
Da esq. para a dir.: A secretária Elaine Vogel, o prefeito Jamil Ono, Luiz Roberto dos Santos e o vereador Cristiano durante reunião no Palácio dos Bandeirantes em dezembro de 2015.
Jornal GGN – De acordo com as investigações da Operação Alba Branca, Luiz Roberto dos Santos – conhecida como “Moita” – então braço direito do secretário-chefe da Casa Civil do governo Alckmin, operava para a máfia da merenda de sua sal no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista,
Segundo relatório policial, o ‘Moita’ mantinha contatos, de seu próprio gabinete, com suspeitos de fraudar licitações e superfaturar produtos agrícolas destinados à merenda escolar. Um dia antes da deflagração da operação, Luiz Roberto foi demitido do cargo de confiança e voltou para sua função de origem, na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Os grampos mostram Luiz Roberto dos Santos orientando o lobista Marcelo Ferreira Júlio, que é apontado como operador das propinas da organização que fraudava as licitações.
Do Estadão
A Operação Alba Branca revela que Luiz Roberto dos Santos, o “Moita”, então braço direito do secretário-chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin, operava para a quadrilha da merenda escolar de sua sala no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. “Moita” caiu no grampo da Polícia Civil várias vezes dizendo a interlocutores “tô no Palácio”.
Relatório policial mostra que ele mantinha sucessivos contatos ao celular, de seu próprio gabinete, com integrantes da organização sob suspeita de fraudar licitações e superfaturar produtos agrícolas e suco de laranja destinados à merenda.
Um dia antes da deflagração da Alba Branca, “Moita” foi demitido do cargo de confiança que ocupava. O secretário Edson Aparecido o devolveu à função de origem na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Boa parte dos grampos pega “Moita” orientando o lobista Marcel Ferreira Júlio, apontado como operador de propinas da organização que se infiltrou em pelo menos 22 prefeituras paulistas e mirava em contratos da Secretaria da Educação do Estado. “Moita” fala sempre de um número de celular e diz que está “no Palácio”.
O dossiê Alba Branca indica o campo de ação de “Moita”. Ele age diretamente para atender aos interesses da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar), apontada como carro-chefe da fraude.
O presidente da Coaf, Cássio Chebabi, confessou à polícia e ao Ministério Público como era o trabalho de “cooptação” de gestores municipais e que as propinas pagas eram equivalentes a 10% sobre o valor dos contratos. Segundo ele, “quando a Coaf atrasava (as comissões), devido a dificuldades financeiras, eram feitas retaliações e ameaças”.
“As apurações demonstraram que Marcel trabalhou em duas frentes para a Coaf. A primeira, num contrato firmado com a Secretaria de Educação do Estado, onde aparentemente se deu a participação de “Moita” e, a segunda, “em contratos firmados com Prefeituras”, diz o relatório policial.
A atuação de “Moita” é incisiva, atestam os investigadores. Uma interceptação pegou o então assessor de Edson Aparecido sugerindo ao lobista Marcel Ferreira Júlio que pedisse reequilíbrio financeiro de contrato de merenda, e não aditamento. “Moita” contou que tinha falado antes com Fernando Padula, na época chefe de gabinete da Educação, de quem disse ter recebido a orientação.
Documento
“As interceptações trouxeram a lume a participação no esquema dos indivíduos apontados como ‘Moita’ e Alex”, destaca o inquérito. “Marcel menciona mais de uma vez que Alex, que seria da Executiva do PMDB, iria fazer o primeiro contato com prefeitos para depois a prefeitura ser visitada pelos vendedores da Coaf. A partir daí, o órgão público é visitado, já com a proposta da comissão, negociada de acordo com o valor do contrato pactuado.”
O relatório assinala que “os valores enviados em espécie para Marcel pelo vendedor César (Bertholino) se deu em razão do contrato firmado entre a Coaf e a Secretaria de Educação”.
O documento, de 7 de janeiro, é subscrito pelos delegados de polícia Mário José Gonçalves, presidente do inquérito, Paulo Roberto Montelli e João Vitor Silvério.
“Sobre este tema o investigado Marcel se refere diretamente ao indivíduo apontado como ‘Moita’ e conversa com ele sobre o assunto. As informações trazidas por eles mesmos nas conversas se trata de Luiz Roberto dos Santos, atual chefe de Gabinete da Casa Civil de São Paulo, conhecido também por ‘Luiz Moita’, o qual demonstra nas conversas interceptadas saber e interferir nos assuntos de interesse da Coaf e que estaria agindo diretamente num contrato da cooperativa com o Estado, cujo reajuste de preço deveria ser tratado como ‘reequilíbrio financeiro’.”
Segundo a Polícia, os grampos “demonstram que ‘Moita’ mostra claramente estar íntimo de César e que se imiscui, profundamente, nos assuntos da Coaf”.
No dia 4 de dezembro de 2015, às 12h34, “Moita” liga para Marcel.
