.
Milton
27 de fevereiro de 2023 8:59 amAo belo texto de Tatiane aduzo reflexões abaixo.
No Brasil, ao contrário do Uruguay e Argentina, o sistema persecutório do Estado não avança na condenação dos bandidos da direita.
A lava-jato escancarou a união de bandidos direitistas e mídia. Ali houve a conjunção que gestou e pariu Bolsonaro presidente.
Hoje, após o horror do 8 de janeiro e ensaios anteriores, segue a conhecida trajetória:
– conversas ao redor do tema central,
– sondagens acerca dos limites impostos pelo “sistema”
– amostragem de ações de contenção e criminalização dos bagrinhos – a massa de manobra,
– exposição do passo a passo para chegar aos intermediários,
– já são lançados os sinais de que pegar os mandantes “será difícil”.
A fumaça branca já indica que “possìvelmente” o mandante maior e o escalão superior não será incomodado.
A peça teatral comportará ações judiciais e multas para encorpar o enredo e distrair a platéia, aguardando o próximo horror para encher a telinha.
Os 700 mil mortos da pandêmia e o genocídio do povo ianomami são outros abacaxis que serão da mesma forma descascados.
Fogo lento e muita fumaça.
A tragédia no litoral paulista é um dolorido motivo para decaimento do tema central.