“Moita”: Eu tava enrolado com esse negócio de escola prá cima e prá baixo, não dá nem prá eu pensar nas minhas coisas, mil e duzentos, mil e trezentos, mil e quatrocentos, mil e quinhentos o mínimo.
Marcel: Ah, então não é melhor eu te mandar isso aí prá segunda, você tá hoje trabalhando?
“Moita”: Eu tô no Palácio.
Marcel: Até que horas você fica?
“Moita”: Até as 6, eu não saio antes.
Marcel: Fica tranquilo, pelo menos a gente já matamos os dois, e o da Coaf. Eles estão chegando na terça-feira aqui com o freezer da Coaf e eu já te cobro também.
“Moita”: Tá bom, valeu.
No mesmo dia, às 15h09, “Moita” informa o lobista sobre a queda do então secretário da Educação, Herman Voorwald – na ocasião, o governo Alckmin vivia uma etapa de grande tensão com os estudantes que ocupavam dezenas de escolas em protesto contra projeto de reorganização do ensino.
Na conversa, “Moita” citou o nome de Fernando Padula, então chefe de gabinete da Educação.
Os dois falam sobre um contrato da Coaf com a pasta.
“Moita”: Tudo bem graças a Deus acabei de falar com o Padula.
Marcel: Opa.
“Moita”: E ele entende, assim como eu, que não é aditivo tá, é reequilíbrio financeiro.
Marcel: Ah, então tem que pedir por reequilíbrio né.
“Moita”: É, não põe aditivo porque você não tá mantendo o preço. Cê tá pedindo a atualização monetária de dólar, aquelas coisas entendeu. Então, tem que tirar aditivo lá, ele falou que vai mandar pro departamento, tá, ele não garantia porque também tá pendurado lá agora, você sabe né.
Marcel: Eu sei isso.
“Moita”: Caiu o Herman, viu.
Marcel: Não sabia, não sabia.
“Moita”: Então, ele é o cara que tava na frente com isso, eu nem sei se continua, então protocola logo.
O ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo Alckmin Luiz Roberto dos Santos “Moita” não respondeu aos contatos da reportagem.
Alessandroaf
1 de fevereiro de 2016 5:06 pmPerda de tempo
É tucano?
Não acontecerá nada. NInguém será preso.
Nem com a ajuda do MP da Suíça acontecerá alguma coisa.
Agora vcs viram o isopor que o Lula carregava? Aquilo é importado hein?
Sinais exteriores de riqueza. Comprova como? Em nome de quem tava o isopor?
Alô, alô Veja. Alô, alô Veja 2.0. Alô, alô O Globo e FSP.
Invicto, contando e aceitando apostas.
2.
Se tiverem achando ruim e quiserem alguma vantagem pra apostar,
dou Furnas, Merenda das crianças e Trensalão. QQ condenação vc ganha.
Mas, no estilo das facas Ginsu, eu digo: não, não é só isso.
Incluo a fazenda do FH, as privatizações e até o Gregório Marín.
A chance de vcs é grande, viu? Passa de 0,5%.
Agora só tem uma coisa: se num vier ao caso, perdeu, playboy.
Alan Souza
1 de fevereiro de 2016 5:39 pmCrônica de uma inocência anunciada…
Não vai acontecer nada. Não será condenado. Se for, vai prescrever enquanto aguarda em liberdade o julgamento do recurso.
Tucanos são seres que já nascem com habeas-corpus eternos grudados em seus genes…
Ivan de Union
1 de fevereiro de 2016 5:42 pmE apezar dos grampos e da
E apezar dos grampos e da evidencia… ta todo mundo solto, nao eh?
Judson Silva
2 de fevereiro de 2016 2:52 am….todo mundo solto….as
….todo mundo solto….as Peruas do Cunha tbm…kd o MPERJ? Manda buscar e leva os carros importados tbm….
Maria Luisa
1 de fevereiro de 2016 5:53 pmE Moita volta para onde? Para cuidar da CPTM!
Nossa, estou vendo ja algum procurador do MP/SP dando entrevistas, dizendo que se gente de alta patente do governo estadual paulista estava no conluio, logo, pelo dominio do fato, Alckmin também e que vão encaminhar as investigações e intimar o governador etc.
jcordeiro
1 de fevereiro de 2016 6:04 pmAbre-te, Sezamo!
Nassif: sempre desconfiamos que o governo do Bandeirantes estava na “Moita” (com o Moita e pelo Moita). Alias, “moitas” é o que não falta ali, por todo Estado. E o governador ainda se acha na moral de dizer que “no PT só tem ladrão”. O “trensalão” ficou por isto mesmo. “NÃO VEM AO CASO”, diria (e continua dizendo) o Judiciário federal da República do Paraná. O epsódio só mostra que a coligação PSDB/DEM/PPS e o PT são farinha do mesmo saco, com uma população de ladrões de fazer inveja a Ali Babá
Cafezá
1 de fevereiro de 2016 6:24 pmSerá que tem mais gente
Será que tem mais gente graúda atrás da moita?
Fernando Moreno
1 de fevereiro de 2016 6:53 pmQuer apostar?
Aposto que daqui uns dias vão colocar o PT e o ex-presidente Lula no meio da confusão. É questão de tempo.
jluizberg
1 de fevereiro de 2016 7:16 pmSanta coincidência, Batman…
“Um dia antes da deflagração da operação, Luiz Roberto foi demitido do cargo de confiança e voltou para sua função de origem, na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Um dia antes o cara é demitido do cargo de confiança. Será que alguém deu um “toque” para tirar o carinha do palácio?
Cafezá
1 de fevereiro de 2016 7:29 pmDe tempos em tempos, surge um
De tempos em tempos, surge um caso envolvendo a merenda das crianças. É uma prática recorrente meter a mão no dinheiro destinado à merenda. Resta saber se as sentenças condenatórias levam em conta essa agravante.
veranis
1 de fevereiro de 2016 9:09 pmTempos atrás havia um parente
Tempos atrás havia um parente do alckmin, se não me engano cunhado envolvido com isso. Mas sabe como é, cunhado não é parente e ficou tudo por isso mesmo. Agora está dentro do palácio dos bandeirantes, pelo domínio do fato, impeachment no alckmin, que ninguém é de ferro.
veranis
1 de fevereiro de 2016 9:11 pmSó prá constar: Deus
Só prá constar: Deus envolvido nas trambicagens. Graças a Deus, a trambicagem estava dando certo. Que lástima esse mundo!
Cassio Tonsig
1 de fevereiro de 2016 9:17 pmTucanos não roubam!
Tucanos fazem “reequilíbrio financeiro” !
Que maravilha! O juiz Moro adorou mais esta prova de inocência.
Agora que não vêm ao caso mesmo!
alramiro souza
1 de fevereiro de 2016 9:20 pmaí exclamou o tucano
que
aí exclamou o tucano
que descobriu quem abiscoita:
gente muito afoita
e que sai da moita
a gente acoita,
põe na cptm e apoiita
altamiro souza
1 de fevereiro de 2016 10:50 pma última palavra deste texto
a última palavra deste texto aí é apoita, do verbo apoitar,
o pescador senta e e espera descansadamente…
Jotage
1 de fevereiro de 2016 10:36 pmComida das crianças.
Este partido rouba até a comida das crianças, mas, ninguém será condenado.
Agora, se alguém disser que ouviu dizer que alguém do PT comeu uma cebolinha (ou tapioca) do pacote que ia para as crianças, o Moro prende na hora.
Aí os coxinhas vão dizer: “Não adianta comentar o passado, pois um erro não justifica o outro”.
Marcos Antônio
1 de fevereiro de 2016 11:18 pmA impunidade do psdb,
A impunidade do psdb, principalmente o paulista, atrairá para suas fileiras gente da pior espécie…
peregrino
1 de fevereiro de 2016 11:45 pmaviso a todos os santos tucanos…
a nova casa de deus nos livre e guarde é o Palácio dos Bandeirantes
Alan Souza
2 de fevereiro de 2016 12:05 amA propósito
Alguém viu o Bonna por aqui?
Essas coisas ele finge que não vê…
Luciano GM
2 de fevereiro de 2016 1:43 amMerenda no trem.
O Moita foi devolvido à CPTM um dia antes da Operação Merendinha. O Moita ajeitava as coisas nas licitações de merenda, e chegava a cobrar 25% do contrato, segundo apurado. O Moita era assessor do Gabinete Civil de SP. O Moita passeava de trem e depois comia merenda. O Moita está solto, e as provas?
O método Moro só opera contra petistas.
MARCOS F.L.
2 de fevereiro de 2016 2:15 amA Globo vai tratar de
A Globo vai tratar de esconder isso.
Cunha
2 de fevereiro de 2016 10:26 amO Moita vai continuar na
O Moita vai continuar na moita.
Gustavo Horta
2 de fevereiro de 2016 2:35 pmRINDO DE QUÊ? SEI LÁ. DE BOBEIRA…
>> https://gustavohorta.wordpress.com/ RINDO DE QUÊ? SEI LÁ. DE BOBEIRA… Que tal lembrar da lista de viagens improbas em aviões do povo de MG feitas pelo governador? E as viagens da primeira dama nos aviões de SP, improbas?Um pulo ali em Paris, na avenida Foch ou em algum banco na Suíça? Uma olhadela na lista de Furnas? Passar os olhos na operação Zelotes? Uma visitinha ao processo do HSBC? Que tal…É o bacanal com apenas nosso ânus na jogada! Isto sim é pornografia, isto sim é virulento! Pobre de nosso ânus, esculachado, esculhambado, arregaçado orgia de impunidade.